Em mais um feriado lanço a seguinte pegadinha…
Aonde ficava esse conjunto de sobrados, não tão bem conservados, quero o bairro, a rua e o quarteirão..boa caçada!
Bem, pensava que seria mais fácil por que todos os imóveis que vemos em primeiro plano estão de pé até hoje, sendo alguns emblemáticos como o sobradão de 3 andares mais a frente.
Quem acertou de prima foi o Henrique Hubner que matou a pau a Rua do Catete, bem como o quarteirão e até mesmo os imóveis.
A  foto comprova que a cidade foi cruel com a Rua do Catete, nessa época todos estes imóveis que vemos estavam condenados, por estarem na faixa de desapropriação da larguíssima avenida Humaitá-Glória ou Radial-Sul ( dependendo da época) devendo caso da implementação da via serem demolidos e as sobras de terrenos usadas para a construção de novos prédios, de 12 andares sobre Galerias Agachianas. Já o outro lado seria poupado das demolições, pelo menos nesse trecho, em outros quarteirões ocorreria o inverso e perto do Palácio do Catete todos os imóveis exceto o palácio seriam demolidos, uma nova rua seria aberta e os jardins do palácio seriam divididos.
Mas com o metrô tivemos o contrário, o lado que não seria demolido foi arrasado de ponta a ponta da via, desaparecendo em um grande trecho, o que até hoje deixa cicatrizes urbanas mal resolvidas na Rua do Catete, resultado de um modo construtivo agressivo e em muitos casos exagerado no nível de destruição.
O primeiro sobradão que vemos é hoje ocupado pelo Hotel Imperial, a abertura retangular foi tapada, mas pelo que vemos na foto e nos dias de hoje o embasamento de cantaria não pode mais ser refeito e hoje temos uma área coberta com massa onde só os portais ainda mostram o revestimento original. Já os dois sobrados seguintes são curiosos, eles são ecléticos e respeitam o PA do período Passos, que visava calçadas mais amplas e foi implantado em outros lugares da Rua do Catete, como na chegada no Largo do Machado, o imóvel do sec. XIX deve ter pego fogo ainda nos anos 10 e foram reconstruídos esses dois imóveis. Hoje um deles voltou a ter fisionomia neo-clássica, certamente restaurado com base em plantas do imóvel original, já seu vizinho permanece praticamente igual.
Já os seguintes pouco mudaram estando hoje esse conjunto muito mais conservado que na época da foto, nos anos 50. Já do outro lado da rua nada sobra, nem as árvores foi tudo varrido pelas obras do metrô. Após ao Rio-Cidade nem a caixa de rua permanece no lugar deslocada para a esquerda para aumentar o espaço dos pedestres junto aos imóveis antigos, hoje tombados. Já do outro lado timidamente novos prédios vã subindo, embora em muitos lugares as cicatrizes do Metrô durarão algumas décadas para sumir de vez.
 
 Podemos ver pelo Google como está o local hoje, num ângulo muito parecido http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-br&geocode=&q=Rua+Correia+Dutra&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=89.661277,186.152344&ie=UTF8&hq=&hnear=R.+Correia+Dutra+-+Rio+de+Janeiro,+22210-050&ll=-22.927192,-43.176699&spn=0.002895,0.005681&t=h&z=18&layer=c&cbll=-22.927113,-43.176678&panoid=lFmD2KcpFAhZ5Ahlgh_LNA&cbp=12,214.12,,0,-4.88