Rua da Misericórdia

Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Maio de 2005.

Uma rara foto da velha rua da Misericórdia
A rua atual não possui mais o traçado original, pois com o desmonte do morro do Castelo e a demolição nos anos subsequentes de todo o bairro da Misericória a velha rua mudou literalmente de lugar.
Antigamente a rua da Misericórdia chegava a frente da igreja de São José, passava por “dentro” do atual prédio do Palácio da Justiça.
Era uma das ruas “maternas” da cidade criada logo que a cidade começou a descer do Castelo e pontilhada de pequenos becos, que demonstravam essa origem ancestral, como o do Guindaste e dos Ferreiros, o qual acho que é alguma das esquinas que aparecem na foto.
Essa foto foi tirada de fronte a Igreja de São José, e tomada em direção ao Calabouço, a esquina perto da curva possivelmente é a extinta rua Vieira Fazenda, antiga do Cotovelo.

14 comentários em “Rua da Misericórdia”

  1. A (hoje) maldita mentalidade anti-colonial do século 20 simplesmente destruiu o seio da cidade. Não satisfeitos em arrasarem o Morro do Castelo, também riscaram do mapa o bairro da Misericórdia, do qual só restaram o MHN e a Santa Casa, totalmente desconectados do tecido urbano. E o que é pior, essa destruição toda deixou cicatrizes que jamais foram consertadas, e uma enorme área mal utilizada e semi-abandonada.

    1. Meus antepassados vieram de Portugal e ali se estabeleceram. Na ladeira do Castelo, na rua da Misericórdia. Hoje estou à procura de suas pegadas, para reconstituir minha árvore genealógica, me deparo com o cenário de um Rio que não existe mais…

      1. Minha família morou no sobrado da R da Misericórdia 53.
        Existiu até 195 (eu nasci em 1950 lá).
        Pode ser q se conheciam.
        VICENTE VILARDO E RAPHAELA CASCARDO.
        Eram meus avós italianos, que aqui começaram
        a minha família.
        Abs

  2. Desculpe usar essa página,não consegui comentar na página certa, entre em contacto pelo meu Orkut e farei o comentário no lugar certo. É a respeito de uma foto antiga no Trevo das Margaridas, Rio de Janeiro, a foto não foi tirada de um avião e sim da torre de alta tensão em cima de uma pedreira dentro do Conjunto da Água Grande,note uma haste da torre na própria foto em primeiro plano, a avenida que aparece perpendicular a base da foto é a própria Presidente Dutra com uma ponte sobre o Rio Meriti ao fundo, se fosse a Avenida Brasil ela estaria em frente a Ceasa e não existe, a pista a direita vem de Parada de Lucas, e para retornar para o centro o veículo encostava para direita ao lado da pista que ia para São Paulo, depois passava por cima dela e voltava, mais tarde o Trevo foi refeito e o retorno passou a ser feito passando por baixo da Dutra depois subindo, como é até hoje. O que parece ser um prédio do DER, na verdade era uma pequena indústria na entrada do Jardim América.( tel. p/contacto 26372558)

  3. Comparem esta foto com a atual Avenida Rio Branco, por exemplo, e digam onde conseguem ver humanidade. Prédios e avenidas não significam, necessariamente, melhorias urbanas. O nosso Rio de Janeiro foi destruído para atender a ganância dos empreiteiros e os interesses quase sempre escusos dos nossos políticos.
    Tenho 62 anos de Rio de Janeiro e me revolto, diariamente, com o descaso desses cafajestes travestidos de “autoridades”. O meu Rio de Janeiro merecia coisa melhor.
    Me desculpem, foi só um desabafo.

  4. Gostaria de saber se conheces alguma coisa sobre a chegada dos chineses ao rio de janeiro se localizando nesta região.
    Agradeço a resposta positiva ou negativa

    1. Jacira, os primeiros Chineses chegaram no Rio, ainda na época de P. I para trabalhar no Jardim Botânico, mas precisamente com chá. O negócio desandou e muitos voltaram para a China ou forma para outros países.

  5. Esta Rua é referenciada como morada do Vigário-Major do romance Memórias de Um Sargento de Milícia, do Manuel Antônio de Almeida. Preciosidade perdida e quase desaparecida da memória.

  6. Na Rua da Misericórdia morou SALVATORE MANTUANO, ebanista da Calábria, construtor da Matriz do Rosário de Entre Folhas, MG.

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