Terminal Carbonífero da SAG, São Cristóvão, anos 50

Nossa foto de hoje mostra um ponto não muito aprazível da cidade, mas que está na memória de todos que é o antigo gasômetro de São Cristóvão, hoje a beira do término das operações pela mudança do sistema do gás de usina para o gás natural.
O novo gasômetro foi construído graças aos aterros na região da antiga Praia de São Cristóvão a partir dos anos 10 do séc. XX, para a substituição da velha usina do Mangue, que não conseguia mais atender a cidade, uma grande área foi usada, empurrando o mar para longe e criando uma região perigosa e poluída.
Até a segunda metade dos anos 60 a SAG usava o hulha para a obtenção do gás de usina, sendo para isso necessária uma grande operação de logistica para a chegada do carvão e estoque do mesmo a fim de suprir as necessidades do sistema. Onde hoje temos a curva do porto e o início do terminal de conteinners tinhamos um terminal graneleiro exclussivo da SAG, que promovia o descarregamento dos navios e através de esteiras que cruzavam as Av. Rio de Janeiro e Brasil carreavam o carvão rumo ao gasômetro.
A foto mostra uma das partes dessa operação, num ponto na esquina da Av. Brasil com Francisco Bicalho, vemos parte do sistema de esteiras transportadoras, bem como as pilhas de carvão e as instalações fabris para a extração do gás do carvão.
Desde os anos 70 grande parte desse complexo não existe mais, pois tais unidades se tornaram obsoletas a partir de 1967 com o uso da Nafta para a obtenção do gás, tendo aí já a Companhia Estadual de Gás do EGB, construído alguns prédios admistrativos e mais tanques de armazenamento, que hoje já foram quase todos desmontados, esperando o inexorável desaparecimento do gasômetro.
Logicamente a ausência do conjunto dos viadutos de término da Linha Lilás ( Gasômetro e Perimetral) dá outro ângulo à foto, impossível nos dias de hoje.

3 comentários em “Terminal Carbonífero da SAG, São Cristóvão, anos 50”

  1. Era um marco da entrada do Rio. E o bairro que seria construído no lugar do gasômetro que não sai?
    Não há como ver fotos desse local e não lembrar a loucura que planejaram fazer na década de 60, quando pensaram em forjar um atentado terrorista explodindo o gasômetro.

  2. Me lembro bem de umas chatas que ficavam no canal da Francisco Bicalho, cheias de carvão.
    Passei por lá à tarde e uma grande operação de dragagem está em andamento.

  3. Efetivamente a foto é do princípio dos anos 60, basta notar o ônibus… O modêlo da foto é de 1963. Ver também ao fundo em Sta. Tereza o hospital do 4° Centenário, data ocorrida em 1965…

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