andredecourt's photo from 10/4/07

Continuamos nossos post’s atrelados ao flog Arqueologia do Rio de Janeiro: http://fotolog.terra.com.br/bfg1
E nosso assunto é a urbanização do Bairro Peixoto em Copacabana, uma urbanização tardia e com vários detalhes históricos, que ajudaram a criar uma área diferenciada urbanisticamente dentro do Bairro de Copacabana.
Como falamos ontem, o PA que criou o Bairro Peixoto foi o 3850 de 13/05/1943. Mas houve outro PA para a região, reprovado pela prefeitura, o de número 3281 de 28/11/1939.
Quando da doação dos terrenos pelo Comendador Felisberto Peixoto, as 5 instituições de caridade, Asilo São Luiz para Velhice, Caixa de Socorro D. Pedro V, Beneficência Portuguesa, Fundação Romão Duarte e o Hospital Nossa Senhora das Dores de Cascadura ajudaram a criar o PA de número 3281, que não contemplava a praça central do loteamento. A falta desse logradouro num bairro que se adensava tanto, e menos de 15 anos atrás já tinha perdido uma praça, a Santa Leocádia, onde hoje está o Cinema Roxy e vários outros prédios, causou a reprovação desse PA.
O DF recorreu ao seu qualificado corpo de engenheiros e arquitetos, cabendo ao engenheiro José de Oliveira Reis a criação de um novo alinhamento. Participaram do projeto também os arquitetos Nélson Muniz Nevarez e Armando Stamile e o engenheiro Ângelo Nicolau Maria Crosato esse acompanhando o projeto em nome das instituições de caridade.
O escopo do projeto era criar um bairro eminentemente residencial, isolado e fechado ao tráfego de passagem, a razão de ruas descentralizadas do cul de sac da Rua Maestro Francisco Braga para essa não se comunicar com a Rua Tonelero e a comunicação com a Rua Santa Clara através de servidão pública somente para pedestres a hoje Travessa Moacyr Deriquem, localizada em forma de galeria sob dois prédios.
No ânimo do projeto somente a Rua Siqueira Campos poderia ter estabelecimentos comerciais o que foi sendo modificado durante as décadas, principalmente no fim dos anos 50, quando pequenos estabelecimentos foram autorizados a funcionar, provocando precedentes para a instalação de clinicas médicas, academias de ginástica e até mesmo um gigantesco hospital que sobrecarrega enormemente toda infra-estrutura urbana em volta.
A foto de hoje é uma cópia do PA 3850, infelizmente pouco nítido não só pela publicação de onde foi retirado mas também pelo aparente estado precário da planta, que inclusive tem alguns pedaços faltando.
Quem desejar uma cópia em grande formato pode enviar um email para o endereço eletrônico que se encontra o sobre/about, que enviarei com prazer!

Comments (7)

derani 10/4/07 10:23 AM …
André,
Valeu mesmo pelo texto porque a imagem tá terrível…
Bem elucidativo e dá para perceber bem claramente porque se tornou tão residencial.
apinnola 10/4/07 4:02 PM …
Fala Brimo! Continuo reclinado, mas lá em Floripa só ando na velha Trek estradeira, por enquanto!
Abraço!
jban 10/4/07 9:25 PM …
A Santa Leocádia seria em frente ao Roxy. Na diagonal há o prédio com o relógio em cima…..
jban 10/4/07 9:27 PM …
As instituições de caridade correram para dividir o terreno.
Manda em alta ?
tumminelli 10/4/07 10:19 PM …
Achei que fosse o cansaço, mas a imagem está péssima. Mas valeu pelo texto.
:-))
clauderio 10/5/07 6:57 AM …
Muito bom este documento !
Interessante, pois examinando mais de perto este PA de maio 1943 parece que no inicio da Figueiredo de Magalhães temos casas ou vila (Voltadas para a Rua Tonelero) se sobrepondo ao traçado da nova FM. Seriam aquelas casas que parecem ex-vilas vistas na minha foto em http://fotolog.terra.com.br/bfg1:411 ? Pois a FM somente aprece inteira no meio da década de 50.
Tenho um amigo que mora na Rua F.
andredecourt 10/5/07 8:01 AM …
Exato Claude, haviam vilas no trajeto da Figueiredo Magalhães perto da Tonelero, possivelmente faziam parte da agora inexistente Rua Tenreiro Aranha, varrida do mapa com a construção do Metrô