Av. Rio Branco com Ouvidor 1973

Dos arquivos da Life, voltamos aos anos 70, mais precisamente a 1973 e ao Centro.
Estamos na esquina da Av. Rio Branco com Rua do Ouvidor, e o fotógrafo, atravessando a rua faz várias fotografias, que mostram detalhes muito interessantes da região à época.
O mais notável é a demolição do prédio que abrigou na época da abertura da av. a David & Cia, Papeis Pintados, que produzia aqui e também importava papéis de carta e personalizados. E ao contrário de seu vizinho o prédio que abrigou o “ Ao Bastidor de Bordar” resistiu até os anos 70.
O sinal de trânsito já do modelo “zebrinha” é pendurado num dos velhos postes de estilo americano da Rio Branco, instalados na década de 50. A iluminação pública ainda é feita pelos postes originais, com a adaptação do final dos anos 20, quando os lampiões foram substituídos por globos.  Na Rua do Ouvidor já notamos a falta de cuidado da Light com seu parque de iluminação pública, a CEE-GB já havia sido criada há alguns anos e toda nova iluminação pública seria instalada por ela, bem como a modernização para mercúrio.  Pois a arcada ao contrário de fotos mais antigas, onde elas eram escoradas do outro lado por postes metálicos, foi simplesmente cortada, e se encontra sustentada pelo outro lado.
Na rua nota-se a quantidade de papéis no chão, muitos em tiras,  a ausência de paletós e algumas crianças em plena área financeira, o que pode indicar estarmos mo final de ano.
Na rua no extremo esquerdo da foto um dos velhos trolleys da CTC, transformado num “transplante”, onde os velhos elétricos ganharam fumacentos motores a diesel, num total contra-senso.
Mais ao fundo, vemos na empena cega resultante da demolição do velho prédio um anúncio, dos típicos, da Kalil M. Gebara, hoje desaparecida.

5 comentários em “Av. Rio Branco com Ouvidor 1973”

  1. Decourt, porque você não aproveita os recursos do seu site e coloca os detalhes das fotos da Life em separado?
    O prédio vizinho ao demolido também não existe mais. Todo este quarteirão foi devastado nos anos 70, eliminando os prédios de primeira e segunda geração que lá existiam, e poupando apenas a Galeria dos Empregados do Comércio e o Clube de Engenharia. Não sei se a torre do JB sobreviveu até essa época (se sim, gostaria de ver uma foto dela no meio dos prédios).
    O anúncio do Khalil está justamente na parede da própria loja, que fechou em 2006 e hoje é uma Marisa.

  2. O prédio com a torre do JB já não existia mais, tinha sido substituído por outro que por sua vez deu lugar ao moderno Ed. Conde Pereira Carneiro (antigo Bank Boston)

  3. André
    Na foto do dia 30 nov 2007 que você postou aparece a fábrica de papéis David que ficava na altura da rua Sacopã na Fonte da Saudade.

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