Nessa foto vemos a casa da família Pardal, perfeito exemplar do estilo de residências cariocas do final dos anos 30 e metade dos 40, embora ela seja tardia, pois foi concluída em 1948.
 Misturando elementos Normandos e Neo-Coloniais ela representa o que podíamos ver pelo Bairro Peixoto, Urca, Leblon, Grajaú, partes da Gávea e Jardim Botânico bairros que se urbanizavam na mesma época e que tinham características arquitetônicas e urbanísticas em comum.
 A casa construída por Mário Pardal para abrigar a família, foi construída num dos terrenos mais altos dos loteados pelas instituições de caridade, no PA 3850/43, nas terras legadas por Felizberto Peixoto. Segundo o Sr. Pardal os terrenos perto da praça Edmundo Bittencourt eram muito pantanosos, sendo mais seguro contruir aí, mesmo que pagando mais caro pelo lote, o antigo número 1 da Rua B do loteamento.
A casa abrigou a família até 1959, sendo então repassada a outros proprietários, que a mantiveram quase igual até os dias de hoje, com pequenas modificações nos portões, e grades.
É interessante reparar que nenhuma das construções vizinhas havia sido construídas, estando a casa ladeada por dois terrenos baldios. A construção que vemos atrás era um dos pequenos prédios de apartamentos que existiam na Rua Santa Clara e que foram sendo demolidos paulatinamente ao longo dos anos 70 e 80, quando as casas  já tinham praticamente se esgotado. Vemos também as construções nas encostas do Morro dos Cabritos, na Rua Euclides da Rocha, moradias simples, mas bem construídas, que existem até hoje embora pressionadas pelo avanço da favelização que aumenta muito nos terrenos que estavam vazios galgando encosta a cima.
Hoje ela está tutelada pela APA do Bairro Peixoto e abriga um escolinha, a Creche Butterfly
Agradecemos ao amigo Ricardo Lafayette o envio da foto