Corcovado, anos 50

O post de hoje contará com essa imagem enviada pelo Renato Libeck tirada do mirante do Corcovado em uma das suas vistas mais famosas, a Enseada de Botafogo e a entrada da barra.
A Park-Way da orla de Botafogo entrega que estamos já nos anos 50 bem como o Morro da Viúva praticamente já envolvido pelos prédios, a orla de Botafogo aparentmente não estava com os horrorosos “balanças” embora as pessoas possam estar encobrindo prédios com o Coral, Rajá e Belair.
O destaque da foto fica para o sistema de iluminação da estátua, composto por grandes refletores GE-Novalux, que abrigavam lâmpadas incandescentes de mais de 1.500W cada. Dos 16 projetores instalados quando da inauguração do sistema nos anos 30 vemos que ao longo dos anos a quantidade foi aumentando consideravelmente, só para iluminar a frente da estátua temos aí  mais de 20 projetores, fora os que deviam iluminar as costas e os flancos. Feitos de liga de cobre esses enormes refletores eram usados na iluminação de monumentos, prédios públicos, estátuas e praças de esporte. Pouco tempo atrás havia 2 sendo vendidos no antiquário Snob em Copacabana, fico imaginando quem os deva ter comprado.

8 comentários em “Corcovado, anos 50”

  1. Tempos em que um passeio ao Corcovado era uma coisa agradável, sem muita gente, sem problemas de acesso de automóvel, sem flanelinhas, sem guias impostos, sem tumultos.
    Neste ponto turístico definitivamente caminhamos para trás sob a complacência e omissão do Governo.

  2. Bem lembrado, Luiz. Aliás, qual não foi a minha surpresa quando, semanas atrás, subi com um amigo que veio ao Rio a trilha do Parque Lage ao Corcovado e fomos proibidos de comprar entradas ao monumento porque não pagamos pelo transporte. É o crime (venda casada) institucionalizado.

  3. Hoje em dia a iluminação do monumento é bem mais discreta. Não existem mais refletores dentro da área do público.
    Recentemente foi apresentado mais um projeto para o Corcovado. Toda a área inferior onde está a estação do trem será ocupada por uma grande construção baixa concentrando lojas de souvenirs e serviços. As lojinhas e bares existentes hoje serão suprimidos ou reformados.

  4. Quando ‘moleke’ fui a base do CRISTO muitas vezes em dia de semana para descer de ‘carrinho de rolimã’
    íamos de bonde até o Silvestre e depois o restante era a pé. Guardo no corpo marcas das quedas daquela época, equipamentos de segurança para que?

  5. Realmente o Cristo é um ponto turistico, que deveria ser melhor administrado. Sendo agora uma das maravilhas do mundo moderno, deveria ganhar uma infraestrutura que esteja a altura da sua importância, como um dos monumentos mais importante da cidade.

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