Com o abandono do Plano Agache pelos vitoriosos do golpe de 1930 a cidade, então Capital da República, continuava precisando de um plano diretor que ordenasse seu crescimento e resolvesse problemas graves de mobilidade dentro do seu território, que já eram sentidos, mesmo naquela época.
Na confusão administrativa que se seguiu a 1930, fomentada principalmente pelo crescente movimento contrário ao abandono de Vargas pelos ideiais tentistas, que acabaram criando a ANL, a invasão desta por comunistas e por fim  a frustada tentativa de golpe que acabou gerando o Estado Novo.
Com o advento do Estado Novo, surgiu o nome de Henrique Dodsworth para prefeito do Rio, e nada melhor que um prefeito sem eleições, num estado totalitário para se começar um novo plano urbanístico, que foi o Plano Piloto, um dos maiores disperdícios de dinheiro já realizado. Pois bebeu na fonte quase totalmente do “abandonado e execrado” plano das República Velha. Piorando-o.
Se o Plano Agache tinha 3 diretrizes ” Mobilidade, Higiene e Estética” o Plano Piloto, no mínimo perdeu a Estética, não pela vontade de seus projetistas, entre eles arquitetos que se tornariam nomes consagrados do modernismo, mas sim pelas pressões políticas magalômanas e pela forte pressão da especulação imobiliária, que foi aumentando cada vez mais nos anos 40.
Por isso vários projetos foram ou atrofiados ou hipertrofiados, como a Av. Pres. Vargas, criada por Agache para ligar o porto até o Meier, em medidas mais estreitas e menos destruitivas à cidade. O resultado é que no Centro tivemos um verdadeiro aleijão urbanístico, em que praticamente nada que o poder público queria e impunha conseguiu ser realizado, talvez só a brutal demolição da igreja de São Pedro, e por esse gasto de força e dinheiro não conseguiu chegar até hoje ao seu destino, sendo executada a posteriore, na Guanabara, até São Francisco Xavier.
Já em relação a atrofia podemos ver na ocupação da Esplanada do Castelo, até hoje incompleta, e nas obras viárias e de transporte de massa, previstas por Agache, ressaltadas pelos arquitetos do Plano Piloto, mas abandonadas por políticas de resultados imediatos pelos políticos. Além dos gabaritos cada vez mais opressivos na Zona Sul, notadamente Copacabana, sob protesto de todos os urbanistas.
O sistema viário, planejado nos anos 30 e 40, e construido em grande parte nos anos 60 e 70, até hoje não foi realizado de todo e o Metrô, planejado por Agache da Tijuca até Botafogo, esticado do Meier até Copacabana por Reidy e amplificado  em muito pela brilhante Guanabara, caminha a passos de tartaruga, na mão de um estado falido e concedido a banqueiros que desprezam a natureza no negócio.
Nosso mapa de 1945, mostra a cidade que os cariocas vieram a conhecer só em 1965, com detalhes que muitos não sabem até hoje, como Túnel da Gal. Glicério, e a Av. Radial Sul, nessa época englobando o taçado da natimorta av. Humaitá-Glória, que nos anos 50 sofreu uma modificação de traçado, além disso o mapa mostra os túneis Rebouças e Santa Bárbara, a Lagoa-Barra com o túnel Dois Irmãos, um trajeto básico do que seria a Linha Amarela, a Linha Verde, com o túnel Gávea-Uruguai e o Noel Rosa, o Aterro…etc
No Arquelogia do Rio, podemos uma das vias desse plano, a nunca realizada Av. Radial Sul e o Túnel Gal. Glicério-Botafogo ( http://fotolog.terra.com.br/bfg1:688 e http://fotolog.terra.com.br/bfg1:689 )