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A foto de hoje, enviada pelo grande amigo Marcos, filho de outro colaborador, Edmundo Anjo Coutinho, mostra pai e filho no recém inaugurado calçadão da nova praia de Copacabana.
Estávamos na época da vigência do famigerada legislação de incentivo ao turismo, criada em 1971, que autorizou aleijões em diversos bairros do Leme a São Conrado. Onde prédios muito maiores que o gabarito da área subiam com a desculpa de serem hotéis. Em Copacabana temos como símbolos máximos dessa ocupação desvirtuada os prédios dos hotéis Othon Palace e hoje abandonado Le Meridien.
Vemos lá atrás, o gigantesco prédio se elevando á massa dos prédios de 12 andares do bairro, o que acontecia na mesma época se virássemos nossa câmera em direção ao Leme.
O prédio do Rian ainda podia ser visto junto com os prédios de seu quarteirão e o urbanismo estava estalando de novo, postes de sinais padrão DETRAN-GB, os postes de iluminação pública de 18 metros com luminárias a vapor de mercúrio da marca Philips, sinalização vertical totalmente iluminada, das placas indicativas de ruas até as de mão de direção e velocidade máxima. Nessa época o estacionamento junto ao calçadão da praia ainda existia somente desaparecendo em 1992 quando do projeto Rio-Orla na adm. Marcello Alencar.
Nessa mesma épóca (1992) a prefeitura construía as primeiras versões dos quiosques, licitados individualmente, que visava acabar com o predatório monopólio dos traillers da empresa Jonn´s, do empresário João Barreto, inclusive vemos um de seus traillers já ocupando vagas no estacionamento, embora nessa época ela ainda tivesse concorrência da Geneal, da Angú do Gomes e de outras.
Curiosamente como uma gripe resistente, ele voltou, com a nova monopolista denomiada de Orla Rio, detendo a exclusividade do fornecimento de gêneros aos quiosques, e sua manutenção. Com a promessa , em edital de licitação, de instalar os novíssimos quiosques. Algo que não vem cumprindo, estando numa posição muito cômoda. Pois, com os velhos quiosques continua ganhando dinheiro, mesmo prestando péssimo serviço, sem nenhuma obrigação de construir os novos. O resultado é que só em Copacabana tivemos a troca parcial para os novos e aparentemente inadministráveis quiosques projetados por Índio da Costa. Com ótima infraestrura, mas caríssimos para se construir, o que dá ao negócio aparentemente pouco retorno.
Nessa época os postos de salvamento não tinham retornado ao bairro, só sendo construídos na segunda metade dos anos 80 e alguns somente nos anos 90. Muitos em local diverso dos originais, com o 4 e o 5. Também ainda não haviam os oasis, implantados somente em 1983 mas de modo diverso do planejado nos anos 60, quando abrigariam centros de atraçao ao banhista, com os quiosques, chuveiros e vestiários.