Av. Rio Branco – Cotidiano final dos anos 20


Nossa imagem de hoje mostra a movimentação da Av. Rio Branco em algum longínquo dia normal no final dos anos 20. O movimento de ônibus e automóveis e surpreendentemente pesado, se pensarmos no tamanho da frota de veículos da cidade naquela época.
Na arborização vemos que os oitis plantados nas calçadas no início desta década no lugar dos jambeiros da arborização inicial, que se mostraram totalmente inadequados já estão bem crescidos, já o renque de Pau Brasil no canteiro central já se mostrava mais do que frondoso tendo as árvores já mais de 10 metros de altura. A iluminação já é toda por lâmpadas de tungstênio e o sistema de sinalização luminosa já tinha sido uniformizado, substituindo os equipamentos improvisados do final da década passada.
O conjunto de construções ecléticas já começa a ter sua homogeneidade quebrada pelos primeiros prédios de concreto armado que sobem, vemos o Ed. Guinle e ao seu lado a construção de mais um que sobe.
Na direita vemos a movimentação na frente da Casa Simpatia, o que indica que nosso fotógrafo estava na esquina com a Rua Buenos Aires, ao fundo vemos o prédio do Jornal do Brasil ainda dominando o skyline deste trecho da avenida, algo que em breve mudaria totalmente

10 comentários em “Av. Rio Branco – Cotidiano final dos anos 20”

  1. Realmente tráfego intenso , para a época já que a cidade tinha um
    sistema de bondes que cruzava quase toda a cidade. Estarei enganado? A avenida muito bonita talvez no seu ápice quanto a
    civilidade e arquitetura.

  2. Só reconheci o trecho por causa do prédio da direita, que ainda está lá.
    Mão dupla e canteiro central nos dias de hoje? Coisa de doido! E ainda querem fechar (pelo menos um trecho) ao tráfego…

  3. Excelente fotos! Parabéns!
    Não me lembro se foi aqui ou em outro fotolog. Alguém comentava sobre as fotos da Time-Life do Rio antigo e indicavam um local onde podíamos apreciá-las.
    Aí eu pergunto: existe um local onde podemos vê-las? Onde?
    Abs!

  4. Bela foto. O estacionamento na linha do canteiro central também era comum e até impediam algum retorno indevido de outros motoristas.

  5. Caro Andre: Você escreveu em outro blog em um debate sobre coberturas ,que ja havia um novo tipo de construção em que as má
    quinas dos elevadores eram colocadas no térreo, minimizando o
    barulho. Está correto?

  6. Bem, nos casos de máquinas de elevadores instaladas no térreo
    é necessario a colocação de mais uma polia.Segundo os especialistas da área os cabos tem vida útil menor mas mesmo assim compensa esse tipo de instalação.

  7. Em 1926 meu avô chegava ao Rio com a família, de volta de uma estadia em Paris que iniciou-se em 1911, e ficou encantado com a cidade. Logo comprou casa, abriu laboratório e elegeu a cidade como moradia para sempre. Fosse hoje creio que voltava no meio da linha vermelha…

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