Restaurante do SAPS

Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Março de 2005.

Roberto Tumminelli na época em seu fotolog Carioca da Gema, colocou uma impressionante foto de uma fila da manteiga em pleno Largo da Carioca.
A manteiga pelo que transparece na foto e na reportagem do jornal O Globo de onde foi retirada, estava em falta, não por falta de leite, mas sim por uma daquelas entre-safras artificiais causadas pelos produtores, quem podia pagar certamente pagava com agio e a passava no pão.
O governo interviu mediante o SAPS ( Serviço Alimentar da Previdência Social), e como tudo que envolve governo e previdência não funcionou, está aí a foto do Roberto para provar http://www.fotolog.com/tumminelli/9698747
O SAPS foi um típico fruto da política assistecialista do periodo Vargas, onde recursos da previdência social eram desviados para alimentar pessoas que certamente não eram contribuintes, pois na mesma legislação que criou o SAPS, obrigava-se fábricas e escolas a manterem restaurantes de grande capacidade.
Segundo um velho anuário governamental do periodo imediato pós Vargas a missão do SAPS é explicada “Cabe-lhe a assistência técnica e a ajuda a restaurantes de diversas coletividades, bem como a manutenção de seus próprios restaurantes populares, que fornecem, a preço muito baixo, alimentação aos trabalhadores”.
Na foto de 1954 vemos a cozinha de um dos restaurantes do SAPS no então Distrito Federal, possivelmente o grande estabelecimento na Praça da Bandeira.