Parcial do Centro da Cidade, primeira metade da déc. de 30


Hoje temos na minha opinião de umas melhores vistas áreas do início da ocupação do Castelo e região fronteira a Av. Rio Branco.
Pelos prédios que sobem estamos na primeira metade nos anos 30, provavelmente entre 1932 e 34, vemos não só o início do processo de ocupação da Esplanada do Castelo como o da verticalização da Cidade, representada pelo Ed. A Noite fechando a imagem, e o conjunto da Cinelândia, além do pioneiro grande edifício da Rio Branco, o Palace Hotel, que podemos constatar entre o conjunto da primeira geração da avenida como era alto, como um todo e não ganhando altitude apenas com cúpulas, torretas e lanternins.
Dos prédios que vemos na Esplanada apenas dois não chegaram nos nossos dias,  justamente o pioneiro da região, a antiga sede da ACM e também onde surgiu a UDF, posteriormente UEG e hoje UERJ, demolido nos anos 50 para a construção do Ed. Aliança da Bahia, e um edifício eclético na esquina da México com Alm. Barroso. Mas vemos claramente os edifícios Itahy, Castelo e Raldia ( o Nilomex ainda não havia sido erguido), o da Sociedade Bíblica Americana ( http://www.rioquepassou.com.br/2011/05/04/sociedade-biblica-americana-sede-do-brasil/ ), o até hoje ocupado pela Procuradoria da República.
O Ed. Standard, estava em fase de acabamento, vemos toda sua estrutura levantada, bem como a parte de alvenaria concluída, mas o elevador externo, como a total ausência das janelas mostram que muito ainda faltava para a conclusão do edifício. No local  de parte do Ed. Novo Mundo e da Praça 04 de Julho vemos apenas uma pilha de escombros, possivelmente restos de alguma instalação da Expo de 22, que aliás pouca sobra nessa imagem. Apenas o Pavilhão dos EUA, que nessa época era usado como embaixada.
Na Rua de Santa Luzia antigas construções ainda teimam em mostrar o antigo relevo da cidade, a afastada linha do mar e o antigo Morro do Castelo, ao fundo uma cidade ainda baixa, onde as cúpulas das igrejas, notadamente da Candelária e dos poucos prédios de concreto armado se sobressaem.

13 comentários em “Parcial do Centro da Cidade, primeira metade da déc. de 30”

  1. Foto espetacular do centro da cidade em evolução ,destaco
    tambem a imensa área arborisada em frente ao palácio do
    monroe. Trablhei na rua Augusto Severo e almocei muitas
    vezes na ACM que tinha ou tem um prédio na Lapa, onde
    ficavam a academia e o restaurante. Não me lembro o nome
    da rua .

  2. Foto que se destaca em meio a tantas outras ótimas fotos que tenho visto por aqui e nos FRA em geral.
    Aparentemente seria uma praça em frente ao palácio Monroe no lugar onde hoje há um daqueles prédios que tomam todo o terreno ao redor sufocando a cidade. Na época da foto ainda havia chance de se construir um centro de cidade progressista, moderno e mais humano. O crime começa com o edifício A Noite que, se hoje é uma barbaridade pela posição em que está, imagine na época.
    Mas temos que olhar pra frente…pena que não me pareça ver um futuro melhor que o que esperava o tempo desta foto.

    1. João na realidade a praça que vc menciona era o local do já demolido Pavilhão da Argentina da Expo de 22: http://www.rioquepassou.com.br/2004/02/22/1498/ e http://www.rioquepassou.com.br/2004/03/22/1595/
      Teoricamente toda a área seria ocupada pelo Ed. Lafond, do qual vemos a empena cega e a estrura metálica de seus corredores, mas por algum problema ele não foi concluído e logo após seriam construídos o conjunto dos ed. Brasília e São Borja

  3. Não quero ser pessimista não é meu feitio, mas sinceramente
    com essa política atual para gerenciar a cidade pelo governo
    estadual e prefeitura, nossa cidade está realmente perdida.
    Não há planejamento algum , tudo é feito na base do amado-
    rismo e por amadores tudo pelo aqui e agora. O que vemos
    são obras para durar seis meses no máximo , não há conser-
    vação , não há maõ de obra especializada , acho que chega-
    mos ao fundo do poço. Será que eu estou exagerando.

  4. Foto sensacional e inédita para mim. Mostra uma região arrasada com a desculpa do arejamento e, que, no fim, está replete de edifícios.

  5. Se aquele pequeno trecho de rua em frente as antigas construções da rua Santa Luzia for a Av.Calógeras, está explicado o porquê a Av.Graça Aranha, sem uma razão aparente, muda de nome após a rua Santa Luzia.

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