Panorâmica tirada da Rua Joaquim Murtinho

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Nessa imagem, final dos anos 30, início dos  40 temos uma panorâmica de partes do Bairro de Fátima, Centro e Lapa, tirada de uma das curvas da Rua Joaquim Murtinho em Santa Teresa.
Logo abaixo vemos as Ruas Francisco Muratori e a Silvio Romero, identificada somente pela linha das copas dos oitis que a arborizam. Podemos também vislumbrar o tecido da Rua do Riachuelo bem como, a Av. Gomes Freire e Rua do Lavradio indicadas por seus prédios de esquina.
No extremo direito da imagem temos os Arcos se destacando por de cima do casario, bem como uma das curvas da via onde o fotógrafo estava ao tirar a foto, mais ao fundo os prédios da Cinelândia se erguem, junto com outros, na Esplanada do Castelo.
Bem a frente vemos o abandonado Morro de Santo Antônio, com seu topo aplainado para a realização do plano de urbanização da Adm. Carlos Sampaio que imaginava no local um grande hotel no topo de um chique bairro residencial na via que galgava a encosta. Como sabemos esse plano nunca foi realizado, embora vertígios dele acompanharam o morro até seu desaparecimento.
Ao fundo o Ed. A Noite e possivelmente o Ed. Unidos.

9 comentários em “Panorâmica tirada da Rua Joaquim Murtinho”

  1. André,
    é a primeira vez que vejo uma foto do Morro de Santo Antônio por completo!
    é um belissímo registro!
    essa vista deve está completamente mudada hoje!
    abraços

  2. Acho que o primeiro plano não deve ter mudado muito. Mas da Riachuelo pra lá, quanta diferença…
    O fotógrafo devia estar na janela de alguma casa, a Joaquim Murtinho não tem “mirantes” assim.

    1. Rafa, há uma curva na Junção da Muratori com a J. Murtinho onde há uma murada, acho que o fotógrafo estava nesse lugar.
      Aliás permanência da desativação da Linha da F. Muratóri, com a Lapa bombando é um absurdo. Poderia haver uma lina que saísse da Praça João Pessoa, onde há uma rotunda, rumando pela Gomes Freire e voltando pela Riachuelo, Lavradio, Mem de Sá. Num circular até os Dois Irmãos. A cidade agradeceria

      1. Essa linha na verdade foi restaurada e nunca utilizada. O bizarro é que os trilhos foram colocados de tal forma que os bondes só poderiam trafegar entre os Arcos e a Muratori, e não desta pra dentro de Santa Teresa. Os trilhos originais permitiam ambas as manobras.

  3. JBAN, via de regra, estamos sempre à mercê dos medíocres que “acham” que sabem resolver o problema da cidade e que só deixam um legado de tristeza e torpor…
    Parafraseando Peter Hall, em Urbanismo (que já parafraseava outro autor de que não me recordo), o mal que Pereira Passos (em menor escala) e Carlos Sampaio (simplesmente acabou com o “segundo berço” da cidade) fizeram ao Rio de Janeiro continuam a nos assombrar diariamente; o bem, se é que o fizeram, deve estar enterrado, junto com seus ossos…

  4. Alguém sabe que grande edifício era esse, bem colado nos arcos? Era da Fundição? Em que momento ele vai desaparecer?

  5. O que me deixa encucado; o bairro de Fátima foi fundado em 1935 através de um loteamento do mesmo nome, a foto é dos finais dos anos 30.

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