Tio Betão, praça Atahualpa

andredecourt's Foto von 27.07.04

Essa foto foi enviada pelo Roberto, mais conhecido aqui, pela galera do Fotolog como /rockrj, mostra o seu tio Betão, e seu Buick, numa pose de playboy, pois afinal com uma caranga dessas, qualquer um fica bonito !!!
O local é a praça Atahualpa ao fundo e o carro se encontra parado do outro lado do canal na praça Rubem Dário, todas as casas já foram postas abaixo, o que dificultou em muito a identificação do lugar.
Só foi resolvida graças a uma foto do arquivo de família tirada durante as corridas do Trampolim do Diabo, onde a casa com as arcadas de pedra ( na altura do para-brisa do carro) aparece, mas nesse conjunto de 3 casas dos anos 30 aos 50 as modificações foram consideráveis, a casa à esquerda, ganhou mais um pavimento de teve os balcões fechados, virando um pequeno prédio, e a da direita ainda não existia.

Comments (28)

jro 27.07.04 08:53 …
Eu já vi este tio lá no flog do sobrinho, e pelo que ele, o sobrinho, disse, o tio está firme até hoje, mas o carro foi-se.
JRO :-))
aqua_man 27.07.04 08:57 …
Esse pra época era o possante. O Roberto tá com ótimas fotos do baú.
Abraços!
coalog 27.07.04 09:01 …
Fantástico!!
Ótimo texto.
wolfenson 27.07.04 09:15 …
Clássica em todos os sentidos. Foto que gostaria de ter tirado. 🙂
Jason 27.07.04 09:44 …
Ah, sim… Buick 1947!
veriserpa 27.07.04 10:24 …
muito legal tanto a foto qto o texto… bjs
dr_ocio 27.07.04 11:48 …
so falta uma garrafa de cerveja na mao do tio… (pq nessa época ainda nao tinha cerveja em lata…)
é nessas horas que fico me perguntando se meus filhos vao beber cerveja em embalagem longa vida… ARGH!
andredecourt 27.07.04 11:53 …
Argh !!! pesadelo !!!
natureco 27.07.04 12:12 …
Super maneira André. Depois me diz o bairro, pois só pelos nomes de ruas eu não consigo me localizar (sou Niteroiense).
Abçs.
tumminelli 27.07.04 12:30 …
André,
não localizei o local… onde é?
alvarogabriel@openlink.com.br 27.07.04 12:30 …
Primeiro que tudo esta foto é ótima pela tradição que ela evoca: o Buick, o final do Leblon,o Hotel Leblon, a subida da Niemeier, a brilhantina no cabelo do Betão e o próprio apelido Betão; mais anos 40/50 impossível.
Segundo, Andre, acho que você tem que explicar para os mais jovens, como eu (risos histéricos)o que era o Trampolim do Diabo. Vale até uma citação do Pintacuda.
bwanis 27.07.04 14:45 …
Que carrão!!!
:)))
lexved 27.07.04 15:17 …
Praça Atahualpa? Praça Rubem Dario? Em que bairro ficam? (ou ficavam?) Please somebody help me…
abk 27.07.04 15:52 …
Caramba,André, você conseguiu localizar a foto olhando as construções antigas !! É muito legal!!
Boa foto que o Roberto te enviou mostrando esse carrão, que na época, devia ser o máximo.
Abração.
eduardo bertoni 27.07.04 16:12 …
Este carro está muito novo. Parece 0Km. Por outro lado o colorido da foto está muito bom para ser de 1947 (ano do carro). Vc. tem idéia da data da foto? Ou então o Betão era bom de cuidar da caranga…:):):)
andredecourt 27.07.04 17:44 …
Galera é no final do Leblon no sopé da Av. Niemeyer .
O Trampolim do Diabo era o apelido sinistro dado ao circuito de Grand Prix da cidade do Rio de Janeiro, a largada era na Marqês de São Vicente, pegava-se então a Visconde de Albuquerque, subia-se a Niemeyer, chegava-se em São Conrado, aí subia a estrada da Gávea onde hoje está a Rocinha, descia a Gavea até a Marques de São Vicente até o ponto incial, o mais interessante que fora algumas inversões de mão e o problema da ocupação irregular na estrada da Gávea o circuito pode ser feito até hoje
andredecourt 27.07.04 17:53 …
Já a história do Pinta cuda era o seguinte, as vésperas da segunda Guerra mundial a alemanha nazista passou a usar o automobilismo como modo de propaganda nazista, tendo sido criados carros incríveis e muito superiores a concorrência tanto pela Mercedes, como pela Auto Union, um conglomerado de 4 marcas na qual só a Audi coomprada pela VW sobreviveu.
Nesse clima chega no em 1937 Rio o fantástico P-Wagen desenhado e engenherado por Ferdinand Porshe o carro possuia um motor V-16, ou seja com 16 cilindros, 520 cavalos que podia chegar em até 340 Km/h pilotado pelo barão Hans Von Stuck, o carro de Pintacuda era um Alfa Romeu modelo P-3 da equipe Ferrari cmo “apenas” 200 cavalos….continua
andredecourt 27.07.04 18:04 …
Acontece que o circuito da Gávea sinuoso com grande subidas e descias, deixava o monstrusos P-Wagem tão a vontade como um rinoceronte numa loja de porcelanas, apesar da habilidade do piloto alemão o carro subia a Gávea caranguejando e descia engrenado e forçando os freios na descida, o circuíto tinha mais de 100 curvas, enquanto isso a veterana P-3 era muito mais “na mão”.
Na ültima volta o italiano nào tinha mais combustível para completar a volta, e estava na frente do P-Wagen, Pintacuda passou direto pelos boxes para desespero da turma da Alfa, no topo da Rocinha, Pintacuda simplesmente desliga o carro e desce com ele na “banguela” numa tática suicida, pois o risco dos freios não aguentarem era imensa, o carro pelo seu pequeno tamanho desceu igual um míssil, e o alemão amarelou.
Pintacuda deu uma entrevista em 1967 na qual contou seu feito “Quando chegamos na Marquês de Sào Vicente, eu aproveitei o pequeno peso do carro e desci a 180km/h. O Stuck ficou com medo de me acompanhar” lembrou o piloto, para v/c`s terem uma idéia do feito foi a única vitória da Alfa no período de 1935 à 38
andredecourt 27.07.04 18:05 …
Apesar do feito chamar de Pintacuda um motorista de taxi aqui no Rio nos anos 40 poderia signifar alguns hematomas, pois os portugueses da praça ficavam enfurecidos com o “elogio”… mas não sei a origem….
Alô Jason tu sabes ???
eduardo bertoni 27.07.04 19:06 …
Em relação ao P-Wagen, foi mais uma obra-prima de Ferdinand Porsche. Saindo da Mercedes , finalmente inaugurou sua própria oficina de projetos. Seu primeiro cliente foi a Wanderer que em pouco tempo passou a fazer parte do novo pólo automobilístico da Saxonia: A Auto Union, a própria Wanderer, a Audi , a DKW e a Horch. O Prof. Porsche foi logo atraído pela nova Fórmula 750 que bem se adaptava à tecnologia e aos materiais disponíveis na Alemanha. Em março de l933 iniciou a construção do P-Wagen na velha fábrica da Horch em Zwicau no norte da Alemanha. No final do ano o veículo estava pronto para os primeiros testes e logo se revelou em toda a sua originalidade. O chassis tubular em níquel-molibdeno pesava menos de 60 kg, enquanto o motor era um 16 cilindros de 4,3 litros formado por dois blocos de 8 cilindros em V de 45º, com 2 válvulas por cilindro alimentado por um carburador de corpo duplo Solex e um compressor Roots.
jro 27.07.04 22:04 …
Nada mais a completar !!!
Não sei porque os taxistas não gostavam do apelido, mas me lembro de meu pai fazer referências ao apelido num sentido elogioso e jocoso ao mesmo tempo. O apelido tinha uma conotação de habilidade mas também conduzia ao exagero na velocidade.
Tentando complementar o que já foi dito, o Auto Union não era tão “rinoceronte” assim pois pesava incriveis 750 kg !!!!
Um outro dado que é importante para se levar em conta foi o fato de que chovia no início desta corrida, e isto sem dúvida alguma favorecia o Pintacuda.
Quem se interessar mais pelo assunto, sugiro que compre o livro CIRCUITO DA GÁVEA, do meu amigo Paulo Scali.
JRO :-)))))
eduardo bertoni 28.07.04 04:28 …
Gozado…nas especificações da P3 consta um peso de 772 kg…o que a faria mais pesada do que o P-Wagen…ou não?
andredecourt 28.07.04 06:56 …
O curioso é que no livro “História do Automobilismo Brasileiro” do Reginaldo Leme não é dado o peso dos veículos, mas o texto deixa trasparecer que o P-wagen era mais pesado e maior que o P-3
alvarogabriel@openlink.com.br 28.07.04 14:55 …
O que eu aprendi agora sobre a corrida da Gávea foi uma festa. Palavra. E o Betão ? Continua lá, no seu Buick, na dele, queimadão de sol, rei da praia, quarenta anos nas costas…
rockrj 28.07.04 15:11 …
Poxa André, como você melhorou a foto! No meu original, o fundo está muito claro…
leors 28.07.04 17:29 …
Ótimo trabalho! E viva meu tio-avô Betão!!
rsouza 28.07.04 17:43 …
Poxa… o Tio Betão está mesmo pintoso… mas não mudou muito nestes anos!
andreleblon 28.07.04 22:10 …
Muito maneira a foto!
Po eu moro nesse quarteirao!!!
A última casa da esquina desse quarteirao com a San martim ainda existe, ela é toda coberta por era, na verdade é um prediozinho. Já a do outro lado da San Martim foi destruida a uns 3 anos atás e eu nao tinha uma máquina pra tirar foto dela. Foi uma pena. Mas ainda existe neste finalzinho do leblon alguns prédios pequenos que viraram restaurantes e bares. Atrás dessas casa aí na Rita Ludolf com San martim tem talvez o meu prédio favorito daqui do leblon que ainda se encotra de pé.
Abraços a todos
André.