Trevo dos Estudantes, início dos anos 70

foto de andredecourt en 14/01/05

Dois anos depois da foto mostrada ontem, começaram as obras o trevo dos estudantes, hoje conhecido como trevo Estudante Edson Luiz devido a um episódio acontecido dentro das dependências do restaurante do Calabouço, freqüentado por estudantes; onde agentes da repressão mataram o estudante que é nome do trevo.
A construção do trevo visava eliminar os cruzamentos de nível do local facilitando o acesso ao Centro, bem como ao aeroporto Santos Dumont, o trevo já era planejado na época da construção do Aterro, mas a existência de diversos galpões e hangares construídos durante os anos na frente da praça Senador Salgado Filho, retardou sua execução, se só foi iniciada em 1969 e o término entre 1972/73 já no mandato do governador Chagas Freitas, quando da sua primeira passagem pelo governo, ainda da Guanabara..
Na parte inferior da foto podemos reparar que o velho acesso de veículos para a Av. Pres. Antônio Carlos, teve sua mão invertida e com a retificação de sua agulha para a Av. Beira Mar, curiosamente o velho traçado do acesso permaneceu desativado e foi transformado em estacionamento, esse desleixo urbanístico até hoje persiste, mais de 30 anos depois das mudanças na região.

Comments (25)

jro 14/01/05 7:39 …
Bom dia seu André!
Meus amigos faziam este trevo contra o relógio lá pelos 19/20 anos :-)))
E em dia de chuva era melhor ainda :-))))
Jro 🙂
PS – Vai ?
autofocus 14/01/05 7:43 …
Caramba! Que diferença!!
Muuuuuito legal a foto.
Bom fim de semana!!
Bjs,
Adri 🙂
rockrj 14/01/05 7:45 …
Se hoje em dia o tráfego fosse assim, com tão poucos veículos, seria uma maravilha…
buenas 14/01/05 7:55 …
eu estaciono meu carro ate hj lá e naum tinha a menor ideia do q era antes …
muito bom esse flog
adicionado!
abraço e parabens pelo espaço
pax!
wo_luiz 14/01/05 8:22 …
Quase sem carros, né?
gerard_3 14/01/05 9:08 …
Tudo bem?
Eu li que vc tb não vai…então um bom fim de semana por aqui mesmo!
Bjócas!
De
alvarogabriel@openlink.com.br 14/01/05 9:38 …
Rapaz, quem ia gostar de ver a página de hoje do fotolog é o Isaac Peres da Multiplan, controladora da Renasce, dona do Barra Shopping e outros shoppings por esse Brasil. Pois o símbolo da Renasce está ali inteirinho e bonitão. A notar apenas as mudinhas ainda tenrinhas do Burle Marx. Não sei por que o “mestre” detestava flores. Seu negócio era sempre muito verde, muitas folhas, muita mata. Concordo que tenho uma simpatia visceral pelo gênio, na minha opinião, mais genioso do
a 14/01/05 9:41 …
…do que outra coisa. Mas custava o homem plantar também uma florzinhas vermelhas, azuis, amarelinhas ? Vou parar porque é capaz, lá do outro lado, a figura já deve estar me dizendo uns impropérios cabeludos e isso não é bom para a sua evolução.
Lefla 14/01/05 11:24 …
Burle Max não evolui mais não, Alvaro. Tartarugas, quando morrem, viram espírito de porco e esse é, certamente, o destino de uma outra tartaruga que ganha todas as obras sem concorrência pelo Brasil e que tem escritório ali na Av. Atlântica.
O mal do Aterro é a visão da praia, que foi roubada. Tb a ausência de espaços aconchegantes, que a pessoa goste de sentar e observar a natureza, como nos grandes parques pelo mundo (Central, Hyde, etc). Enfim, é uma obra dele para ele e para a crítica de esquerda que a tudo aplaude. A gente se contenta, porque pelo menos é verde. Mas o Parque é tão impessoal quanto um jardim de palácio.
tumminelli 14/01/05 11:33 …
:-)))))))))))
Lefla não perdoa, Mata!
Mas sabe que está com razão…
rbpdesigner 14/01/05 12:01 …
post interessantíssimo!
[]s
lucia 14/01/05 12:30 …
Furão!! :))
Bj
andredecourt 14/01/05 12:34 …
Pois é o urbanismo é meio grandeloquente….meio Brasília, mas também, sabemos o que acontece com os lugares aconchegantes de nossos parques e praças, tem uma galera que acha tão aconchegante que em pouco tempo está fazendo até feijão na lata de galão de tinta
lucia 14/01/05 12:36 …
Humpf!!!
;)))
pikyto 14/01/05 12:55 …
O pior é que quando estavam fazendo essa obra eu já tinha até uma filha, além de ter ido ao enterro do Edson Luiz! Estou virando Repórter Esso – testemunha ocular da história!!!
Bibi agradece. Abração.
P.S. Gostei muito do Michera.
lefla 14/01/05 13:45 …
hahahahahaha
feijão em galão de tinta é ótimo! mas acho que esse prato é servido lá pelo Aterro, de vez em quando a gente passa a noite e vê fogueiras… Blade Runner aquilo lá de noite!
Eu gosto da Praça da Paz, do Passeio Público, do Campo de Santana. Lá neste último, inclusive, um meliante foi pegar o pavão branco e estrangular e teve um triste destino. Foi espancado pelos travestis, empalou-se na grade e foi conduzido às autoridades pelas moçoilas. Onde já se viu estrangular pavão?, pensaram elas com toda a autoridade e razão que uma traveca pode ter nesse caso…
eduardo bertoni 14/01/05 14:41 …
Bom fim de semana, André.
Se quiser um traguinho passa no meu flog.
Abraços,
Bertoni
http://fotolog.terra.com.br/outromundo
Flavio Mendes 14/01/05 15:07 …
Sinto, mas não pode passar desapercebida a velada agressão verbal (porque crítica não foi) ao Oscar Niemeyer alguns posts acima. (Ele é a tartaruga com escritorio na Av Atlântica).
Fico com as palavras do Ferreira Gullar (ou foi o Darcy Ribeiro?): daqui a 200 anos só se lembrarão de um brasileiro do seculo XX e ele será Oscar niemeyer (eu pessoalmente acho que vão se lembrar do Tom TAMBÉM).
O Oscar é contraditório? é. Todas as suas obras são geniais? não. É repetitivo? é. Mas o cara é um gênio, com todas as letras e acento. Ele inventou a arquitetura brasileira, antes da geração dele os prédios públicos eram um pastiche de arquitetura européia, como aqueles prédios horrorosos e – já na época – anacrônicos, como os prédios da região do castelo e mesmo os da cinelândia (municipal, monroe, biblioteca, etc.). Alguns são bonitos? sem dúvida, mas são cópias, pastiches de uma arquitetura que não é nossa. Niemeyer criou, e isso é muito raro.
E eu, pessoalmente, ainda gosto muito da figura pública.
Viva Oscar Niemeyer!!! quem dera se existissem outros arquitetos aqui como ele, o Rio não seria essa cidade com prédios contemporâneos tão horrorosos, não consigo me lembrar de um prédio bonito de projeto recente aqui na cidade.
andredecourt 14/01/05 16:42 …
Flávio o Niemeyer criou ícones da nossa arquitertura sem dúvida, principalmente os primeiros trabalhos, mas na minha opinião depois de Brasília ele foi perdendo o frescor, e hoje me desculpe, poucas coisas são exepcionais.
Fora ainda seu embarque em projetos anacrônicos arquiteonicamente como os CIEP`s onde se repetia o mesmo prédio na baixada e na região serrana, me dá pena dos alunos de um CIEP no Bingen em Petrôpolis, um dos lugares mais frios da cidade.
Outro fatos que causam antipatia, que tanto ele como Lúcio Costa começaram a defender com unhas e dentes a sua escola em detrimento de outras.
O eclético é um pastiche claro que é, mas no prédio também vai a sua história e importância, a demolição de edifícios como o Monroe, demolição essa defendidade por eles infelizmente foi um absurdo que eu acho que carioca nenhum pode esquecer
Flavio 14/01/05 22:56 …
Andre, um artista não é excepcional durante toda a sua vida, não faz coisas surpreendentes por 3, 4 ou 5 décadas seguidas. Mas não há arquiteto brasileiro que tenha feito o que ele fez durante, principalmente, 15 anos, entre 50 e 65. Ele é o maior arquiteto brasileiro de todos os tempos, ponto, e isso não é pouco na terra de Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha, Reidy e muitos outros. Eu só achei revoltante chamá-lo de tartaruga, ou ele ser tachado como uma pessoa que `mama” nas tetas do erário. Isso está longe. Claro que ele fez coisas ruins, anacronicas, os Cieps são um exemplo, o Memorial da América latina também não acho dos momentos mais felizes, mas daí a agredi-lo como fez o outro é demais. Aliás, pra mim, colocar no mesmo balaio Oscar e Burle Marx já soa heresia.
E sobre os prédios ecléticos da cinelândia eu concordo com vc, são importantes e históricos pra cidade, achei muito boa a sua série sobre o Monroe, um prédio que não deveria ser demolido.
Marcelo Almirante 14/01/05 22:58 …
Realmente o Sambódromo e o Ciep – coisas da época do Brizola – não são nada geniais, pelo contrário. Mas convenhamos que o Niemeyer revolucionou a arquitetura MUNDIAL, a partir dos anos 40 na Pampulha, com suas CURVAS, numa época que o ângulo reto era endeusado. Foi um manifesto que amadureceu com Brasília. Quanto ao aterro DO FLAMENGO ele é bonito para se ver de dentro do carro, mas não muito atraente para se fazer uma caminhada, realmente. Na verdade se trata de uma via expressa com jardim e não um parque no sentido verdadeiro da palavra.
andredecourt 14/01/05 23:55 …
Gente, em termos de curvas lembro que o Decô Streamline foi o pioneiro, os modernistas brasileiros só beberam na fonte, falo de camarote pois meu pai é do movimento !
Flavio 15/01/05 0:10 …
Em arte tem sempre quem cataliza e eleva o que já estava aqui. O Tom Jobim catalizou muitas forças diferentes (Villa-lobos, Ary Barroso, Custódio Mesquita, Caymmi, o Jazz, Debussy) para ser o Tom, mestre da bossa nova e de toda a música moderna que veio a seguir, e da mesma forma Oscar Niemeyer com a arquitetura, dois gênios da mesma estirpe e gabarito. Mas quem é o seu pai? (bom, com um fotolog tão interessante da arquitetura do Rio, de chocadeira é que você não deve ter vindo mesmo…)
andredecourt 15/01/05 0:25 …
Meu pai é só um arquiteto boêmio, que era colega de sala do Sérgio Bernardes, amigo do Tom e do Vinícius, bebendo no Veloso e tomando saideras no bar Lagoa, trocador de idéias com o Tenreiro e com o Rapoport, amigo e decorador do apartamento da Guiomar Muniz, apartamento esse que ardeu nos anos 80 num incêndio tão destruidor como o do MAM por transformar grandes obras de arte em cinzas.
Um funcionário público, que fez parte de equipes quep lanejaram e construíram na época da Guanabara o que o Rio é hoje.