Vista aérea da esquina da Praia do Flamengo com as ruas Barão do Flamengo e Paisandu.
A grande construção com cúpula é o hotel Central, que já foi personagem de diversos post’s aqui no flog e nos demais ssobre o Rio antigo.
Mas essa foto mostra com riqueza de detalhes o urbanismo da região, chegamos ver os trilhos de bonde passando pela pista interna da praia.
Outro detalhe que podemos observar é que os canteiros centrais ainda tem a sua largura original, nos anos 40 eles foram estreitados para permitir o alargamento das pistas de rolagem, e que pode ser visto nessa foto do Tumminelli ( http://www.flickr.com/photos/carioca_da_gema/64194690/ ) .
Vemos também que havia uma certa standarização das casas, logicamente excluindo-se as mansões e palacetes, prestem atenção nas casas na parte inferior esquerda da foto, até as claraboias são iguais, essa tipologia arquitetônica também se repete pela rua Barão do Flamengo, onde casas muito parecidas entre si se repetem.
Peço que prestem atenção dos detalhes Art-Noveu da torre da casa que ficava no vértice das ruas Barão do Flamengo e Paisandu, sem dúvida muito interessante !!!
O amigo Luiz Darcy em um post seu, nos mostra o curioso regulamento de banhos do hotel ( http://fotolog.terra.com.br/luizd:102 ) e conta um pouco de sua história.
Esse foto é uma aproximação de um postal da empresa Royal, e que será postado em breve na íntegra.
Da Coleção do Amigo Francisco Patrício
Comments (35)
Fantástico como sempre!
A pista junto aos prédios, com os trilhos de bonde, por acaso é a orla pré-Passos? Parece que já era uma rua secundária nessa época.
O Hotel Central foi construído e demolido quando?
Olha a quantidade de árvores e verde que perdemos…
é notável também a mansão que havia na esquina da Almirante Tamandaré, no centro de um imenso terreno arborizado. Algo semelhante à casa dos Paula Machado na S.Clemente. A própria rua parece ter só palacetes.
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto
Sensacional, andré!
Se você tá achando dificil, a tarde vai ser impossivel….
😛
Rafael, pode até ser considerada um pista pré Passos, mas era muito precária e não tinha tráfego de bondes, quase todas as casas davam fundos para a praia antes da construção da Beira Mar.
O Hotel Central é a evolução de um balneário, que se sofisticou, e passou oferecer pensão completa, almoços e jantar, disponibilidade de salões para festa e etc…. logicamente não perdendo suas funções de balneáreo, acho que o Luiz Darcy publicou algo sobre ele já, inclusive o regulamento interno.
Ele foi demolido nos anos 50, certamente decadente
Andresíssimo,
esses fotologs, na qual o teu se encontra entre os melhores, nos surpreendem sempre. Essa foto, confesso, me pegou no contrapé. Quem maravilha ! Fiquei aqui bebendo a cena, aos golinhos econômicos, para que o prazer rendesse muito.
Eu acho que se não houvesse a especulação que houve nessa pobre cidade, se fizessem uma boa reforma interna no Hotel Central ele até hoje estaria ali, disputando com o Copa e o Glória a fama de ser um hotel balneario internacional a exemplo dos de Nice e Cannes.
Posso ser considerado um “inimgo do progresso” mas não acho nenhum absurdo preservarem um monumento desses.
Mas veio aquele cardume de tubarões, sôfregos, insaciáveis e devoraram tudo que foi possível devorar. O importante era pegar um espaço onde cabiam 200 e multiplicar por outro que coubessem 20.000.
É o progresso, diria o Roberto Marinho.
É o crime, a safadeza, a canalhice, digo eu.
1) Concordo com o AG. Nós, Tupiniquins, damos um valor muito baixo para o nosso passado, para a nossa história.
2) Onde é que fica aquele Castelinho que hoje é sede de alguma coisa ai na praia do Flamengo?
Fantático!
Se só uma parte já foi bom, o postal por inteiro será sensacional. No aguardo…
O Castelinho fica na esquina da 2 de Dezembro com a praia
Na verdade não é um postal é uma foto mesmo.
Este Hotel ocupava o quarteirão entre as Ruas Dois de Dezembro e Buarque de Macedo e foi construido em 1915.
Hoje um bairro igual Copacabana, uma floresta de concreto.
Correção : “ruas Barão do Flamengo e Paissandu”
Faço minhas as palavras de AG. Essa foto é para se saborear aos poucos, aos golinhos, olhando todos os detalhes e imaginando como era a vida e a perspectiva da época. Uma maravilha !!
Embaixo à direita podemos ver a dsembocadura do Rio Carioca, canalizado.
Falando em desembocadura do Rio Carioca, alguém sabe onde ficava a tal “casa de pedra” que segundo se diz, deu origem ao nome “carioca”?
Eu achava que ficava na desembocadura do rio, portanto no lugar do Hotel Central. Mas já vi referências dizendo que ela ficaria em algum outro ponto, não necessariamente próximo ao rio, ou não necessariamente próximo à sua foz.
De qualquer forma qualquer escavação nessa área deve ter uma boa importância arqueológica. Será que acharam alguma coisa naquela reforma recente da Praia do Flamengo?
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto
A Casa de Pedra também já foi discutida aqui..vou procurar nos arquivos
Rafael, aqui está a discussão sobre a Casa de Pedra: http://ubbibr.fotolog.net/andredecourt/?photo_id=7614733
O que ninguém sabia é naquela época AG era bell-boy do Hotel Central. Na foto podemos ve-lo na entrada do Hotel, a direita junto às colunas, esperando um carro de praça que vinha a trazer um hóspede recém chegado no Cais da Praça Mauá. Dizem as histórias e as crônicas da época, que este hóspede, Dr. Bertoni, tinha por hábito, acordar às 4 da manhã e sair nu em pelo pelas ruas do bairro do Flamengo a gritar: – Karina ! Karina !
vai entender….
Como era chic o Flamengo, e continua sendo em muitas partes.
O João está a fazer uma blague do filme “Em Algum Lugar do Passado” – Somewhere in Time. Lá, o personagem do Christopher Reeve vai ao encontro de uma velhinha que disse para ele: “-Volta para mim”. Pior que o cara se enrrabichou pela velhinha e foi. Amor igual a esse eu só conheço da Marília Gabriela pelo Gianecchini.
Mas aí o Gianecchini, quer dizer, o Christopher Reeve vai ao encontro da velhinha e, encontra a bonitona da Jane Seymour no tempo que a Jane Seymour era bonitona; hoje, com todo respeito, ela está só um pouquinho melhor que a Marília Gabriela.
Mas então, encurtando a história, eu nunca consegui saber o fim da história porque sempre durmo quando o chato do Christopher noviço rebelde Plummer, começa a dar uma de macho coisa que, cá entre nós, não lhe fica muito bem.
Mas porque é que eu estava falando disso ?
Ah, já sei. É que o João, nosso nobre Novello, lobrigou a mim e ao Bertoni na porta do velho Hotel Central. Eu de mensageiro e o Bertoni de Adão per-correndo os corredores gritando Karina, Karina !
Sabe que um dia fiz uma regressão e me lembro vagamente desse fato ?
Legal a história da Casa de Pedra! Vivendo e aprendendo! Eu achava que ela ficaria ou na Praça José de Alencar ou lá pros lados da Glória.
Só não entendi como que a casa no lugar da Rua Senador Euzébio servia como estaleiro e foi destruída por ressacas, afinal o litoral “criado por Deus” não estava na altura dos prédios da Praia do Flamengo?
Enquanto isso ainda busco informações sobre a outra “casa de pedra”, aquela de Copacabana que ainda existe, e que não confirmei se é aquela que aparece na foto antiga da casa dos Smith Vasconcelos (se não for a minha montagem está errada).
Rafael depois que eu ouvi de meu avô que quando adolescente participou de uma peleja de barcos a remo entre o Botafogo e o Flamengo em plena rua do Catete nos anos 20 eu não duvido da força do mar no litoral original da cidade ….
Quanto às casa padronizadas , como relatou o André, era comum construirem casa padronizadas ou mesmo geminadas para venda ou aluguel …
AG,
O que você não lembra é que o gerente do Hotel na Época era um tal de Monsieur D´ … muito amigo de Dr. Bertoni. Por isso este sempre ficava hospedado no hotel daquele, quando chegava da Europa a caminho de sua fazenda em Cambuquira…
..
.
Ilustre AG,
A proposito do Somewhere In Time, ha’ um detalhe que estragou o filme para mim e que me irrita cada vez que penso nele. Quando a velhinha diz para o SuperReeve voltar para ela, da’ a ele um relogio de algibeira. Um relojao digno de figurar numa galeria do Outro Mundo do Dr. Bertoni. Ate’ porque, o SuperReeve volta ao passado e da’ o tal relojao de presente para a Jane Seymour. A pergunta que nao cala e’ a seguinte: Quem, raios que me partam, fabricou o relogio?
E a foto do Hotel Central, no lindo bairro que nao merecia o nome que tem, e’ mais uma maravilha a pintar nesse flog e outros que sabemos quem sao. Fez o meu dia hoje.
Hoje cheguei atrasadíssimo mas ainda a tempo de tomar um chope.
O “post” a que se refere o André é o http://fotolog.terra.com.br/luizd:102
Que maravilha de foto. Realmente é para se curtir devagarzinho…
Mauro (saudações cruzmaltinas) coisas de Hollywood.
Quer outro exemplo ?
Lembra daquele filme Corpo Fechado — Unbreakable aí nos isteites — com o Samuel Jackson e o Bruce Willis ?
Pois é, o Bruce Willis nunca tinha tido um acidente na vida e, no entanto, tinha uma cicatriz no queijo.
Algumas coisa foi mal explicada.
O Hell Angel está muito bem!
todo ralado no braço esquerdo,alguns poucos ralados nas pernas e as 4 costelas quebradas.
Mas a resultudo final é mais que positivo!
🙂
hell angel ??
Realmente, uma foto tirada do mesmo ângulo nos dias atuais deve ser deprimente em função do contraste.
abraço a todos!
Cicatriz no queijo e’ otimo, AG. As 14:15 voce ainda nao devia ter almocado e a fome fez o teu subconsciente te trair. 🙂 Aproveitando a deixa do comentario da lucia: Ja’ vi queijo ralado, mas com cicatriz, nunca. 🙂
esse ainda está de pé?
andredecourt @ 2005-11-29 07:58 said:
Ele foi demolido nos anos 50, certamente decadente