Postinho da Barra


Muitos se perguntam o porque do pequeno trecho da Praia da Barra ser chamado de “Postinho”, alguns associam ao antigo circuito de automobilismo do bairro e ao antigo Posto da Esso que existia no local.
Mas o apelido faz jus a algo bem mais antigo, um velho posto de salvamento art-déco, como os da Zona Sul, construídos ao longo dos anos 30 a 40 nas praias de Copacabana, Ipanema e Leblon. A construção do posto da Barra é um pouco incerta, mas possivelmente data dos anos 40, quando a ponte ligando a Barrinha ao litoral foi construída e a única via pavimentada, em paralelepípedos era a Av. Olegário Maciel, dando acesso direto para a praia.
Por muito anos foi o único ponto de assistência dos Guardas Vidas em toda a orla, ficando perdido no meio da vegetação de restinga, o asfalto que vemos no foto, hoje está dentro da Praça Jornalista Mário Filho, que por muito anos vez parte da Av. Sernambetiba, inclusive ainda mantendo parte do caimento do relevê da pista de corridas.
Por ficar perdido no meio da restinga, sem nenhum arrocamento o velho posto de salvamento foi atingido por pelos menos 2 fortes ressacas, sendo a mais grave a de 1963, onde ele ficou literalmente no meio do mar por alguns dias por a força da ressaca praticamente eliminou a areia da praia, e terminou o estrago de uma ressaca do ano anterior onde toda a infra-estrutura já tinha sido arrasada pelas ondas.  No final da década o velho postinho (como era conhecido pelos frequentadores) estava condenado, inclinado em direção ao mar, com ferragens expostas e prestes a desabar, tendo sido demolido e substituído por um pequeno Centro de Afogados, como o executado no Posto VI, que substituiu o original dos anos 20 da Praça do Lido.

13 comentários em “Postinho da Barra”

  1. Naquele posto de salvamento o “banhista” vigiava a imensidão da Barra e do longínquo Recreio dos Bandeirantes. A bandeira vermelha era uma constante e a praia era “respeitada. O inacreditável é que em 1960 foi oferecido à meu avô um apartamento no único edifício que havia na esquina de Olegário Maciel com a Avenida Sernambetiba, prédio que existe até hoje. Meu avô disse que o local “era muito deserto” e ele “perderia dinheiro”. Preferiu “perder dinheiro” comprando um sítio em Santa Cruz da Serra. Naquele tempo NADA existia além da Olegário Maciel. A “Via 11” era um deserto e a CDD era um tímido canteiro de obras. Um tour pela região naqueles tempos remotos era bem interessante. Mais de uma vez fui com meu pai no seu “possante Dauphine” 61 à Barra da Tijuca pela Grajaú Jacarepaguá, passando pela Estrada dos Três Rios, Largo da “Porta D’água, onde havia o “rodo” do bonde Freguesia, Estrada de Jacarepaguá ainda quase virgem antes da existência de Rio das Pedras, e estrada do Itanhangá. Era uma outra realidade.

    1. Joel,nem precisa recuar tanto.
      Eu moro em Jacarépaguá, e, por volta de 1980/81, passava exatamente onde hoje é o Rio das Pedras para ir a um clube do qual éramos sócios, o Floresta Country Club., que fica na Estrada Velha de Jacarépaguá. Havia apenas DUAS casas na encosta, uma das quais era uma típica venda de beira de estrada, com cachos de banana e jacas pendurados na porta.
      Dois anos depois, entrou o Brizola, e o resto a gente já sabe.

      1. Quem lembra como você e como eu de realidades bem diversas, acaba se revoltando com atual estado de coisas. Não suporto favelas e tudo que é ligado a elas. Nem eu nem ninguém aqui pode ser responsabilizado por “qualquer dívida histórica”, nem nunca possuía fazenda de café, fui feitor de escravos, ou possui alguma propriedade onde no passado existia algum “quilombo”. Isso vem sendo inculcado na cabeça das pessoas há mais de trinta anos por terroristas subversivos como Brizola, FHC, Beneditas. e outras excrescências. O pior é que essa doutrinação já “deu filhotes” até em blogs como esse, onde ocasionalmente elementos doutrinados pela esquerda expressão suas convicções, quase sempre na contramão do bom senso e demonstrando total ignorância do verdadeiro contexto histórico do país, já que nada conhecem além do horizonte dos “cercadinhos” existentes em algumas faculdades.

  2. Era uma aventura ir à Barra nos anos 60. Descer a Estrada do Joa, ir àquelas boates boates como a Macumba, atolar na areia, tudo escuro. Como foi rápida a mudança.

  3. Nos anos 60 só ia a Barra, ou seja, Barrinha, ali perto do Bar do Oswaldo, levado por meus pais para comer salsichão na brasa. Á época, esta iguaria só era encontrada por lá. Era uma saga chegar, saíamos do Leblon, pegávamos a Niemeyer e Estrada do Joá. Nesta época, também começaram a ser construídos em profusão clubes na Barra da Tijuca. Meu pai ficou encantado com o local e comprou o título do Barra da Tijuca Country Clube, em frente ao mar, não me lembro em que altura da orla. Tinha uma piscina redonda, onde brinquei algumas vezes, prometia ter cavalos para a criançada e também um pequeno hotel para os sócios que quisessem passar o final de semana por lá.

  4. Nos anos 60 meu pai nos levava para passear pela praia da Barra. Às vezes parávamos na volta no restaurante do Joá para um guaraná e batata frita de saquinho. Outras vezes íamos até um restaurante na estrada do Itanhangá, no trecho que margeia a lagoa, que tinha um viveiro de tartarugas dentro da lagoa. Depois de nos impressionarmos com elas, vinha a mesma dose de guaraná e batata frita…

  5. Meus primeiros passeios à Barra, tendo crescido em Copacabana acho foi por volta de 1974.
    Lembro de chegar em um largo, perto do túnel, onde havia um barzinho com “juke box”. Lembro também do OSVALDO e suas batidas, lembro do Clube Riviera, que parecia totalmente isolado, longe de tudo e sem construções ao redor. Eu era menor de idade e aproveitava a carona dos irmãos mais velhos dos amigos. Boas memórias.

  6. como eu te “invejo”, Andre Decourt! um conhecimento imenso, à disposição de quem deseja aprender sobre a encantadora cidade do rio de janeiro. parabéns!

  7. Bem no início de 1982 um amigo ofereceu-me uma pequena loja no Barra Shopping, recém inaugurado. Na época, lembro-me que se eu vendesse a Brasília que eu tinha e arrumasse mais alguns cruzeiros daria para eu pegar. Acabei desistindo. Hoje tenho um grande arrependimento; teria agora pelo menos umas quatro lojas.

  8. A Barra da Tijuca chegou ao seu limite. É impossível que um bairro cujos limites vão da Barrinha até o Recreio dos Bandeirantes e chegam à Jacarepaguá e à Tijuquinha, não possuam um sistema de transporte sobre trilhos. O BRT é uma piada, e todo o sistema viário é precário. As favelas já são um problema e com a segurança à cargo de duas delegacias e um batalhão, fica difícil acreditar que possam atuar com eficiência. FF Com a eleição de ontem, muitos elementos perniciosos não foram eleitos ou reeleitos. Assim um numero expressivo de bandidos, traficantes, terroristas, pederastas, e anormais, perderão o foro privilegiado e vão pagar por seus crimes.

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