Viadutos da Central, Av. Francisco Bicalho e vista da Tijuca, início dos anos 70


Nossa imagem de hoje, infelizmente de média qualidade mostra uma das regiões mais importantes da cidade, que conta com um centro deslocado e necessita de alguns locais fundamentais para o deslocamento com outras regiões, no caso a região da Av. Francisco Bicalho e da Praça da Bandeira, que fazem uma dessas ligações desde os tempos coloniais, na época dos caminhos através das margens do Mangal de São Diogo.
Vemos que o grande trevo viário, criado as custas  da demolição de mais quarteirões das froteiras do Bairro Judeu e Pequena África com a região da Praça da Bandeira estava implementado, já com alguns dos viadutos chaves, mas ainda sem o elevado Rufino Pizarro, continuação da Linha Vermelha além do sistema Rebouças que possivelmente na época dessa foto já operava. O conjunto Ferro de Engomar construído numa das sobras de terreno das oficinas e garagem de Light  já estava concluído com seus apartamentos entregues a funcionários de nível médio do EGB, em sua maioria.
O grande prédio plano ao lado com brises amarelos se não me falha a memória era a sede de um grande reembonsável para os funcionários do Banco do Brasil e hoje é a E.M Martin Luther King. Mas não tenho certeza se esse era o imóvel do antigo mercado da Cooperativa dos Func. do Banco do Brasil, mas ele realmente ficava nesse trecho que sobrou da Rua Joaquim Palhares.
Como o viaduto da Linha do Metrô ainda não havia sido construído tinhamos prédios perto da antiga estaçlão Lauro Muller inicial do Ramal Rio do Ouro, junto a sobra da Rua Elipídeo Boa Morte, tragada em quase toda a sua extenção pela construção da Radial Oeste.
Vemos que os morros da Tijuca não estavam tão favelizados, mas as grandes áreas dominadas pelo capim colonião seriam nos anos 80 um grande facilitador para o avanço do crescimento das favelas na região.
Vemos também que os imóveis junto a antiga Açúcar Pérola também estavam de pé, nos últimos anos tudo foi sendo demolido sem muito sentido.
Por fim cruzando o viaduto vemos um trem dos antigos, de aço, da Central do Brasil que nessa época ianda transportava mais de UM MILHÃO, de pessoas por dia, movimento esse que decaíria para alguns parcos centenas de milhar uns 20 anos para frente pelo completo sucateamento do transportes sob trilhos nessa cidade, que passando pela destruição do sistema de bondes, depois pelos trens urbanos agora caminha a tado vapor para a invibilização do metrô, tudo para garantir ao ônibus seu posto ( equivocado e imoral) do principal modal de transporte urbano no Grande Rio, uma vergonha !

22 comentários em “Viadutos da Central, Av. Francisco Bicalho e vista da Tijuca, início dos anos 70”

  1. André,
    isso era um pequeno lago próximo ao conjunto Ferro de Engomar? P q esse nome?
    Parece que, após o último prédio do conjunto, era tudo aberto, sem muros entre o mercado e o conjunto. Hoje tem muros e grades para todos os lados, a divisão exite até em relação aos próprios prédios cada um tem um síndico.
    O prédio do mercado parece o colégio, olhando no google, acho nem sofreu modificação!
    Pena que a foto não dê para ver o canto após o antigo mercado, hoje existe a Associação de Basquetebol de Veteranos do RJ. Não dá para visualizar, mais tudo indica que não.
    O local era muito mais harmonico, como ficou tão decadente?l!

  2. Caro amigo como a nossa cidade vive de demolições! O seu comentário para a foto mostra que o nosso planejamento dura, no máximo, até a próxima obra. Quando será feito novo planejamento e obra até a próxima demolição.
    O trem é um “cacareco”.

  3. Eu já vi essa foto em outro lugar, mas acho que não era fotolog.
    Ao que parece a ampliação do viaduto da EFCB estava sendo feita, o viaduto de concreto do lado da Leopoldina estava em construção, vê-se que faltam pedaços e ainda não há trilhos sobre ele. O detalhe que chama mais a atenção é que sobre esse viaduto estão as estruturas metálicas, mãos francesas, que viriam a ser colocadas no lugar dos arcos do viaduto antigo, onde estão até hoje.
    O lago no meio do Trevo das Forças Armadas acho que ainda existe, mas foi sufocado pelos viadutos.
    O sucateamento dos trens urbanos não é exclusividade carioca. São Paulo também passou por maus bocados e só agora se reergue, com a CPTM buscando um padrão de serviço equivalente ao Metrô.

    1. Victor,
      Temos diversos posts que contam a história do antigo bairro, é só digitar as palavras chaves no campo de busca no canto superior direito do site.
      Abraços

  4. Foto interessante e ilustrativa de como o centro da cidade
    ainda podería ser salvo apesar de tudo. Mas foi totalmente
    destruído , por razões políticas e economicas , sendo o trans-
    pote público o mais prejudicado.

  5. Pelo ângulo da foto, a Cooperativa dos Funcionários do Banco do Brasil (hoje depósito do Estado) ficava exatamente atrás da Escola Estadual Martin Luther King, cujos prédios que ficavam em calçadas opostas da Rua Joaquim Palhares. Até onde sei, Cooperativa e Escola jamais ocuparam o mesmo espaço. A Associação de Jogadores Veteranos de Basquetebol (que aparece na imagem) sempre ficou na projeção da Escola, que lhe cedeu o espaço, na esquina, e não na calçada da Cooperativa. Quanto ao conjunto Ferro de Engomar, no passado, havia uma única administração para todos os prédios do conjunto, que não possuíam qualquer espécie de barreira física (interna e externa) e cuja quadra esportva hoje pertence à Escola. Posteriormente, houve a descentralização e cada edifício passou a ter gestão própria. A ausência de uma coordenação central associada a episódios de violência resultaram no gradeamento (primeiro no perímetro externo e depois internamente, também). Desconheço as razões inspiadoras do nome “Ferro de Engomar” e gostaria de conhecê-las, assim como o trajeto original da Rua Joaquim Palhares, que hoje liga a Praça da Bandeira ao Estácio. Se a via foi maior talvez isso tenha sido num passado mais remoto, anterior à própria Praça da Bandeira. No mais, a imagem parece ter sido feita do topo da chaminé da Refinaria fabricava o Acúcar Pérola e mostra o início da Rua do Matoso, em cuja esquina ficava a Confeitaria Cometa e, ao lado desta, a Casa Pires, antes da construção da passarela.

    1. Ferro de Engomar é originário da forma de todo o terreno criado com as sobras das demolições das oficinas e garagens dos bondes para a abertura da Radial Oeste, olhando pelo google maps vcs´podem ver que todo o terreno, hoje ocupado pelo conjunto, colégio e a Associação de Veterenos tem a forma de um ferro de passar. Acredito que os planos da COHAB-GB era criar um conjunto completo, como prédios, escola e área esportiva, o que de fato ocorreu, mas com o tempo as áreas foram sendo seccionadas.
      No google street view dá para ver o velho prédio da cooperativa, fiquei na dúvida pois minhas lembranças do mercado da cooperativa são muito tênues e fui nela ainda criança. O prédio está lá meio caidão.

      1. Obrigado! Ao final do 3º parágrafo você mencionou “trecho que sobrou da Rua Joaquim Palhares”. Por acaso havia aquela rua tinha um traçado diferente ou maior comprimento? Imagino que não, tendo em vista os limites constituídos por um lado pelo Largo do Estácio (defronte à paróquia do Divino Espírito Santo) e, no outro, em algum lugar entre as Ruas Hilário Ribeiro e Ceará, mas isso antes da Praça da Bandeira. A propósito, não compreendo o contexto passado daquela Praça. Há algum post que esmiúça esse tema? Agradeço novamente sua atenção!

  6. Julio,
    Se o prédio que estou pensando, era o da Cooperativa dos Funcionários do Banco do Brasil, hoje ele funciona como estacionamento do Tribunal de Justiça. Realmente no topo do prédio tem o símbolo das cooperativas: os pinheiros.
    O prédio do depósito do estado é quase em frente a praça do Estácio.
    Pela foto realmente não conseguir localizar a Associação de Veteranos.
    Também estou aguardando uma resposta do andré sobre o nome “Ferro de Engomar”.

    1. Procede a sua correção! De fato, o Depósito do Estado sempre ficou ao lado da Paróquia São Joaquim, na altura da Praça do Estácio (hoje aberta ao público, mas antes fechada para abrigar o Clube do Metrô). Passei certa vez no lugar da extinta Cooperativa do BB e julguei equivocadamente, porque parecia mais um depósito de mobiliário velho do Poder Público e atribuí aquilo ao Executivo.

    2. Na foto será impossível avistar a Associação porque ela simplesmente não existia, ao menos naquele local, fato que se deu em meados dos anos 80.

  7. Existe um outro conjunto “Ferro de Engomar” no começo da Rua Itapiru, perto do Cemiterio do Catumbi e do acesso ao Tunel Santa Barbara.

  8. Verdade. Os trilhos são inviabilizados de todo modo. Há uns dois anos, numa audiência pública sobre transportes, você deve lembrar do Alexandre Sansão (careca, por sinal) anunciar o “fim do reinado das empresas de ônibus” juntamente com o corredor de ônibus onde deveria ser metrô e o plano B era um VLT (modal que funcionou no espaço da linha 2 e acabou fazendo os trilhos prevalecerem no circuito). Essa Transcarica vai causar várias vezes o impacto que a linha vermelha causou na Rua Bela. Como o caso da Estrada do Engenho da Pedra entre Olaria e Ramos e a Edgar Romero entre Vaz Lobo e Maureira. Locais onde um metrô seria indiscutivelmente subterrâneo. Ontem notei uma faixa em Olaria notando o impacto já…
    Já vi outra hipótese aventada: a de que a “expansão” do metrô serviria apenas para aliviar uns poucos gargalos de trânsito. A da Barra serviria para aliviar o elevado das bandeiras, que ao engarrafar o trânsito, e consequentemente os próprios ônibus, causando prejuízos para as empresas. Como passando dali o gargalo alivia, o metrô para no Jardim Oceânico mesmo. E segue por BRT, operado pelas empresas de ônibus de sempre…

  9. Obrigada pelas informações necessárias para começar a preencher uma lacuna no meu pequeno conhecimento dessa tão importante área conhecida como Bairro Judeu / Pequena África
    Abraços, Dora

  10. Ok meus amigos, esta foto tem muito haver com minha inância pois estudei na década de 70 na escola Municipal Reverendo Martin Luther king.
    Sanando a dúvida do André Decourt em seu comentário, havia sim e ainda existe um prédio (verde) da Cooperativa do Banco do Brasil o qual esta em frente a escola e não aparece na foto, os dois são distintos.
    Um forte abraço a todos

    1. Rogério , fomos contemporâneos no Luther King . Estudei no José Pedro Varella antes.SÓ PARA RELEMBRAR , O CORRETO É A VER COM MINHA INFÂNCIA E NÃO HAVER COM MINHA INFÂNCIA.Um abraço !!!

  11. Legal a imagem!
    Até um pouco diferente dos tempos atuais…
    E de quando frequentava; pois passava por tal quando viajava para a REGIÃO DOS LAGOS – saía da ZS e para pegar à ponte passava pelo ambiente.
    Algumas vezes, o transito era interrompido para a PASSAGEM DE UM TREM: onde outro passava por uma PASSARELA ACIMA.
    Há bastante tempo/um psicanalista conceituado argentino foi morto na via _ até o conhecia.
    Saliento uns prédios grandes coloridos perto da área. Além do GASEODUTO gigante havente. E fora uma casa onde dizia MOINHO DA LUZ.
    Rodrigo (Porto Alegre)

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