Leblon, Keke Rosberg, Patrik Tambay e Didier Pirroni, GP Rio 1982 e a última Baquice do Alcaíde

keketambaypironi

Hoje além estarmos na beira da nossa linha do tempo, metemos a caneta da cara de alguém, se bem que merece….
Além da imagem que mostra de forma galhofeira e completamente irrealizável  hoje por parte das cias seguradoras uma traquinagem de 3 pilotos, um deles inclusive camepão do mundo. A foto serve como denúncia de mais uma sandice municipal, a realização de uma corrida de Formula Indy no Aterro, enquanto a prefeitura arruína um autódromo completo em Jacarepaguá, que tem inclusive um oval.
A destruição do autódromo está sendo implementada pelo grupo político do Sr. Prefeito desde a penúltima administração de seu mentor, onde o contrato de privatização foi cancelado e por seguidas declarações de secretários e dos próprios prefeitos, que de forma velada, diziam que a área valia mais para especulação imobiliária do que para corridas de automóveis.
Desde então acompanhamos a lenta destruição de todo o conjunto, acelerada com a desculpa furada do Pan, onde se mutilou parte da pista para a instalação de 3 equipamentos que em breve, pelo menos 2 serão ruínas. Não obstante as inúmeras áreas públicas nas proximidades completamente vazias.
A pista, hoje é um acinte ao dinheiro público já investido e tudo o que ele poderia signicar em termos de recursos financeiros por meio de promoção turística e arrecadação de impostos.
Não obstante a destruição programada do Autódromo de Jacarepaguá, quem sabe, na tentativa de transformar Curicica em Barra da Tijuca, a realização de uma prova de tal envergadura no Aterro fere qualquer senso de responsabilidade e amor pela cidade.
Primeiramente o Aterro é tombado pelo Iphan, jardins, traçado, projeto etc… e a realização de tal evento com a construção de defesas de concreto, arquibancadas, garagens, pit-lane, HC´s irá provocar gravíssimos danos aos jardins, que não serão reparados a contento. Em segundo ponto as pistas possuem o caimento de rua normal e não de auto-pista, pois assim era o desejo de Carlos Lacerda, Burle Marx e Lotta Machado, não queriam carros em alta velocidade, mas sim uma ligação mais direta entre Centro e Z. Sul, por entre um parque. Se carros de passeio sofrem acidentes e a própria prefeitua implantou dispositivos de infracionamento eletrônico nas curvas mais perigosas, algo não combina com monopostos a mais de 300 por hora.
Além disso, para realizar essas obras pistas teriam que ser fechadas. E na época da prova, os treinos livres começariam numa quinta, para onde circulariam os contribuintes, que não podem contar com um sistema de transporte sobre trilhos digno. Se dará feriado, ou se distribuirá o custo do prejuízo com todos engarrafados, engarrafados estes que já pagaramm pelo autódromo?
Por fim é área residencial, e tivemos um exemplo há poucos anos atrás quando a Petrobrás fez um circo num domingo com um carro de F-1  infernizando moradores e deixando sulcos no asfalto até hoje bem perceptíveis.
Isso prova que temos na administração mais do mesmo, do mesmo que que perdeu a F-1 para São Paulo, do mesmo que matou o automobilismo regional, do mesmo que perdeu a Moto-GP, do mesmo que deixou o autódromo no abandono e do mesmo que está destruindo a pista, onde carros de corrida devem correr, não em patrimônio tombado. Que venha o MP !
MP este que tem que ficar muito atento a manobras políticas, ainda de bastidores, que visam à construção de prédios no parque, o que remonta ao execrado projeto da PDF de 1940 !!!!!!

10 comentários em “Leblon, Keke Rosberg, Patrik Tambay e Didier Pirroni, GP Rio 1982 e a última Baquice do Alcaíde”

  1. Parece que o Rio não é para ter autódromo mesmo.
    Circuito da Gávea,da Amendoeira,S.Cristóvão, Esplanada do Castelo, Fundão, Barra, etc.
    Quem sabe o Oval da Lagoa Rodrigo de Freitas?

  2. Concordo.
    Existe realmente um objetivo escuso em se acabar com o moderno Autódromo Nélson Piquet. É incrível a necessidade de se construir prédios dentro do autódromo. Não pode ser próximo, tem de ser dentro.

    1. Quantos interesses por trás de cada balão de ensaio…. Ou é leviandade ou é rapinagem pura e simples. Voto sempre pela segunda opção.

  3. Tudo neste pais fica mais fácil de entender se aceitarmos que o pano de fundo é destruir e lucrar com a destruição. A população, que pagou as obras em vias de desativação e que, supostamente, se beneficiaria com as obras realizadas no passado, que se dane. E, de destruição em destruição, de desrespeito em desrespeito, a dócil população caminha feliz e esperançosa para o grande futuro que as autoridades nos apontam.

  4. A arrogância quando se encontra com a ignorância e a malandragem não pode dar em boa coisa… Uma coisa são idéias inovadoras e outra coisa idéias absurdas, tiradas do bolso do colete sem o mínimo de reflexão.

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