foto de andredecourt em 23/09/05

Nesse postal dos anos 10 vemos a Av. Beira Mar no trecho de Botafogo.

Nessa época Park Way externa, de acesso ao túnel do Pasmado nem sonhava em ser construída, terminando a avenida na calçada das pistas internas que tem hoje o sentido Centro, havendo então uma murada, igual em toda orla e que ainda pode ser vista em trechos da Av. Ruy Barbosa e da Praia do Flamengo.
À esquerda da foto por entre as árvores podemos ver nesgas do Pavilhão de Regatas, também construído no período Passos, e demolido junto com o pavilhão Mourisco para a construção da Park Way do túnel do Pasmado.

Comments (23)

jban disse em 23/09/05 09:24 …
Hoje, o volume do tráfego, afoga e congestiona as vias existentes e detona com a qualidade de vida.
A locomoção no Rio e em São Paulo é virtualmente impossível, salvo em horários muito específicos do dia.
Luiz D´ disse em 23/09/05 09:27 …
A Avenida Beira-Mar, sem dúvida, era uma das coisas mais bonitas do Rio da “belle époque”!
http://fotolog.terra.com.br/luizd
Rafael Netto disse em 23/09/05 09:34 …
Que lugar seria esse? Em frente a Visconde de Ouro Preto?
Uma das coisas estranhas da “parte antiga” da Praia de Botafogo é o fato de ter três pistas. Duas no sentido Centro e uma no sentido Copacabana. Culpa das reformas que a via sofreu. Imagino que antigamente a pista junto aos prédios devia ser mão dupla e as duas pistas que hoje vão para o Centro deviam ser uma pra cada lado.
andredecourt disse em 23/09/05 09:37 …
A pista junto aos prédios Rafael é anterior ao perído Passos, sem os jardins e dando direto no primitigo arrocamento, que segundo Brasil Gerson era extremamente frágil, e era por onde passavam os bondes vindos do Flamengo para o resto da zona Sul, ela permaneceu em mão dupla até os anos 60 quando os bondes foram retirados
Marcelo Almirante disse em 23/09/05 09:41 …
Engraçado que eu ia postar uma imagem da Praia de Botafogo nos anos 30, para mostrar a curva da morte, na esquina com a Oswaldo Cruz, onde aconteciam muitos acidentes, até o adoçamento da curva feito por volta de 1940.
Por certo os arquitetos da equipe do Pereira Passos, ao projetarem, não tinham muita preocupação com a egenharia de tráfego, pois o número de autos naquele ano se contava com os dedos das mãos.
Segue o link para o postal:
http://www.flickr.com/photos/quadro/45820106/
Segundo minhas anotações o primeiro semáforo foi implantado na cidade em 1929, na Rio Branco, com equipamentos da General Electric – Estados Unidos.
natureco disse em 23/09/05 09:57 …
Mil vezes mais bonito do que é hoje!!!
Abçs e bom fds.
Luiz.
photomechanica disse em 23/09/05 10:15 …
A Maserati 250 F foi um dos melhores carros do corrida do mundo.
Super equilibrado, educado, previsível, enfim, tudo aquilo que uma cadeira elétrica não é.
:-))
photomechanica disse em 23/09/05 10:22 …
André,
Tô prá te perguntar uma coisa: O que diabos é “Park Way” ?
:-))
andredecourt disse em 23/09/05 10:28 …
Park Way é uma expressão, hoje em desuso que significa pistas de velocidade com jardins e paisagismo feitos para serem apreciados em velocidade
photomechanica disse em 23/09/05 10:35 …
Ah bom.
Por isto então que é agradável passear pelas pistas do Aterro do Flamengo a 160 por hora…
:-)))))))))))))))))
andredecourt disse em 23/09/05 10:51 …
Com certeza ;-)))))
AG disse em 23/09/05 11:55 …
Por falar em Park way, me lembro de uma piadinha que os portugueses em Lisboa adoravam fazer com os brasileiros.
Eles chegavam e perguntavam assim:
– Diga me cá, é verdade que lá no Brasil os senhores, no Aterro de Flamengo, têm uma pista de alta velocidade em que o limite é 80 quilômetros ?
E riam-se a mais não poder.
Eu respondia que, em compensação, em Lisboa houve uma grande campanha contra o analfabetismo com grandes outdoors na Avenida da Liberdade conclamando a todos para a cruzada da alfabetização.
Eram ótimos cartazes. Analfabetos, nem um só, deixou de os ler.
;-))))))
AG disse em 23/09/05 11:57 …
Acabei nem comentando o Park Way de Botafogo.
Me diz uma coisa, André; ali ao lado é um valão, um riozinho, uma escavação para botar canos ?
Que será aquilo ?
edubt disse em 23/09/05 14:02 …
Quero saber a marca do carro…
:-)))))))))))))))))))))))))))))))))
photomechanica disse em 23/09/05 15:15 …
Ora, meu caro Tutu.
Os carros são:
O que está indo é um Oldsmolet modelo Town&Country 1909, mas já equipado com o cobiçado diferencial do modelo Sport-o-cruiser de 1910 – Percebe-se isto claramente nesta foto pela bola embaixo do eixo traseiro.
O que está vindo é um Chevroline Parkway Sedan, provavelmente de 1908 por causa das palhetas cruzadas no seu limpador de parabrisas.
AG disse em 23/09/05 16:35 …
Eu discordo inteiramente.
Com certeza o carro que está indo é um Syracuse DeVille, 1907 fabricado pela American Society of Bicycle and Planes. Digo isso pelo desenho inusitado de seus parachoques traseiros em forma de asas de pelicano do Tennessee.
Já o carro que está vindo é, com segurança, um Fireball Outline Corniche. Só esse carro, fabricado pela Conway and Sons, tem o radiador filigranado em cobre com detalhes de estanho emoldurando a tampa coletora de água. O que eu não consigo ver é se trata-se da versão e 1906 ou 1908. Explico: a versão de 1906 tinha no emblema da fábrica uma águia com o bico virado para a direita. Já a versão de 1908 o bico estava encoberto por uma nuvem. Anos mais, tarde, 1915, a águia abriu o bico e a fábrica fechou.
edubt disse em 23/09/05 17:15 …
Juro que achei que fosse um Cabriolet Darth Vader
:-)))
Mauro_AZ disse em 23/09/05 20:54 …
Ilustre AG, seus comentarios hoje estao pra la da hilario de gouveia. Brilham como lampejos de um Orson Welles nos seus melhores momentos. :)))
photomechanica disse em 24/09/05 14:24 …
Reconheço meu engano. Mas tive razão ao me confundir porque o projetista chefe da Conway & Sons, Samuel Rabinovitch Levinstein, havia sido estagiario na ACME Inc, conglomerado industrial que era dono da General Mechanics, que por sua vez era quem fazia os Chevrolines. Levinstein quando jovem casou-se com Sarah Ferguson Windsor Buckingham Balmoral, herdeira do poderoso grupo britanico Lennon & McCartney, braço inglês da American Society of Bicycle and Planes, que naquela época havia desenvolvido o projeto do Syracuse, o qual acabou servindo de base para o antigos Oldsmolets.
Rafael Netto disse em 24/09/05 17:50 …
Poxa, ninguém reparou naquele Ford Mace Windu, primo pobre do Modelo T, que tá lá em frente ao Pavilhão de Regatas? Consta que era tão pouco confiável que o povo apelidou de “Se Ford aí”.
Só não consegui ver se é um modelo 1913 ou 1914, não dá pra reparar se os parafusos do parachoque são sextavados ou tipo Philips.
AG disse em 24/09/05 18:25 …
Acho que o Jason não está achando graça nenhuma nessa nossa palhaçada. Daqui a pouco ele vai dar uma esfrega em todos nós.
O André também gosta de carro e deve estar lamentando essa zona. E esse tem o poder de misturar água na nossa gasolina.
Mas, com todo os respeito, eu só quero fazer uma última observação. É incrível que ninguém tenha observado o diferencial do carro que vai ali. É o primeiro “axel by axel” fabricado no mundo, usando a tecnologia “side by lane” adpatado ao sistema “on the road again”. Tudo isso deixava os carros mais, digamos…handling.
;-)))))
henrii disse em 24/09/05 21:03 …
Parabens ao andré Decourt pelo excelente trabalho de pesquisa e a todos seus amigos pelo excelente humor!!!
Luiz Henriques Neto disse em 24/01/07 20:48 …
Cadê todo mundo? Só vi um sujeito na foto e dois carros! E os tílburis? NINGUÉM devia ter carro no Rio. Ainda se podia andar a cavalo na época???