Continuando nossa série sobre o sistema de ligação entre o Pasmado e Copacabana temos o segundo projeto do meio do ano de 1938, mais barato que o mostrado anteriormente e talvez mais “fácil” se ser executado por não desapropriar terrenos da Igreja tem muitas semelhanças com o que foi efetivamente realizado, pelo menos na parte de Botafogo.

 
Vemos que  seria aberto um túnel no Morro do Pasmado por debaixo da Av. Pasteur, que  ensejaria na retificação do litoral junto a velha praia de D. Carlota (restos da antiga laguna onde a Praia de Botafogo ainda conservava um pequeno trecho de areia) o que acarretaria a extinção dos clubes de regata e do Pavilhão Mourisco, seria feito um grande jardim em declive, da Av. Pasteur até uma futura via no litoral, mais ou menos no trajeto da atual Av. Repórter  Nestor Moreira.
O túnel seria em quota para na sua saída junto a Rua Gal Severiano seu cruzamento fosse feito por viaduto, certamente para não cortar a ligação do sistema de bondes. Ali seria aberta uma nova avenida, no mesmo eixo da atual Av. Lauro Sodré, com a diferença dela ter duas pistas ao nível do chão e uma via elevada central, ela cortaria a Praça Juliano Moreira e em meia encosta  se apoiaria no Morro de S. João, junto ao Hospital dos Estrangeiros e paralela a Ladeira do Leme entraria num túnel, para a partir daí replicar o trajeto do primeiro projeto até Copacabana.
Podemos reparar também que o plano previa o prolongamento da Rua Bartolomeu Portela até a Rua da Passagem ficando de fronte a Travessa Pepe, e possivelmente prevendo uma futura ligação com a Rua Fernandes Guimarães.
Esse projeto apesar de ser mais barato e de simples execução causava graves danos aos clubes Guanabara que teria que ser totalmente deslocado, e aos Botafogo de Regatas e de Futebol, que perderiam respectivamente sua garagem de barcos e sede tal qual o Guanabara e o segundo uma parte do terreno onde estavam algumas instalações desportivas e de apoio ao estádio.
Vemos que aqui não era prevista a abertura da Rua Professor Álvares Rodrigues.
O projeto também nos mostra o traçado da Av. Carlos Peixoto, que nessa época não passava de uma precária trilha pois suas obras foram abandonadas no início da década de 30.
 
Continua semana que vem…