Nossa imagem de hoje vai até a época de inauguração do monumento a Osório na Praça XV por volta de 1890.
Além da estátua com o bronze tão mais detalhado que hoje, possivelmente pela abrasão de mais de 100 anos de chuva e elementos químicos. Fora os recentes constantes furtos de elementos, podemos perceber que ela se inseria numa ambiente urbano totalmente diferente.
Por de trás o velho Paço Imperial, transformado após o golpe de 89 em repartição central dos Correios e Telégrafos, guardava sua feição oitocentista, o terceiro andar ainda parcial e pesadas patibandas escondendo os telhados. Podemos ver o cansado telhado do corpo central do prédio, as “venezianas” de lona, algumas estendidas outras enroladas e percebemos que a cor não era a branca, talvez um rosa ou um creme mais fechado.
A cidade era um deserto de árvores, não vemos nenhuma na rua, apenas por de trás nos jardins do Convento do Carmo. A foto deixa transparecer que o passadiço que ligava o Convento a Sé Velha ainda estava lá, bloqueando a R. Sete de Setembro