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Ontem o amigo Augusto mencionou uma nota do jornal O Dia, que a antiga residencia de Reidy, localizada em Jacarepaguá estava a venda pela casa de leilão Sotheby´s.  A nota menciona que a casa tem 7.000 metros quadrados….
Como é de praxe, nossos repórteres apuram muito mal as notícias que dão. Nem a casa nem o terreno possuem essa metragem. O terreno é maior, tem 9.000 metros e é em forte declividade, praticamente tomado pela mata nativa.
E a casa é um típico exemplo do racionalismo, com ares fantásticos de Reidy, é relativamente pequena, e se lança calçada em enormes pilotis, despenhadeiro  abaixo, afinal cada grande arquiteto tem a sua “Bear Run“.
A casa foi imaginada assim para evitar cortes no terreno e desmatamento desnecessário, sendo apenas uma parte fixada diretamente na superfície da enorme área, que abriga o acesso e a garagem, o resto se projeta.
A casa possiu uma garagem, dependências de serviço, praticamente independentes da residência, ligada a ela por um passadiço coberto, uma grande sala/varanda debruçada para a mata e vale abaixo, um grande banheiro, um quarto e um escritório, além da cozinha. Na área de pilotis posteriormente foi criada uma grande varanda suspensa.
A casa, era ideal para um casal sem filhos, e foi construída, na então longíngua Jacarepaguá no início dos anos 50, tendo Reidy vivido nela até a sua morte, bem como sua companheira a grande engenheira Carmem Portinho, até seu falecimento pouco tempo atrás.  E contava com quase todo mobiliário desenhado  pelo grande arquiteto, mobiliário este que permanecia na residência enquanto a Dr. Carmem era viva.
O local, tudo leva a crer que seja na região da estrada dos Três Rios, antiga entrada do bairro pela Z. Norte e que possuia grandes propriedades, quase todas caindo nos últimos anos, fragorosamente, por culpa da especulação imobiliária.