foto de andredecourt en 28/11/05

Sensacional foto aérea do Castelo em 1938

Nessa foto, mostrando a esplanada ainda pouco ocupada, nos mostra vários detalhes surpreendentes.
A primeira surpresa que o prédio do Ministério do Trabalho era um belo exemplar de edifício decô, com um belo coroamento em seu topo e um átrio recuado para a entrada principal, o mais impressionante que essa fachada, como também a forma dos últimos andares durariam pouquíssimos anos, na década de 50 o prédio já tinha a forma de caixotão de hoje
A segunda surpresa é junto a asa do avião, o traçado do plano Agache, fazia uma rua que não existe mais, quer dizer hoje há apenas um pequeno pedaço dela que liga a praça Virgílio de Mello Franco a Av. Roosevelt, essa praça é aquela que fica interna ao edifícios e onde hoje há a Bolsa de Automóveis, pela foto vemos que essa desaparecida rua iria até a rua de Santa Luzia, com uma curva até a Av. Churchil.
A terceira supresa é no pé da foto, vemos que a Av. Mal Câmara só possui um esboço de quarteirão em meio a restos da Expo de 1922, há inclusive o que parece ser um pavilhão ainda em um largo.
De resto vemos detalhes já mostrados aqui e nos outros flog’s sobre o Rio de ontem, como a forma original da Praça Estados Unidos, com a estátua da Amizade ainda em seu lugar original, o prédio do MEC ainda nas estruturas, edifícios que hojem nõa existem mais como o Andorinhas já prontos, e um enorme número de construções baixas no quarteirão entre a rua Mexico, Santa Luzia, Graça Aranha e Pedro Lessa.

Comments (21)

Rafael Netto 28/11/05 8:46 …
Merece ampliação dos detalhes!!!
Engraçado aqueles prédios “isolados” na Santa Luzia.
No mais, impressiona como demorou a ocupação da Esplanada do Castelo, que em última análise, ainda não foi completamente ocupada até hoje, passados mais de 80 anos. Esse lugar no início da década de 30 devia ser uma coisa horrível, bem pior que o “morro decadente” que eliminou.
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto
prfragoso 28/11/05 9:00 …
Realmente é surpreendente, André.
Só faltou comentar o óbvio, as águas da baía de Guanabara que chegavam até perto da Presidente Antonio Carlos.
Não vejo também o prédio do Ministério da Fazenda… Não existia ainda, ou é porque não aparece na foto?
andredecourt 28/11/05 9:06 …
Paulo, o prédio do Min da Fazenda ainda é um grande buraco no chão !!!
jornalistabr 28/11/05 9:11 …
Uma pena as fotos ficarem menores do que elas são aqui no fotolog… esta foto deve ser belíssima.
abraços
edubt 28/11/05 9:16 …
Sugiro uma ampliação…
:-)))
jban 28/11/05 9:29 …
Com certeza merece uma análise calma e detalhada. Belo registro !
A Esplanada do Castelo até hoje tem vazios.. impressinante. A Esplanada de Sto Antonio também.
AG 28/11/05 9:48 …
Eu ia comentar exatamente o que o Rafael falou (estou parecendo o Múcuio, personagem do Jô Soares: – Tirou daqui, tirou daqui…) sobre a ocupação do terreno proporcionado pelo demonte do Morro do Castelo.
A impressão que fica é que, após o desmonte e após a exposição de 22, ficaram os “planejadores” desta cidade batendo cabeça com cabeça.
É um tal de rua sem saída, praça no meio do nada, avenida que desapareceu. Sei lá, parece um samba do Nei Lopes e do carlão Elegante que lá pelas tantas diz assim:
“Vida mal cuidada;
Realmente a gente sente;
que nao vai pra frente ”
Parece a história do Rio.
photomechanica 28/11/05 9:49 …
O Andorinhas está ali? Ele já existia?
Caso positivo, o Mayapã é posterior a ele, então…?
Rafael 28/11/05 9:55 …
eu também,sugiro uma ampliação
pena que o plano agache não deu certo… 🙁
andredecourt 28/11/05 9:59 …
Pois é Zé Rodrigo, o Andorinhas, até o prédio do INSS, e mais até ainda o MEC são mais velhos que o Mayapan, para vc ver como essa época era rica em estilos arquitetônicos…já hoje…monotonia total !!!
luiz_d 28/11/05 10:09 …
Tenho uma relação de maior respeito com o Centro.
Pouco andei por ali.
Fico impressionado como vocês conhecem cada edifício…
http://fotolog.terra.com.br/luizd
lucia 28/11/05 10:15 …
Buenas!
Depois volto prá ler!
😛
Rafael Netto 28/11/05 10:15 …
AINDA BEM que o Plano Agache não deu certo!
Vocês já viram o apocalipse que seria, caso tivesse sido implementado por completo?
Mesmo o “plano modificado” não foi executado e deixou vestígios como os prédios com pilotis “perdidos” em ruas antigas, como a Uruguaiana e do Senado. Se o nosso país fosse um pouco menos pobre e um pouco mais competente, o Centro hoje seria formado por “mini-Presidente Vargas” sem vestígios de construções pré-1930.
fotografo 28/11/05 10:20 …
Clareando a discussão do outro dia sobre o ouro.
Erodes mandou matar todas as crianças nascidas no periodo, pois queria eliminar o filho de Deus. O ouro então foi usado para ajudar nas fugas da familia. Agora a mirra e o incenso não sei não.
Rafael 28/11/05 10:26 …
Xará Rafael,me desculpe a minha falta de informação,mas,ia tudo ser posto abaixo mesmo??não ia sobrar nada do rio colonial???
eu pensei que certas coisas(como os arcos da Lapa,por exemplo)seriam preservadas….
é,pensando por esse lado,não ia ser nada bom passar a borracha na história inteira,você tem razão,xará…
mas que são bonitos esses edifícios art-decô,ah,são!!
AG 28/11/05 16:23 …
Amigo fotógrafo,
leve a mal não mas, o suposto destino do ouro que Jesus ganhou me lembra aquela patifaria, logo após a “quartelada” de 64, quando se organizou uma doação de “Ouro Para o Bem do Brasil”. Teve gente, pasmem meninos, que doou as alianças de casamento aos golpistas militares. Pulhice igual não se encontra nem no manual dos Irmãos Metralha; é de mandar os responsáveis para o inferno e queimar, junto com o Castelo Branco, para o resto da eternidade. E, não se iludam; alguns mentores desse assalto, andam por aí, posando de democratas e amigos do povo.
Lá no caso dos presentes dos Reis Magos, esse papo de que o ouro foi para as famílias em fuga de Herodes é mais duro de engolir que aquele um ano que o Jonas morou dentro da baleia. Um ourinho desses, que chegava em boa hora, José deve ter usado para investir nos seus negócios de carpintaria. E fez muito bem. Afinal, o presente era para a família, foi dado a eles, e ninguém tinha nada com isso. Se esta história de que José foi na conversa dos angariadores de ouro “Para a Fuga dos Perseguidos por Herodes” é verdadeira, então José foi mais um otário que caiu no conto do ouro. Não merecia andar de Kipá nem orar no templo.
Shemá Israel.
luiz_d 28/11/05 16:32 …
Já comentamos por aqui a campanha “Dê ouro para o Brasil”: uma vergonha nacional.
A TV Excelsior, a Globo da época, com estúdios na Rua Visconde Pirajá, onde funcionou o Cinema Astória, ali perto do Bar 20, montou um “show” ao vivo, que durou acho que dois dias, onde as pessoas doavam pulseiras, alianças, etc, incentivados pelos Hulks e Faustões da época, como o Murilo Néri.
Como o povo é ingênuo!
http://fotolog.terra.com.br/luizd
andredecourt 28/11/05 16:36 …
Suprema ignorância do povão, se criarem uma campanha de B…a para o Brasil, com a minha podem ter certeza que não irão contar !!
Fco Patricio 28/11/05 19:54 …
Parece que o perfil do Centro do Rio vai mudar, e o que é bom – para melhor! Esta semana uma construtora vendeu em menos de 2 horas os 680 apartamentos (ainda na planta) de um novo empreendimento residencial a ser edificado nos terrenos da antiga fabrica da cerveja Antartica (ali na Riachuelo próx. à Lapa). Acredito que outros projetos residênciais vão surgir e a revitalização do Centro será uma realidade. É, sem duvida, a melhor opção de praticidade para quem gosta de ter tudo à mão (eventos culturais,emprego,compras,serviços etc). É uma boa saída para uma area que está em decadência desde que a Capital Federal foi embora – o Centro foi o local mais duramente golpeado com este acontecimento. É sempre bom recordar que todas as fotos aqui postadas nos apresentam um Rio de Janeiro com o status de Capital e, potanto, mais glamouroso!
Quanto à foto é de notar como os estilos: Eclético e Art-Decô convivem bem – em Paris isso é uma caracteristica comum – uma mistura apreciada. Agora esse Edificio do MEC …grrrr.
Marcelo Almirante 29/11/05 5:10 …
Sensacional mesmo., na época que explode a verticalização e a qualidade de vida da metrópole começa a se deteriorar, até chegar ao ponto crítico de 1980, do qual somos herdeiros.
Julia 19/01/06 12:03 …
Fantástica!!!!
A Franklin Roosevelt ainda estava praticamente deserta!
E lembrar que a Igreja de Santa Luzia, um dia, foi na beira da praia…
http://www.flickr.com/photos/julinha