Russel, anos 50

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Nossa imagem de hoje foi enviada pelo amigo Carlos Ponce de Leon de Paiva e mostra o Russel logo após as obras de alargamento da Av. Beira Mar.
As obras na realidade extirparam grande parte do canteiro central da velha City até a Curva da Amendoieira, criando mais uma faixa de tráfego em cada sentido. Tal obra dizimou praticamente toda a arborização do canteiro central, que já tinha mais de 40 anos e dificultou o retorno de quem se dirigia ao Centro, pois atualmente a área protegida pelos canteiros pouco passa de um metro.
Junto ao monumento ao Alm. Tamandaré vemos um típico arranjo de iluminação de monumentos e prédios públicos.  O poste de base exclusica ( diferente dos da Pres. vargas e Atlântica) possui em seus braços dois grandes refletores GE, feitos em cobre e no topo um globo em estilo canadense de tamanho grande, para lâmpadas de até 1000 W. O curioso que mesmo sem nonumento eles continuam lá até hoje, tendo os refletores substituídos há poucos anos por globos. Já os postes franceses foram retirados nos anos 90.
Ao fundo o conjunto déco dos edifícios Itacolomy e Itatiaia e o Hotel Glória, nos últimos momentos de sua fachada original.
Na pista aparentemente temos um Gostosão.

9 comentários em “Russel, anos 50”

  1. Parece que estamos numa glamourosa Paris !!!!!
    ( vai andar ali agora pra você ver !)
    ( e andar de gostosão nessa época devia ser gostoso ! )
    ( mas, pq “gostosão “?? )

    1. O apleido pegou simplesmente porque o ônibus era moderno, silencioso e confortável. Bobeia muito mais que nossos ônibus atuais feitos em chassis de caminhão

      1. A rigor não é “chassi de caminhão”. Mas a tecnologia usada é a mesma, a analogia vale. Os “gostosões” de hoje seriam aqueles poucos carros com suspensão a ar e motor traseiro.

  2. O ônibus da foto não é um Gostosão. O Gostosão era da GM, modelo TDH4010. Esse ônibus não parece ser GM. Acredito que seja um Aclo ou Leyland modelo Royal Park e que fosse da Viação Nacional ou Central.
    O Gostosão tb não tinha essa faixa metálica ao redor da carroceria.

  3. Mudando o foco, hoje no caderno de bairros da Barra no Globo tem uma reportagem sobre bens tombados em Jacarepaguá e aparece a residência Carmem Portinho, projetada pelo Reidy. A reportagem informa que a residência foi parcialmente tombada em 2006, mas já foi descaracterizada após a venda pela família, com a inclusão de um cômodo entre os pilotis. Estão tentando o tombamento definitivo junto aos órgãos competentes(sic)…

  4. No final dos anos cinqüenta, eu e irmãos mais velhos íamos muito à Praia do Flamengo.
    Móravamos bem no início de Santa Teresa. Descíamos a Manoel Carneiro (Escadaria de Selaron) e passávamos a pé por esta região do Hotel Glória.
    Lembro desse tempo com muitas saudades.
    Mesmo morando em Brasília desde 1964, consulto os fotologs sobre o Rio.
    Andre Decourt, você faz um trabalho esplêndido ao recuperar estas maravilhosas fotos.
    Parabéns1

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