Praia de Botafogo, muito antes do "Dia D"

Nossa foto de hoje, do acervo da Life mostra a Praia de Botafogo, no início dos anos 70 com suas características dadas pela Park Way dos anos 50 e da criação da praia artificial no Governo Lacerda.
Possivelmente a criação da praia artificial foi um dos maiores desacertos do governo Lacerda, ao menos que o mesmo almejasse em algum futuro próximo alguma maneira de melhorar a circulação das águas da enseada, conhecidas como estagnadas desde o período colonial, isso muito antes dos seguidos aterros que foram lhe estreitando cada vez mais.
Mas o post de hoje é mais um protesto contra mais um dia de caos e desastre imposto a esta cidade pelo populismo e a demagogia que vem sordidamente nos últimos 30 anos minando esta metrópole.
O mês de Abril de 2010 vem, desde o seu início expondo as mazelas causadas pela politicagem atrás de votos, custe o que custar. Do caos no transito a exposição a morte de cidadãos, passando por pichações, inundações épicas e destruição de pontos turísticos.
Vetar um evento daquela seita já cantada por Raul Seixas e Marcelo Nova, seria desagradável ao prefeito, afinal é mais uma parcela de um eleitorado que beira o lumpesinato, manobrado facilmente por espertalhões. Mas você compraria um carro usado do Macedo…..??? Nem eu, e  o comando da prefeitura inocentemente acreditou que seriam apenas 100.000 pessoas. E não 10 vezes mais, número este certamente planejado nas sombras por uma pérfida “gerência religiosa”, mas possivelmente escondido das autoridades, repito, possivelmente.
Mais uma vez o caos, e  desculpas, que cada vez aproximam nosso prefeito de nosso presidente, aquele coitado, que não sabe de nada e é sempre enganado.
Grandes eventos em praias e locais públicos deveriam ser proibidos, pois atingem a rés pública, que é de todos e não apenas daqueles que organizam e usufruem do evento.
Pouquíssimos eventos deveriam ser realizados, somente aqueles que deem lucro a cidade para compensar o caos a sujeira e a movimentação da administração pública.
Para dar um fim nisso lembrem-se: Faça a sua parcela para desinfectar a ALERJ em Outubro próximo.
Na foto o Pão de Açúcar, majestoso, a onipresente carrocinha de coca-cola e um belo modelo de poste americano.

23 comentários em “Praia de Botafogo, muito antes do "Dia D"”

  1. Estive caminhando nas redondezas do fatídico dia para observar a confusão. Fui ao Shoping Botafogo e pude observar a multidão lá do alto. Ia da curva do morro da Viuva até o Iate Clube. Era só “zé povinho” que superlotaram o shoping com filas gigantescas nos banheiros. Nas ruas internas de Botafogo milhares de ônibus estacionados em qualquer lugar. Isso já tinha acontecido na época do C.Maia e agora vem o prefeito e diz que foi mal informado? Pede desculpas e pronto? Vão todos prá PQP.

    1. Os ônibus tristemente indicavam também claramete o que transportavam, muitos literalmente acreditando por um milagre para chegarem vivos em caso dado a precariedade dos veículos

  2. Por que retiraram aquele poste de modelo americano? É o que faz distinguir a época da foto, pois a paisagem é a mesma.

    1. Pelas coleções da Life Bruno e por pequenos detalhes como a placa proibido estacionar já usando o E no lugar do P. Já o poste foi retirado no meio dos aos 70 com a troca da iluminação pública da cidade

          1. claro que não, os poucos que haviam estavam na praia de Copacabana, junto a campos de futebol, no posto II e IV, os refletores na praia surgiram em Copa em 1986, e depois foram se propagando para as outras praias

  3. Hoje, no Rio, qualquer evento incluirá uma multidão. Não há sistema que controle a massa de gente que só aumenta. A paiságem topográfica continua linda, já a humana, lamentavel.

    1. Então está na hora de pensar se vale a pena para a cidade esses mega eventos, sejam eles quais forem. Quem controla a situação em caso de pânico ?

  4. Acerca do pedido de desculpas feito pelo prefeito, me reservo o direito de responder se aceito somente no dia da próxima eleição.
    Por outro lado, a autorização para a realização desse evento religioso, além do evidentes prejuízo urbanos aferido, fere o princípio constitucional da separação da religião como o Estado, uma vez que o feriado laico de 21 de abril é destinado à evocação dos valores de cidadania e nacionalidade, que acabaram sendo sobrepostos pelo “Bispo”!
    Para se ter idéia do disparate de tal situação, cabe imaginar se o mesmo evento fosse autorizado e ralizado no dia 7 de setembro! Simples assim. Tudo isso faz parte do contínuo desmazelo e demérito com que se está descontruíndo os valores na nossa sociedade.

  5. Eventos deste tipo só devem ser realizados onde há espaço e infra-estrutura para isso. Na praia de Botafogo é um assinte à nossa liberdade de ir e vir. Creio que houve a intenção de criar um caos urbano, com um número de ônibus muito superior ao necessário. Depois do evento, na Lagoa em direção ao túnel, os ônibus circulavam com metade dos seus assentos ocupados.
    Há muito mais que um evento religioso por trás do que aconteceu.

  6. O Dia d – .
    Até quando temos que engolir os eventos “políticos-religiosos-políticos” e nosso prefeito com tanto “choque de ordem”, nos chocou com esse descaso pelo nosso feriado cidadão e optou por deixar essa invasão, principalmente desses ônibus. Se fosse um show de música não teria tanta facilidade nesta desorganização.

  7. Mais uma vez este prefeito mostra que e a cara nova de velhos habitos. Pulha. Agora assume que fez cagada, como vem fazendo.
    O Rio de Janeiro mais uma vez sofre com a incompetencia dos politicos que elege. Marcelo Alencar, Saturnino Braga, Cesar Maia e agora Marcelo Paes (Faz) M.

  8. Esse Dia “D” era de din din, de dinheiro mesmo.
    Com 1 milhão de bitolados na Praia de Botafogo, o Bi$po ficou em Londres, no seu Palácio, vendo as conta$ da Igreja aumentarem a cada doação feita por seu rebanho…
    Assim á fácil né!

  9. O 1o post em resposta a esse tópico é lapidar: as considerações possíveis acerca do “zé-povinho”.
    Mais terrível do que qualquer fanatismo da IURD (que é terrível mesmo) e que a corrupção endêmica brasileira (pior que malária e febre amarela), mais terrível é a indisfarsável repulsa que uma certa elite (ou pretensos membros desta) tem do povo.
    É disto que surge a tão costumeira ‘vista grossa’ às políticas de exterminio sistemático da PM (quem tem a mão os números de ‘auto de resistência’ por aí?) e é disto também que surge a criminalização da pobreza. Afinal Pobre é uma porcaria para alguns, não é? Zé-Povinho é uma praga! E se prga é, devemos apoiar politicas de ‘assentamento’ no lugar mais longe possível e, quem sabe não seria uma boa, além de esterilizá-los exterminá-los???
    Sinceramente, enquanto cada brasileiro não se ver como zé-povinho e entender que aquele que é mais pobre do que ele merece respeito e que é um igual, nada aqui terá solução.

    1. O que mais incomoda é o zé povinho de “cabeça” e não o de bolso. E nisso nossos órgãos de comunicação e estratos da elite cultural brasileira vem fomentando já há algumas décadas. Bitolação, rastaquerice cultural e movimentos populares criados em redações de telejornais regionais dão muito dinheiro elevam cada vez mais o povo para a indigência cultural.

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