Copacabana – Mar de Prédios – início da déc. de 70


Nossa foto de hoje, de autoria do Sr. Gyorgy Szendrodi mostra o adensamento construtivo de Copacabana na sua época mais impactante. O início dos anos 70 era a época de maior concentração populacional do bairro, num período que sua população ainda não tinha envelhecido, as famílias eram maiores, e os conjugados muitas vezes abrigavam mais de 4 pessoas, querendo ter seu sonho a beira mar em troca de uma confortável casa nas regiões servidas pelos ramais ferroviários.
Copacabana nessa época possuía quase 250 mil residentes e uma população flutuante que em um sábado de praia podia concentrar mais de um milhão de pessoas, ao longo das décadas a população do bairro foi se adequando ao espaço físico e a nova dinâmica da sociedade brasileira, hoje o bairro tem mais de 100 mil moradores a menos que no início dos anos 70.
Além disso praticamente todos os quarteirões perto do mar já tinha sido totalmente exauridos pela especulação imobiliária dos anos 50 e 60, casas e pequenos prédios quase todos tinham ido ao chão, mas o gabarito tinha se mantido fixado em 12 pavimentos por quase toda a década de 50 e 60, período de maior crescimento, e os novos espigões, autorizados primeiro para hotéis e depois para edifícios residenciais ainda não haviam sido construídos, o que criava nessa época essa imagem, de uma grande massa de prédios que ocupava todos os espaços do bairro, quando visto de cima.
O Sr. Gyorgy estava no topo da Ladeira do Leme, juto a entrada da vila militar da Rua Gal. Cardoso de Aguiar.

20 comentários em “Copacabana – Mar de Prédios – início da déc. de 70”

  1. O Sr. Gyorgy foi um visionário e devia ter uma linha de raciocínio parecido em achar que o bairro estava muito adensado.
    A informação que hoje a população fixa diminuiu é interessante.

  2. Feio. Muito feio. A comparação com a foto publicada no SDR foi inevitável.
    E sempre me pergunto – até hoje as respostas não foram totalmente satisfatórias – o que, afinal, justificou tanto estrago, tanta decadência.

  3. 100 mil moradores num bairro como Copacabana é muita muita gente. Qual será o bairro com maior densidade populacional do Rio?

    1. Copa ainda é a maior densidade da cidade mesmo com o decrescimo populacional. Mas acredito que no próximo censo a Rocinha ultrapasse com.folga e sem estrtura

  4. Segundo o IBGE o bairro de Campo Grande na zona oeste da cidade é o mais populoso da cidade com 330 mil habitantes.

  5. Copacabana é um absurdo urbanístico em escala mundial. Não sei se em algum outro lugar do mundo existe uma “muralha” de edifícios semelhante, talvez só naqueles formigueiros da Ásia.
    Ao menos a verticalização foi precedida/acompanhada de infraestrutura compatível. Pior é nas cidades em crescimento no Norte/Nordeste e periferias do Sudeste, tema de série de reportagens no jornal O Globo, onde estão sendo construídos de forma frenética prédios imensos, até de mais de 40 andares. Por exemplo em Recife (que ainda não foi abordada pelo jornal) existem 2 “torres gêmeas” em frente ao Porto e junto ao centro histórico, e o bairro da Boa Viagem que pelo perfil deveria ser uma “Ipanema”, parece mais uma Cabo Frio com ruas e calçadas estreitas ou inexistentes, não obstante os prédios enormes de alto padrão.

    1. Rafa muito do dinheiro e da mentalidade que destruiu Copa veio dessas elites que agora destroem suas capitais….. Não tenho a mínima pena !

      1. Mas há um dado interessante só 30% da área do bairro foi edificada. Graças aos restos do Plano Agache os quarteirões em grande parte são “ocos”

  6. O que mais preocupa é o saneamento básico, praticamente inexistente nesses locais tais como: Recife, Fortaleza,Salvador,
    Belem, Cabo Frio, Barra da Tijuca e por aí vai.

    1. Em 1909 a rede de esgoto e a elevatória da City na Francisco Sá estavam sendo construídas. Isso num bairro praticamente vazio…. os anos 50 as coisas desandaram …..

  7. Não compreendo por que se fala tanto em adensamento no bairro de Copacabana, se é de certa forma, uma concentração muito feliz.
    Temos os prédios todos ocupando as bordas das quadras, gerando grandes pátios internos, garantindo luz, ventilação e um inacreditável silêncio para os moradores dos fundos.
    Muitos prédios muito bons não têm garagem em Copacabana, o que faz famílias de alto poder aquisitivo ficarem com apenas um carro ou sem nenhum, o que é impossível na Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá, onde todas as famílias têm dois ou três carros, duas ou três vagas de garagem obrigatoriamente.
    Copacabana é maltratada, seus prédios são todos infelizmente subestimados, ninguém cumpre as leis de preservação, sequer as de conservação mínima (observem o Edifício Solano na Avenida N.Sra de Copa, em franca decadência).
    E fomos poupados da construção de megatorres, todas horrendas, cheias de varandas berrantes como as que estão construindo em Salvador, Recife e outras cidades onde o dinheiro manda e não o planejamento e o pensamento no futuro.
    Serão cidades com os problemas de São Paulo, mas obviamente, sem um pingo do charme.

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