Nossa foto de hoje, infelizmente não tão grande como gostaria, mostra a região do Passeio do final dos anos 40, como era do meio dos anos 40 até o início dos 60.
Ao mesmo tempo que a prefeitura de Henrique Dodsworth arrancava canteiros centrais pela cidade, criava estéreis esplanadas como o Largo da Carioca ampliado e áridas avenidas com a Pres. Vargas ela promovia a remoção de todos os obstáculos que existiam em jardins e praças públicas da cidade. O Campo de Santana e o Passeio foram os exemplos mais conhecidos, embora em outras praças e jardins muros e cercas segmentadoras também foram removidas.
Se nas praças menores os danos foram pequenos ou inexistentes, nesses dois antigos jardins do Centro, vindos da época colonial e do império os danos foram extensos, notadamente no Passeio. A frequência livre e sem horário, mesmo numa cidade sem os furtos de mobiliário urbano e obras de arte públicas dos dias de hoje, o vandalismo e a falta de cuidado dos cariocas promoveram a decadência desses jardins.
No Estado da Guanabara, no governo Lacerda, essas duas praças voltaram a ser cercadas e seus portões re-instalados nos locais de origem, tendo Passeio sofrido sua primeira grande obra de restauração, mantendo o jardim em bom estado de conservação de lá, até a decadência da região Passeio-Glória dos últimos amos.
Tendo sofrido uma extensa restauração há coisa de uns 3 anos, para quem passa de fora, principalmente a noite percebe que nosso dinheiro está indo para o ralo novamente, o velho parque, o primeiro da cidade, está sempre apagado e os jardins com todo o aspecto de mal cuidado. Além de algumas esculturas, como a fonte do menino já terem sofrido novos danos. Resultado da total decadência do entorno, muito longe dos endereços chiques do “choque de ordem”.
A foto é muito bonita, e o fotógrafo muitpo feliz na luz, principalmente nos raios de sol atravessando a copa das frondosas árvores do Passeio.