Eleições 1933

Na nossa imagem de hoje vemos uma seção eleitoral de Copacabana, na eleição que elegeu os membros da Constituinte de 1934, além do prefeito do DF e seus vereadores.
Essa foi a primeira eleição que às mulheres foi permitido votar, uma das bandeiras do Tenentismo, nessa época no seu auge, pois em pouquíssimo tempo, muitos dos ideiais do movimento seriam soterrados pelo totalitarismo.
Muita coisa mudou nesses 75 anos, o populismo virou uma doença em nosso país, mas as instituições vem se mostrando cada vez mais sólidas, embora o brasileiro, principalmente os mais humildes e menos esclarecidos politicamente ainda precisem avançar alguns pontos.
Isso pode ser visto na nossa Câmara de Vereadores eleita para próxima legislatura, o seis foi trocado pela meia dúzia. Alguns poucos competentes, que trabalham, de todas as correntes ideológicas, foram eleitos. Mas enferrujados caciques locais se perpetuaram no poder, bem como representantes de setores nefastos como as milícias e o populismo mesiânico foram eleitos.
Se tivemos a sorte de não termos mais a “mãe loira do funque” ( inscrita no TRE, mas que não startou sua campanha), os coitados elegeram a Pirralinha, que fará de tudo para seus eleitores continuarem coitados. Se tivemos o prazer de ver Nandinho da Invasão do Anil fora do Palácio Pedro Ernesto, teremos a Carminha Xadrezinho, representando as milícias.
Já no cargo majoritário, o populismo mesiânico foi derrotado, provando mais uma vez que a capital difere sim do resto do estado, não obstante de todo o trabalho para levá-la para a mediocirdade. Mas ainda temos o populismo que veste lacoste. As alianças que estão sendo formadas enquanto este post é escrito mostrará aos eleitores mais politizados quem é quem, principalmente em relação as ofertas de “boquinhas”.
Já aos menos politizados, peço que façam um exercício de memória. Para verem de quem era o vergonhoso lixo eleitoral que forrava as ruas da cidade, pronto para caso de chuva mais forte entupir todos os bueiros.  Pois é, já se demonstrou que o projeto político de seu grupo, cheio de caciques nefastos é mais importante que a nossa cidade, como sempre !

6 comentários em “Eleições 1933”

  1. Ontem tive minha missão cumprida: Consegui tirar o “bispo”, “pastor” Crivella do 2° turno. O Rio não merecia isto.
    Ele ontem:
    “Antes de chegar a seu apartamento, Crivella chegou a dirigir o próprio carro de campanha a partir da Rua Luiz Coutinho Cavalcânti, em Guadalupe, e cometeu diversas infrações de trânsito. O senador avançou cerca de cinco sinais fechados, vários deles na Rua Edgard Werneck, em Jacarepaguá, além de subir a calçada da Rua Carolina Machado, em Marechal Hermes, para cortar caminho. Na Rua Xavier Curado, ele parou em cima da faixa de pedestres e cortou um caminhão pela contramã ”
    Era este que tinha o slogan “Vamos arrumar o Rio” ?
    Fora com essa bancada evangélica. FORA CRIVELLA!
    Agora é hora de chutar o mauricinho.

  2. Acho que essa época o voto já era secreto. Na República Velha, era o que chamavam de voto em “bico de pena”, votava-se e assinava-se e todos sabiam em quem a pessoa tinha votado.
    Nesta época meu avô levava a garrucha na cintura quando ia votar para evitar sofrer constrangimentos. Era a única ocasião em que usava a garrucha.

  3. O Gabeira terá que ter o apoio de algum partido, pois o PV tem baixa participação na Assembléia Legislativa. Ou seja, não conseguirá governar.
    Vamos ver de onde vem o apoio… mas temos que ver os dois lados: tanto quem apóia o Gabeira, como quem apóia o Eduardinho.

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