O post de hoje, é conexo com o de quinta passada, onde mostrávamos a casa que seria conhecida como Palacete Martinelli anpos antes das extensas mudanças nela alicada por Virzi.
Ao vermos esta foto, uma das mais conhecidas do palacete e compararmos com as do post passado, podemos, se nos atermos, termos certeza que a casa é a mesma, curiosamente Virzi manteve os elementos mais agudos da torre da casa de Custódio de Almeida Magalhães, embora tenha trocado o telhado e dado a torre muitos metros a mais de altura. O grande arquiteto manteve mais alguns elementos da fachada, mas praticamente desconstruiu a casa que flertava em seu ecletismo com castelos da Baviera, afinal foi projetada por um arquiteto alemão. Foi dada a construção uma capa Art-Noveu, que beirava o gótico com pilares estreitos, estruturas com gárgulas de brotavam do teto em direção ao chão, uma impressionante escadaria de granito negro com detalhes em estuque, e uma nova varanda, angulosa, que contornava toda a casa.
O interior ganhava igual tratamento como podemos ver neste post ( http://www.rioquepassou.com.br/2008/12/10/casa-martinelli-anos-5060/  )  com tetos completamente ornados,  lustres exclusivos, claraboias e janelas e escadas com intensos trabalhos de serralheria que muitas vezes remetiam as gelosias do séc. XVIII.
Virzi como inúmeros outros arquitetos é esquecido solemente pela grande imprensa, que só pensa numa unânimidade burra, que já teve seu tempo de deveria entregar os projetos públicos a uma nova geração que vem se mostrando muito pouco. No Rio infelizmente pouca coisa nova, vindo de nomes novos surge, nem parecendo a efervecente cidade dos anos 10 até o início dos 70, palco de brilhantes projetos, muitos passados desapercebidos como seus autores, outros impiedosamente demolidos.