andredecourts foton från 2005-12-20

Outra imagem feita na mesma data da postada ontem.

Essa foto possivelmente é tirada do Outeiro da Glória em direção ao Centro.
Ao fundo vemos a região da Rio Branco feéricamente iluminada, podemos observar também o cordão de lâmpadas indo da esquina da Avenida com a Beira Mar, e chegando até ao fim da Glória.
No extremo direito da foto, na região após a Rio Branco percebemos a mudança da iluminação e até das construções, aquela área nesta época, 1911, ainda não tinha sofrido radicais mudanças, fora um pequeno aterro que esboçou a atual Av. Pres. Wilson, sem arrocamento e com pavimentação precária, ali era uma das várzeas do morro do Castelo, que nessa época era considerado pelos “progressistas” como um tumor, no novo e belo centro da Capital Federal.
Em primeiro plano, na parte inferior esquerda da foto, vemos uma trave de campo de futebol, nesse campo improvisado em uma praça pública ainda não totalmente urbanizada é que o Flamengo começou a treinar com seu time de futebol após a cisão com o Fluminense.
Foto do acervo de Francisco Patrício

Comments (35)

luiz_d 2005-12-20 08:01 …
É o campo da Rua Paissandu?
http://fotolog.terra.com.br/luizd
leflaneur 2005-12-20 08:02 …
Vou repetir o comentário que escrevi ontem, porque acho que ng leu e porque serve para responder ao AG.
Estou com medo do AG. Do jeito que ele fala, pode ser que tenha acompanhado alguém que tenha perdido o espartilho no Baile, o último…
De qualquer forma a Ilha Fiscal é interessante. É lugar de novos ricos, mas no Brasil tudo é novo. Prefiro, de certa forma, os novos ricos de hoje do que os “antigos” de então. Estes foram ao baile, mas derrubaram a monarquia. Não concordo com a preguiça do Pedro, nem acho que o Conde D´Eu fosse o escroto de que falam. Ainda que tivesse sido, estariam todos absolvidos por todos os crimes que a República veio a cometer. O pior de todos, escastelar a elite da burguesia nascente e da aristocracia rural.
No final das contas é tudo de um indefectível mau gosto… Daslu X Daspu, não sei o que é pior, afinal trata-se do mesmo tipo de clientela, umas com mais para gastar, outras com menos. A cafonice é o traço de união.
andredecourt 2005-12-20 08:05 …
Luiz, acho que o Campo do Paisandu veio depois desse
jban 2005-12-20 08:55 …
Beleza de Registro seu Decourt. Para mim inédita !!
Que beleza o Morro do Castelo ao longe. Não vejo por que da remoção.. acho que a cidade moderna poderia conviver perfeitamente com a cidade antiga. Provavelmente diminuiriam os imensos vazios que hoje existem por lá… Hoje teríamos documentários sobre o Morro do Castelo ganhando prêmios e os turistas conhecendo onde a cidade começou… O próprio Mercado Municipal e a região da Misericórdia poderiam ter permanecido no local…
antolog 2005-12-20 10:14 …
Belo registro.
Concordo que devemos preservar a memória cultural, mas o Morro do Castelo, possivelmente viraria mais uma favela, e bem no Centro. Imagina um tiroteio entre os traficantes e a polícia no Centro financeiro da cidade, em plena luz do dia…
edubt 2005-12-20 10:14 …
Fotão sem duvida!!!!
:-))
photomechanica 2005-12-20 10:25 …
Quer dizer que o Flamengo e o Fluminense já forma a mesma coisa???
Como era chamado antes – Fluminengo ou Flamenense?
Eu acho que poderiamos conviver com o morro do Castelo…
Rafael 2005-12-20 10:49 …
O Flamengo existia desde 1895 como clube de regatas(Clube de Regatas do Flamengo),tendo o Fluminense surgido em 1902 como clube praticante de futebol(Fluminense Football Club),sem se dedicar portanto a esportes náuticos.No começo da década de 1910,se eu não me engano,houve um grande desentendimento dentro do futebol do Fluminense,que ocasionou uma debandada de 10 titulares do time,que ao deixarem as laranjeiras foram para o Flamengo criando um time de futebol lá,que a partir daí passou também a se dedicar a esse esporte,conciliando-o com o remo,sua vocação inicial,desde a fundação.
Bem,acho que é mais ou menos isso,photomechanica,caso eu tenha cometido algum engano nessas breves linhas,por favor,alguém me corrija!!
1 abraço
rioencantosmil 2005-12-20 10:53 …
oiee..legal..mas mudando de assunto…quer dizer que meu Mengão, começou a treinar ai é…bem que o time desse ano mereceu foi ir treinar ai, e pelo jeito o do ano que vem, segue o mesmo destinho..ta dificil..hehehe..abraços
AG 2005-12-20 11:05 …
Desfeito está o mistério:
Leflaneur é monarquista.
Bem que algo me dizia que esse “donaire” na maneira de se expressar vinha de um berço fidalgo.
Principalmente no último P.Q.P. senti o toque amável da Pricesa Izabel quando espetava a agulha no dedo.
Em homenagem à casa da mãe joana, digo, à casa de Orleáns e Bragança, retiro o termo preguiçoso que adjudiquei ao nosso venerável imperador. Quem sabe cairia melhor “descançado”.
Caro Leflaneur, antes que se abra entre nós uma cratera intransponível, deixo já registrado que concordo plenamente com as críticas que você faz à elite que se apossou das rédeas e do chicote da sociedade brasileira. Nesse caldeirão de vaidades foram jogados, republicanos, arrivistas, positivistas, militares, cristãos, espertalhões, analfabetos e pretenciosos de todos os naipes.
A coisa foi tão decrépita que até hoje, aquele moço de olhar doce e conciliador que preside a câmara dos depufedes (Deputados federais na visão do saudoso Sérgio Porto) cita como gênios as figuras dos dois primeiros alagoanos, como ele, a fazer lambança no país.
Por aí se vê o nível que se instalou no país logo após a últiam vomitada de um convidado do Baile da Ilha Fiscal.
andredecourt 2005-12-20 11:51 …
Olha, na minha opinião Pedro Segundo é um dos grandes injustiçados nesse país.
Não sou monarquista, também nem me agrada esse presidencialismo que vivemos, tão zoneado em sua forma e organização…..
Mas um dado de PII chama a atenção, 9 mil quilómetros de estrada de ferro em menos de 40 anos, em pleno sec. XIX, quanto seria hoje com as modernas tecnologias de engenharia.
prfragoso 2005-12-20 12:05 …
André,
Parece que a foto de ontem é a mesma de hoje, ou melhor, é apenas um corte desta. É isso?
Resposta ao Rafael Netto e Mauro_AZ: sobre meu comentário de ontem, gostaria de dizer que não afirmei ser impossível o mesmo ângulo; no inicio eu até disse isso, mas em seguida retifiquei dizendo que não seria possível obter o mesmo resultado, devido às novas construções, e ao aterro da praia…
Uma pequena retificação na informação dada pelo Rafael: foram 9 os jogadores que sairam do Fluminense, e não 10; e o desentendimento aconteceu em outubro de 1911, vindo o Flamengo a ser fundado em 17.11.1911, portanto, por coincidência, dois dias depois dessa foto.
Vejam detalhes: http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=7814
Mauro_AZ 2005-12-20 12:36 …
Caro prfragoso, voce tem toda razao e eu de fato me expressei mal e acabei distorcendo o que voce escreveu. Minha intencao foi apenas aproveitar a oportunidade para fazer um elogio ao nosso intrepido Rafael Netto, de quem me lembro cada vez que vejo uma foto antiga com um angulo insolito. Sempre penso, “Isto e’ um trabalho para o Rafael”. Ele e’ uma especie de Castilho da fotografia urbana, so’ que ainda melhor. Para quem nao entendeu a minha comparacao, o ex-goleiro Castilho, do Fluminense, uma vez explicou o seu estilo dizendo que o bom goleiro e’ aquele que defende todas as bolas possiveis e deixa passar as impossiveis. Pois o Rafael e’ ainda melhor, pois e’ capaz de reproduzir qualquer angulo possivel e ate’ alguns impossiveis.
Mauro_AZ 2005-12-20 12:51 …
Eu nunca tinha visto uma foto desse primeiro campo de treinamento do Flamengo. Tenho quase certeza que o primeiro campo para jogos oficiais do clube foi o da Rua Paysandu, mas esse ai’ perto da praia do Russell foi o primeiro de treinamento. Mario Filho escreveu que o fato do time treinar num campo aberto, exposto `a curiosidade do publico e principalmente da molecada que ficava assistindo, contribuiu para que o clube ganhasse uma relativa popularidade (ja’ que em 1911 o futebol nao era ainda popular). Mas na realidade, popular mesmo o Flamengo so’ ficou na decada de 30. Nessa epoca ai’ da decada de 10, quando o futebol rubronegro foi fundado, era apenas uma especie de filho do Fluminense, tambem aristocrata ate’ os ossos e, ironicamente do ponto de vista de hoje, praticava o mesmo racismo que os outros clubes grande da epoca praticavam.
AG 2005-12-20 13:17 …
Andresíssimo,
respeito a tua opinião sobre Pedro II.
Mas, modestamente, queria dizer que um Imprador brasileiro que não fala português como língua pessoal, caseira e costumeira não mercecia ser coisa nenhuma da direção do país, quanto mais Imperador. Aliás, Pedro II não foi o primeiro nem o último a detestar ser brasileiro. Todos esses seus descendentes (salvo raras exceções) falam com os mais variados sotaques “europeus”.
A família que morava em Petrópolis (será que ainda mora ?) pareciam ET’s que caíram por acaso aqui e não sabiam como voltar.
Tá bem, tá bem, já sei. Eles eram descendentes dos deportados, expatriados, banidos membros da família imperial. Que já, por sua vez, eram descendentes de um Rei que foi corrido da Europa por Napoleão e veio dar com os costados nesse “quinto dos infernos”. Aliás, quando os primeiros puderam voltar, picaram daqui a mula e foram-se. Até o próprio Pedro I, que fez a independência do Brasil (é hilário) voltou para Portugal e foi Imperador lá. Como sou português, posso contar essa piada.
leflaneur 2005-12-20 13:53 …
Olha, se Dom Pedro II não falava português em casa, essa é nova pra mim, AG. Mas nem sei se sou monarquista ou se sou mais Dom Pedrista. Como tal, sei conviver com a crítica, respeito a liberdade de opinião. A república é que é golpista, ela é que vive por pesquisas de aprovação e ridiculariza, como prepotente que é, tudo que é, como ela diz, isento de representação popular. Me lembro da época do plebiscito quando a campanha dizia: vc quer deixar de ser cidadâo e passar a ser súdito? Imagina isso? O que vc prefere, ser cidadão ou ser súdito. Eu diria que depende. AG, meu caro, vc pode contar a piada que quiser, eu não deixarei de rir. Por horas contrariado, por horas divertido, a maior parte das vezes com o sorriso parvo dos que já viram tantas besteiras que quase reencarno como Sergio Porto.
Outra coisa: falar português, o Lula tb não fala, ok? e ainda se orgulha de nunca ter ido à escola. E não foi por falta de tempo que não foi. Ficou anos andando pra baixo e pra cima. E todo discurso é para se orgulhar de não ter ido à escola. Daspu ou Daslu? volto a repetir. Pouco se me dá! É tudo água de bacalhau, como dizia minha avó.
AG 2005-12-20 14:14 …
Graaaaande, Leflaneur
e o amigo esqueceu, no caso do Lula, mais um detalhe de botar as mãos à barriga e rolar no chão de tanto rir.
Não é que D. Marisa, num desses arrancos de inteligência admirável, resolveu requerer, no meio do mandato do marido com presidente do Brasil, a cidadania italiana ?
A coisa foi tão patusca que até os mais ferrenhos inimigos ficaram calados constrangidos.
Mas são essas coisas, Lefla que me leva a achar que fomos todos punidos com o a maldição da “terra do nunca”.
Enquanto os americanos tiveram um Mayflower que chegou lá e dembarcou os novos “americanos” sem volta. Aqui nos tivemos uma nau dos insensatos que igual a um navio fantasma, ainda não aportou para de lá desceram os novos brasileiros.
E para terminar. Já reparou como os políticos brasileiros (principalmente presidentes) viajam pra caramba ? Eles devem se deitar na cama big size de um Plaza Athenée e dizer: Roseane, Marly, Ruth, Marisa, chegamos aqui. Difícil é voltar pra merda daquele país.
leflaneur 2005-12-20 14:19 …
Assim como nós, AG, assim como nós. Voltar de viagem é cada vez mais difícil. Se o casal Garotinho vier a ser eleito então, aí é vontade de ir embora pra sempre… Concordo contigo. O mal é que isso aqui sempre foi um entreposto. Qualquer coisa que aconteça, há a chance de fuga para algum lugar. Os americanos não só se recusavam a fugir como também, se quisessem, seriam presos e, se presos, condenados.
Aqui é uma pândega. A família do escroque do Baungarten tá pedindo indenização ao Estado. É o fim…
leflaneur 2005-12-20 14:22 …
E o Gal Newton Cruz ainda dá entrevista ao Jornal. O Gal Newton Cruz não deveria estar emparedado em algum convento obscuro, alimentado por uma fresta?
Eu li no jornal que a Marisa pediu a nacionalidade italiana. Ela disse, candidamente, que os filhos haviam pedido, pois poderiam ter mais oportunidades de trabalho e estudo. Quer dizer, o último a sair, por favor, apague a luz ou mesmo deixe acesa, que a Light corta em alguns dias.
andredecourt 2005-12-20 14:29 …
Pedro Segundo foi um dos grandes artícifeces da união territorial nacional, errou, em alguimas coisas, claro, desgastou-se ao enfrentar os escravagistas, e não teve peito para guerrear com os golpistas, talvez fosse muito mais humano que Deodoro e sua tchurma positivista.
Mas a nossa república que vemos hoje, é uma colcha de retalhos de golpes de estado, quarteladas, tiros de fortaleza, revoltas de armadas, regimes de exceção, constituições outorgadas, leis feitas nas coxas, presidentes com culto à personalidade, perseguissòes políticas, ou seja tem um legado de uma República das Bananas
leflaneur 2005-12-20 14:45 …
Nem banana tem mais, André. Banana só as que eles dão pra gente depois de locupletarem-se com cargos, nomeações, conchavos e lero-lero.
Banana, quer? Então toma!!
eduardo bertoni 2005-12-20 15:29 …
Numa coisa o André tem razão:”Mas a nossa república que vemos hoje, é uma colcha de retalhos de golpes de estado, quarteladas, tiros de fortaleza, revoltas de armadas, regimes de exceção, constituições outorgadas, leis feitas nas coxas, presidentes com culto à personalidade, perseguissòes políticas, ou seja tem um legado de uma República das Bananas”
è isso aí! A nossa história poliítica é uma sujeirada infame. E a cada dia a coisa piora.
Sei lá onde vamos parar…
A foto é fantástica! Algo me diz que o Patrício tem maravilhas para nos mostrar.
Bertoni
http://www.fotolog.terra.com.br/outromundo
flaviotpmendes 2005-12-20 22:25 …
Esse fotolog é genial. Não tem um dia só que eu não passe aqui para entender melhor a cidade em que vivo. Mas são também, às vezes e um tanto quanto, ridículos os comentários. Neguim quase briga, mas depois afina, como se dizia no interior mineiro, e fica tentando concordar com coisas inacreditáveis. Dom pedristas? é demais… Só pra ficar num fato (atençao, FATO!!!): Em que ano foi abolida a escarvidão no país (atenção, ESCRAVIDÃO, pessoas eram donas de pessoas, vendiam e compravam PESSOAS)? Ah, o D. Pedro II fotografava, gostava de plantas, construía ferrovias…. não estou defendendo nada do que veio depois, mas não se pode defender um imperador como esse (aliás, a idéia de que existe uma família especial, de sangue azul, acima do bem e do mal é que é ridícula, e foi por isso que o Brasil repudiou a volta da monarquia no plebiscito há alguns anos). E, assim como o AG (???), eu também sou português, mas não posso rir de algumas piadas.
PS: Leflaneur (que nome é esse???), pode não ser monarquista, mas chamar a família do baumgarten de escroque deve é ser filhote do Newton Cruz. A família tem mais é que pedir a indenização do estado, só falta esse cara acreditar no IPM do caso, e aproveitar e acreditar no IPM do Riocentro……
totenklage 2005-12-20 23:26 …
Muito bom mesmo!
Keila 2005-12-21 00:54 …
Sobre o Flamengo, vou copiar e colar aqui um trecho da minha monografia (se alguém se interessar em ler, rsrsrs):
“O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado no dia 17 de novembro de 1895, com o nome Grupo de Regatas do Flamengo, num casarão situado no número 22 da Praia do Flamengo (atual número 66). As cores oficiais eram o azul e o dourado, simbolizando respectivamente as águas da Baía de Guanabara e as riquezas do Brasil. Porém, os fundadores resolveram oficializar o dia 15 de novembro como a data de fundação, para que o aniversário do clube coincidisse com o feriado nacional da Proclamação da República.
O Flamengo passou a adotar o vermelho e preto característicos a partir do ano seguinte. O problema era que as cores originais desbotavam rapidamente devido ao sol forte do Rio de Janeiro e à salinidade do mar. Além disso, os tecidos com essas cores eram importados da Inglaterra, o que tornou a combinação inviável em pouco tempo. O vermelho e preto foram escolhidos por representarem cores vibrantes, que não desbotavam tão facilmente.”
Keila 2005-12-21 00:54 …
Durante quase três anos, os remadores do clube não conseguiram passar do terceiro lugar nas competições, e foram jocosamente apelidados pelos adversários de ‘Clube de Bronze’. A primeira vitória aconteceu no dia 5 de julho de 1898, através da baleeira de dois remos Irerê.
Numa assembléia realizada em outubro de 1902, por sugestão do poeta Mário Pederneiras, a agremiação mudou o seu nome de Grupo para Club de Regatas do Flamengo.
O remo, esporte mais popular da cidade até o final do século 19, começou a dividir as atenções com o football a partir de 1902, quando começaram a surgir os primeiros clubes exclusivos para a prática do novo esporte.
O Flamengo fez uma tentativa de implementar o futebol em 1903, mas ela acabou não vingando. Com isso, os sócios do clube ficaram divididos, pois estavam tomando gosto pelo futebol e queriam acompanha-lo. Muitos sócios do clube resolveram associar-se ao Fluminense para poderem assistir aos jogos de futebol. Era uma situação curiosa: pela manhã, eles eram flamenguistas no remo, e pela tarde, eram fluminenses no futebol.
Isso durou até 1911, quando quase todos os titulares do Fluminense, liderados pelo jovem estudante e capitão Alberto Borgerth, decidiram deixar o clube das Laranjeiras. O grupo estava descontente com as decisões tomadas pelo Ground Commitee (uma espécie de comissão técnica), mas resolveram que só deixariam o clube oficialmente após o campeonato carioca, que foi vencido por eles.”
Keila 2005-12-21 00:55 …
“Borgerth também era remador e sócio do Flamengo, e na assembléia realizada no dia 8 de novembro propôs que o clube criasse o seu departamento de futebol. Os remadores eram contra, por acharem que o esporte não era coisa de homem, devido aos seus ‘pulos e saltos de bailarinas’. A diretoria resolveu criar uma comissão para estudar a proposta, nomeando como seu presidente o próprio Borgerth. Em outra assembléia realizada em plena noite de 24 de dezembro, foi aprovada a criação do Departamento de Esportes Terrestres e, conseqüentemente, do time de futebol.
O Flamengo ingressou na Liga Metropolitana de Sports Athléticos (LMSA), nome da entidade que comandava o futebol carioca na época, no dia 9 de janeiro de 1912. O primeiro jogo foi realizado no dia 3 de maio contra o Mangueira, no antigo campo do América na Tijuca, válido pelo Campeonato Metropolitano. O placar foi 16 a 2 para o rubro-negro, até hoje a maior goleada de sua história. O primeiro campeonato foi conquistado em 1914, seguido do bi no ano seguinte.”
Keila 2005-12-21 00:56 …
Durante os primeiros anos após a criação do futebol no clube, o time não tinha campo próprio para treinar e jogar. Quando tinha o mando de campo dos jogos, o Flamengo utilizava o campo do Fluminense em Laranjeiras. Para treinar, utilizava um terreno público na Praia do Russel. Esse terreno era totalmente aberto, sem muros, e as pessoas paravam para ver o treino.
Os jogadores trocavam de roupa na sede do clube, o 22 da Praia do Flamengo, e andavam de uniforme pelo calçadão até o local de treino. Ao contrário do que acontecia com os jogadores dos clubes de elite, que ficavam confinados entre os muros dos campos e eram vistos somente pelos sócios, os jogadores do Flamengo estavam acessíveis ao público, que podia acompanha-los, conversar com eles e até mesmo toca-los. A criançada imitava com a boca o som que as travas das chuteiras faziam na calçada. A simpatia dos jogadores e o futebol conquistaram definitivamente o povão.”
Depois foi q a família Guinle cedeu o campo da Rua Paisandu para o Flamengo usar quando tivesse o mando de campo nos jogos.
Qd a cessão do campo estava para vencer, a família Guinle avisou qd não pretendia renova-la. Foi aí q a prefeitura cedeu ao clube um terreno pantanoso e desvalorizado no então longuínquo bairro da Gávea, onde o Flamengo construiu o seu estádio aterrando boa parte desse terreno e está até hoje.
Keila 2005-12-21 01:11 …
Quer dizer, como essa foto foi feita no dia 15/11/1911, ainda não existia o time de futebol do Flamengo! Como o terreno era público, então ele já era utilizado como campo de futebol. O q os jogadores do clube fizeram foi apenas aproveitar a infraestrutura existente.
Caraca, André, q belo registro essa foto! Realmente histórica! E dá a maior tristeza pensar q hj em dia nesse campo sagrado colocaram aquele cabeção horrendo! (rs)
Eu tenho o livro “Imagens da Aviação Naval – 1916-1923”, no qual aparecem 2 fotos desse local, sem as traves dos gols mas ainda com a demarcação do campo. Essas fotos te interessam?
Ah, e pra encerrar, a minha monografia foi sobre o patrocínio da Petrobras ao Flamengo, apresentada em julho de 2003 para a conclusão da faculdade de Publicidade. Nas pesquisas q fiz nessa época, descobri cada coisa! (rsrs)
leflaneur 2005-12-21 05:50 …
Flavitomendes, vá estudar história, por favor. E literatura tb, pois o fato de vc ser português não é motivo para ser parvo.
leflaneur 2005-12-21 05:57 …
Aliás, André, isso aqui já foi mais bem frequentado. Uma pessoa que acha que vc é burro porque é monarquista e que ele é “ixperto” porque acha que o Baungarten era de esquerda (um chantagista, amigo do poder, traidor de seus colegas jornalistas), denigre o tom da conversa. Não vou responder pessoas com cultura de Revista Seleções, me desculpe. Limito meus comentários ao de uma conversa, como sempre vimos tendo, não a da discussão fascista e arrogante de uma pessoa que não diz nem a que veio…
flaviotpmendes 2005-12-21 06:43 …
Bão, num ia responder (até porque tudo começou com uma grosseria um tanto desnecessária de minha parte) mas eu também não disse certas coisas: 1) Não te chamei de burro; 2) Não disse que o baumgarten era de esquerda; 3) E nunca li Seleções; 4) Arrogante? deve ter sido o excesso.
Sou francamente anti-monarquista, por uma questão de princípio, para mim somos todos iguais, não acredito que uma família tenha o dom divino, o sangue-azul, etc. (Além de português eu sou petropolitano).
Sobre o Baumgarten, há indícios claros de participação do SNI na morte dele, na época comandando pelo Newton Cruz. E o IPM do caso foi uma farsa, e o júri popular teve lá muitas falhas. Acho que a família tem o direito de pedir indenização ao estado, e deve ser investigado, e é isso que está sendo feito.
Não precisa responder, por mim ficamos por aqui.
PS: Também faltaram umas preposicões no seu texto, mas isso não é motivo pra eu te chamar de parvo.
andredecourt 2005-12-21 06:58 …
Keila, puxa, adorei sua colaboração, vc sabia que minha família é Flamenguista pois morávamos na praia do Russel e minha bisavó servia sucos para os jogadores do muro da casa, alguns anos depois minha avó e suas irmãs foram nadadoras do Flamengo e minha tia avó Maria namorou um dos Paretos vizinho e campeão de basquete pelo rubro-negro inúmeras vezes.
andredecourt 2005-12-21 07:05 …
Baugarten era um escroque chantagista, que jogava nos dois lados atrás de grana e vantages escusas, se foi morto pelo SNI, poderia ter sido também por alguma organização de esquerda, pois o homem devia a Deus e o mundo, e me desculpem a principal testemunha do caso, o tal do Polila é risível.
Sou contra a indústria de indenizações criada para a maioria dos casos,notadamente para guerrilheiros urbanos, pois infelizmente em grande parte eles lutavam para a implantação de OUTRA ditadura. Inocentes ou democratas que morreram, curiosamente tem indenizações menores que muitos desses guerrilheiros anti-democratas que estão vivos até hoje.
Quanto a PII sugiro a leitura de livros de história modernos, sem a influência positivista, e análizes políticas imparciais, principalmente no caso da escravidão
Leflaneur 2005-12-21 07:29 …
Sinto muito se faltam preposições no meu texto, nem sempre faço revisão antes de dar o send. Se lhe ofendeu o português, me ofende a falta de bom senso, e isso se localiza facilmente. O jornalista Cony ganhou 250 mil reais de indenização, segundo eu soube, embora nunca tenha sido militante de esquerda e nunca tenha deixado de trabalhar. Já quanto ao positivismo e a análises pífias sobre a escravidão, digo que os republicanos eram bastante racistas, tinham horror a povo, e pretendiam-se bem mais americanos do que o Imperador europeu. Positivismo de Ordem e Progresso é o fim da picada, está no lixo da filosofia e o Templo da Humanidade recebe lá, hoje, algumas baratas e ratos na Glória.
Por favor, me chame de parvo. Não considero isso uma ofensa. Mas não me chame de bobo, porque isso não sou eu quem sou.