Russel, início dos anos 70, construção da segunda ala da Sede da Manchete

 

Nossa foto de hoje é uma continuação da imagem postada dia 13/09 último, uns 20 anos para frente, quando da construção da segunda ala do prédio da Manchete, viabilizada pela demolição do castelinho da Família Pareto.
A vista aéra nos possibilita a visão de um ângulo pouco comum do prédio, onde vemos dominando, ao contrario da recortada fachada de vidros fumê, a grande caixa d’água revestida por paineis de azulejos de Athos Bulcão além da caixa do Teatro Adolpho Bloch, encarapitado na encosta do Morro da Glória e visto por muito poucos, exceto os que nele foram quando ainda funcionava ou por funcionários e visitantes da Manchete. O minimalista jardim, coroado com a irregular cobertura e as obras de arte lá colocadas também nos mostram um panorama bem interessante.
Do lado direito vemos as abas do morro sendo recortadas para a construção da nova ala, projetada para agregar todas as funções do grupo Manchete, além da editora e possivelmente a tão sonhada emissora de TV, idéia acalentada pelos Bloch durante anos e que foi o pivô da ruína do grupo. Nos anos 80 essa segunda ala se mostrou insuficiente e mais um anexo, apoiado nas encostas foi levantado.
Na rua um festival de cores, tudo muito diferente dos tons tristonhos dos carros de hoje, na base da foto o denso arvoredo projetado por Passos.

9 comentários em “Russel, início dos anos 70, construção da segunda ala da Sede da Manchete”

  1. Que prédio lindo, que pena estar abandonado. Ferreira Gullar já disse: daqui a 200 anos, se é que alguém na humanidade irá falar sobre a geração que habitou esse país na segunda metade do século XX, o nome que será lembrado será de Oscar Niemeyer. Ponto. E a despeito de suas posições políticas e de algumas obras (bem) menores, ele é o que se pode chamar de “Gênio da Raça”.

  2. Andei muito neste prédio e no outro, praticamente em toda existência da TV MANCHETE. Entre os bons e maus momentos ficaram os bons que superam os maus. A tv manchete ocupou por um bom tempo o prédio da extinta TV TUPY na URCA. O interior do prédio era considerado humano, por serem as divisorias de vidro transparente e todos se viam, apesar de haver o crachá colorido que limitava o aceso, não era levado muito em conta.
    Ficou a saudade da convivência.
    Obrigado André pela postagem desta foto.

  3. Já li vários livros sobre a Manchete e a saga do Bloch.
    Todos escritos por autores muito saudosos.
    Realmente deve ter sido bom trabalhar lá e dá pra perceber que o Adolfo Bloch era uma figuraça.
    Uma pena ter acabado tudo. Tem coisas no Brasil que deviam virar instituição.

  4. Tem um SP2 bem em frente da entrada do prédio, e um Corcel logo atrás. Tirando eles, um vermelho à direita que não consegui identificar, e uma Rural na lateral do prédio, todos os outros carros são Fuscas!

  5. Ontem à noite passei pelo aterro e conferi o prédio. Ao contrário do que eu pensava a divisão em duas alas é bem visível. E a ala da esquerda, que estava pra ser construída na foto, é bem maior.

  6. Ontem à noite passei pelo aterro e conferi o prédio. Ao contrário do que eu pensava a divisão em duas alas é bem visível. E a ala da direita, que estava pra ser construída na foto, é bem maior.

  7. Os dois prédios com acabamento em mármore, dizia-se que o Sr; Adoufo Bloch comprou uma marmoraria e uma montanha no Espírito Santo para garantir a entrega do mármore.
    Em todos os estados onde existe uma ‘casa da manchete’ os acabamentos são em mármore.
    Todos os móveis utilizado nas ‘casas’ e nestes prédios foram construídos em Água Grande (Parada de Lucas) no centro gráfico da Manchete.

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