Nosso fotógrafo estava possivelmente no prédio  de número 149 da Av. Rio Branco, na esquina da rua da Assembleia e documenta um dos períodos de maiores modificações da velha avenida Central com a perda de vários de seus antigos pontos de referência a partir da primeira metade dos anos 50 se encerrando 20 anos depois com a queda do prédio do Jornal do Brasil e do Monroe.
A foto mostra o  grande vazio antes ocupado pelo velho Hotel Avenida e Galeria Cruzeiro, bem como de toda a parte do Liceu de Artes e Ofícios virada para a avenida, As árvores da Rua Bittencourt e Silva cortam as duas linhas de tapumes que cercam as obras de dois grandes prédios dos dias de hoje, o Ed. Avenida Central e da antiga sede da Caixa Econômica, mais conhecido como Barrosão, ambos enfrentando nesse início de século profundo processo de decadência.
Do enorme complexo do Liceu só restam uma fachada virada para o Largo da Carioca e o mítico torreão que em breve será demolido, no terreno que abrigava o Hotel Avenida aparentemente as paredes diafragmas do sub-solo do Av. Central já estão sendo executadas e vemos um guindaste, certamente para movimentar as primeiras vigas da estrutura metálica, uma das novidades do moderno prédio.
No outro lado da esquina vemos o grande galpão da A Exposição, que ocupava o local do seu prédio calcinado em um incêndio e demolido logo em seguida por risco de desabamento . A construção de tal provisória edificação se deu porque o terreno já estava gravado como de utilidade pública desde o início dos anos 40 para o prolongamento da Av. Nilo Peçanha, fato esse que rendeu uma briga judicial entre o EGB e a loja poucos anos para frente. Ao seu lado dois velhos prédios da Av. Central veem seus últimos dias, pois em breve também cairão para a construção do Ed. De Paoli.
Na pista vemos uma pouco lembrada mão dupla entre as Avenidas, Alm. Barroso e Nilo Peçanha, certamente uma tentativa de aliviar o tráfego da Rua México, pois até pouco tempo atrás a Nilo Peçanha era o divisor de sentidos da Rio Branco, sentido para o Monroe, e sentido para a Praça Mauá, certamente esse arranjo se mostrou desnecessário, ou era provisório em virtude de alguma obra, lembrando que nessa época a Av. Chile já estava  aberta na sua primeira configuração.
Ao fundo vemos que embora o Ed. Capital já estivesse de pé, o Ed. Octávio Noval e o anexo do Municipal ainda não haviam sido construídos, no local velhos sobrados dos tempos da velha Rua Barão de São Gonçalo, depois na Av. 13 de Maio vemos o Ed. Darke e o Ed. Municipal fechando a paisagem e  o velho prédio art-déco, do O Jornal inaugurado em 1931 e hoje demolido, construído onde ficava a fábrica de café  Capital e na época da foto ocupado pela Caixa Econômica Federal, uma grande perda pelo equilíbrio arquitetônico que prédio possuía. Hoje substituído por um decadente mafuá setentista, que se encontra em péssimo estado de conservação e é sério candidato a próxima tragédia do Centro.
Virados para o largo o conjunto estava como hoje, com os edifícios Itu, Alm. Barroso e do Liceu Literário Português, o enorme edifício Santos Vahlis ainda subia, vemos uma das lajes bem como o elevador de obras.
Por fim vemos como o Monroe fazia perfeita perspectiva com o eixo das construções da avenida.