Nossa foto de hoje mostra o conflito entre a cidade colonial e a cidade moderna.
Estamos na esquina das Avenidas Pres. Antônio Carlos com Erasmo Braga uma das pontas da imaginada Agacheana Praça do Castelo, onde no meio dos prédios do único quarteirão executado fielmente nos planos do urbanista francês um dos restos da velha cidade teimosamente resiste, literalmente no meio da rua.
Os restos do velho prédio colonial de grossas paredes e uma pequena alcova teima em marcar o encontro de duas vias primais da cidade, hoje desaparecidas a Rua da Misericórdia, da qual certamente esse imóvel fazia frente e a do Cotovelo, para onde estava a frente do imóvel já demolido.  Aonde se aperta o carro eram as fraldas do Morro do Castelo, que em íngreme barranco, acentuado pela as “Águas do Monte” serpenteava lá encima da encosta  a Ladeira do Castelo que começava onde hoje está o hall de elevadores do Ed. Garagem Menezes Côrtes e terminava no topo do morro, se juntando as ladeiras da Misericórdia e do Seminário.
A foto nos mostra o improviso da linha de meio fio, que certamente partiria da curva da esquina rumo a base das galerias agacheanas do Ed. Castelo (ver se o nome está correto) cortadas e não revestidas para dar passagem a uma tira de asfalto para os veículos, no vértice o poste mais usado da Esplanada do Castelo, o canadense de tamanho pequeno usando os globos GE Novalux modelo 123, que comportavam lâmpadas incandescentes de 300 até 500W.
O mesmo local hoje onde não sobra mais nada que nos remeta a velha cidade, quem desconhece a história jamais imaginaria que ali passava um rua estreita num sopé de morro.