Villa Ruy Barbosa

andredecourt's foto van 4-12-07 

Hoje teremos uma charada, e das boas.
A foto do início do séc XX, mais precisamente 1905, mostra a Villa Ruy Barbosa, tida à época como um das soluções ideais para se acabar com os cortiços e casas de cômodos e dar residência dígna aos mais desafortunados.
Aonde ficava ??
Era de propriedade de alguma manufatura ??
O que existe hoje no local ??
 

Comments (6)

angemon 4-12-07 6:28 …

vixe…sei naum…vou aguardar as respostas dos feras!
bjs

rodrigonetto 4-12-07 8:14 …

Não faço idéia!
PS: segui um link do Derani que apresentou a página em espanhol, e daí pra frente o Fotolog todo ficou nessa língua. Só consegui resolver apagando os cookies!!!
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

derani 4-12-07 8:34 …

Tem cara de ser hoje em dia qualquer quartel da PM desses mais antigos…

prprieto 4-12-07 11:13 …

A vila Ruy Barbosa, a mais importante delas,situada da esquina da Rua dos Inválidos com rua do Senado, de propriedade da Cia dde Saneamento do Rio de Janeiro, tinha um corpo central, corpos extremos com três pavimentos e corpos intercalados com dois pavimentos. As habitações desse segundo grupo, mais interiores, tinham o andar térreo destinado ao alojamento de famílias sendo o andar superior constituído por um longo corredor com quartos para solteiros. Ao todo eram 145 casas para famílias e 324 cômodos para solteiros. Para vigiar o pavimento dos solteiros, a Companhia determinava que em cada extremidade do corredor residisse um casal, “de modo a ser mantida a ordem e a decência” . Além de casas para moradia, a vila Ruy Barbosa possuía: uma lavanderia, um forno de incineração de lixo, dois armazéns de secos e molhados, um açougue, uma farmácia, uma carvoaria, um restaurante, uma sapataria. E tudo isso dentro de uma área arborizada, calçada e iluminada .

claude_photos 4-12-07 14:10 …

Sim ! E kd este prédio ?
É aquele terreno baldio até hoje ?

aragorn_br 4-12-07 15:22 …

Vou arriscar, é o prédio dA POLÍCIA DE CHOQUE (Hoje BOPE), certo?

28 comentários em “Villa Ruy Barbosa”

  1. De fato, ficava na localização apontada por Claude, eu vivi la durante uns 4 ou 5 anos. Morava a Rua Dídimo nº 9, que era um assobradado de esquina. Temos também uma importante personalidade que lá morou, Silvio Santos o qual não lembro, mas tenho um amigo que ainda mora no Rio que o conheceu na época. Foi uma época muito agradável e de muitas boas recordações. pena que demoliram quase toda a Vila, só sobro uns sobrados na esquina da Inválidos, pois foi tomabdo pelo Patrimônio Histórico. Lá estive em 2001 e não acreditei quando ví, me assustou. Hoje moro em Jundiaí e quando posso vou lá para matar as saudades, mas como sou aposentado, não tenho muitas oprtunidade para isso. Lá, as ruas eram de paralelepípedos, quem morava lá perto que tinha cachorro, os levavam para fazer suas necessidades lá. Sou um apaixonado por aviões, e lá era rota de aproximação dos aviões que chagavam ao Santo Dumont, eu reconhecia o medêlo do aparelhos pelo som de seus motores. Lembro-me também que certa vez, fizemos amizade com o filho de um oficial gradouado do Corpo de Bombeiros, que ficava do outro lado da Rua do Senado e formamos um time de Footbal de salão e no quartel, jogavamos para nos divertir durante as férias escolares. Pena que não tenho fotos da época, pois era muito caro o material fotográfico. Bem é isso que tenho a falar, bons tempos que não voltam mais.
    Abraços para todos.

  2. A Villa Ruy Barbosa ocupava todo o quarteirão formado pelas ruas Henrique Valadares, Inválidos, Senado e Ubaldino do Amaral, existiam casas que estavam voltadas para estas ruas, e haviam 3 acessos a parte interna da vila, um acesso que interligava a R. Henrique Valadares à R. do Senado, chamava-se Rua Didimo e um acesso pela R. dos Inválidos que se encontrava com a Rua Didimo, formando um T, e cortava as 3 Travessas Internas que se chamavam Chiquita, Bem te Vi e Adélia, nestas travesas haviam 8 ou 10 casas térreas de cada lado, e acima destas casas ficavam os quartos individuais para solteiros. Esta Villa começou a ser demolida no início dos anos 70, para contrução de prédios residências, conforme os 3 prédios que hoje existem na Rua Ubaldino do Amaral, o projeto original previa também a construções de mais prédios como estes nas ruas Henrique Valadares, Inválidos e Senado.
    Moraram nesta vila várias pessoas importantes, tais como: O Silvio Santos (década 50), Roberto Figueiredo (Reporter Esso), os cantores Oswaldo Nunes e Agnaldo Timóteo,o ator e compositor Mario Lago, que na época da ditadura, tinha dias que morava na Vila e em outros ele morava do outro lado da Rua dos Inválidos no DOPS.

  3. Estou fazendo um trabalho sobre este terreno e tenho infomações que ali moraram Silvio Santos, Mario Lago e Bidu Sião. Atualmente está em obras do que será o maior edifício do Brasil

  4. Nasci e vivi nesta apaixonante vila até os 22 anos.Não houve quem não me conhecesse pois adorava andar de patins e muitos baldes de água levei de D.Chiquinha ( mãe do Mario Lago) pois ela queria ouvir as novelas e dizia que eu perturbava. Minha infância foi maravilhosa graças a Vila Rui Barbosa. Gostaria de ter contato com as
    pessoas dessa época.Saí de lá em 1968.

    1. Também nasci e vivi na vila até começar sua demolição.
      A infância e adolescência de todos que viveram ali foi realmente maravilhosa.

  5. Caro mestre A. Decourt os comentários A. Coelho fui eu que fiz, estou reconhecendo agora, nem me lembrava, pois acho que esta foi a 1ª vez que comentei em um fotolog.
    Quanto a foto mostrada acima, esta entrada me parece a entrada da R. dos Inválidos, somente nas quatros esquinas os prédios tinham 3 pavimentos, sendo que o prédio na esquina de Inválidos c/ Senado, tinha escrito no beiral junto ao telhado Companhia de Saneamento do Rio de Janeiro.
    Agora estou me recordando esta c/ certeza é a entrada da R. dos Inválidos, abaixo do medalhão no beiral do telhado, estava escrito Villa Ruy Barboza, justamente com esta grafia, sendo esta entrada a única que tinha um medalhão junto ao beiral.
    Tentarei obter outras informações com um amigo que morou nesta Vila e estudou comigo no ginásio, que ainda nos encontramos e ver se ele guarda fotografias mais recentes.

  6. Nasci e morei na Vila até os anos 70, quando casei e me mudei para o Barro de Fátima. Minha mãe ainda mora lá no Edificio Berilo, construido no mesmo local do sobrado onde nascí na Rua Didimo 29. Fiquei bem conhecido dos nossos vizinhos, pelo conjunto musical que montamos no final dos anos 60, Os Canibais. No local da vila que compreendia a Rua Leon Simon e as travessas, Bem Te Vi, Chiquita e Adélia, hoje está sendo construido um imenso complexo de prédios da Petrobrás.
    Lembro que sempre me disseram que o violinista Fafá Lemos e o grande maestro Villa Lobos, também foram moradores da Vila Ruy Barbosa.

  7. Conheci muito a Rua Dídimo por volta de 63/66 – local bucólico, agradabilíssimo, namorei uma fulana que morava por ali, e fica vamos horas sentados lá dentro nas dependências do condomínio,sempre soube que Mario Lago, e Vila Lobos moraram ali na época em que eram “duros” -outras pessoas citadas não sei, uma vez que só passaram à fama, muito depois, foi uma pena demolirem mais um recanto histórico como esse, em detrimento de especulação imobiliária, ou gula do próprio Estado – é um Rio que não volta mais.

  8. A entrada do conjunto de ruas, que melhor atraia o visitante, era pela Rua do Senado, ha poucos metros da Igreja se eu me engano São Jorge

  9. Nasci na vila em 1957 e la passei minha infância até 1966. Lembro do Aramis e do Elidinho que formaram os Canibais. Eram nossos ídolos. Por eles eu e meu irmão aprendemos a tocar violão e nos profissionalizamos por algum tempo. A igreja próxima é a de Santo Antônio.

  10. Nasci em 1941 na Vila Ruy barbosa e lá vivi minha infancia e adolescência até 1958. Morava na Rua Dídimo 3, um sobrado meio caidaço. Infancia de muita brincadeira de rua. Com as meninas era roda, esconde-esconde, pique e outras que não lembro o nome. Com os meninos era gude, pipa, guerra de pedra e uma famosa pelada na Rua Ubaldino do Amaral aos domingos quando poucos carros passavam e a pelada fechava a rua. Quem sofria era a loja de peças para carro na esquina com Rua do Senado que tinha um letreiro de neon. A pelada era jogada com bola de borracha e um perna-torta de vez em quando quebrava o letreiro luminoso. Aí não dava outra, em 10 minutos chegava a radio-patrulha e a molecada disparava para retornar à Vila.
    Mas a época melhor era a das festas juninas. Balões enormes eram soltos fazendo um cenario lindo com as ruas estreitas da Vila. As travessa se enfeitavam de bandeirinhas e fogueiras eram acesas. Lembro que o Oswaldo Nunes era o assador oficial de batata-doce nas fogueiras. Na Rua do Senado passava bonde e nessa época a garotada colocava bombinhas em serie sobre os trilhos que estouravam como metralhadora deixando motorneiro e passageiros assustados. Os trilhos do bonde eram tambem muito uteis para moer vidro e fazer cerol para a linha das pipas que tentavam cortar as da molecada que morava nas redondezas.
    Um programa permanente da garotada era ir aos cinemas das redondezas. Havia cinema na Praça Tiradentes, na Mem de Sá e na Lapa que eram frequentados assiduamente, sendo que nas férias era diariamente.
    Meu pai conheceu o pai do Silvio Santos e o próprio, que moravam na Henrique Valadares. Lembro da Daisy Lúcide que morava numa das travessas.
    Lembro tambem do dia de Cosme e Damião em que várias famílias preparavam mesa com doces que faziam a alegria da garotada.
    Uma boa diversão era ficar zoando os portugueses recem imigrados que trabalhavam como garrafeiros na Rua do Senado numa ruela que dava na Praça da República ao lado dos Bombeiros. Gente simples e boa que no carnaval faziam um bloco super-hilário e nos dias em que o Vasco ganhava entravam pela Vila batendo lata e fazendo barulho.
    É isso, meus amigos. Gostei de encontrar esse site.
    Abraços a todos.

  11. MEUS AVÓS AO CHEGAREM DA ITALIA FORAM MORAR NA AV. HENRIQUE VALADARES, 24, CASA PERTENCENTE A VILA RUI BARBOSA, COM A MULHER E OS CINCO FILHOS. AO MESMO TEMPO MORAVA NA RUA DIDIMO, MEU TIO AVÔ (GUIDO) E POSTERIORMENTE NA RUA DO SENADO 129, MOROU MEU TIO.
    MEU AVÔ TINHA UMA TIPOGRAFIA NA RUA UBALDINO DO AMARAL, QUE FOI A PRIMEIRA GRÁFICA A POSSUIR UMA MÁQUINA OFF-SET DE SEIS CORES, ALÉM DE PRODUZIR FORMULÁRIOS CONTÍNUOS, PARA O ANTIGO IPASE ELABORAR OS ESTRATOS DE PAGAMENTO.
    ALI JOGUEI MUITA “PELADA COM MEUS PRIMOS LUIS IVO E RONALDO. CONHECI TAMBÉM O ARAMIS E O ILIDIO (DA FAMÍLIA SANTORO DE BARROS) QUE PERTENCERAM AO GRUPO ESCOTEIRO DOM ORIONE.
    É LAMENTÁVEL QUE EM NOME DO PROGRESSO, UM PROJETO TÃO EVOLUÍDO PARA A ÉPOCA, TENHA SIDO DESTRUÍDO PELOS DITOS “URBANISTAS EVOLUIDOS”, POIS O PATRIMÔNIO HISTÓRICO É OMISSO EM ALGUMAS SITUAÇÕES COMO A DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO DA AV. RIO BRANCO E AGORA COM O MUSEU DO INDIO, QUANDO A MAIORIA DAS CAPITAIS, DESENVOLVEM “CIDADES NOVAS” EM OUTROS LOCAIS, MANTENDO AS CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS.
    QUALQUER DIA APARECERÁ UM ARQUITETO ILUMINADO, QUERENDO DEMOLIR O MUSEU DE BELAS ARTES E/OU TEATRO MUNICIPAL.

  12. Bom dia a todos. Não fui morador da Vila, mas hoje sou um dos 10.000 ocupantes desse quarteirão que abrigou outrora tantas figuras marcantes da nossa cultura tão sofrida de ser reverenciada como se deve. A Petrobras está instalada ali. O que liga aquele quarteirão ao seu ilustre passado é o número 98 da Rua dos Invalidos , esquina com a Henrique Valadares onde funciona até hoje a Papelaria dos Irmãos Verdial onde se pode comprar o livro do Celso Balthazar mencionado acima. Por sinal hoje terei um encontro com esse incrível escritor. O que percebo em tantos depoimentos lidos até aqui, é que há muita gente capaz de enriquecer uma nova edição do Celso com mais paginas de belas lembranças. Foi mencionado acima que o Paulo Coelho morou por ali. Seria interessante validar essa informação para ser inserido esse grande escritor que conquistou o mundo na próxima obra do Celso. Felicidades a todos

  13. Estou super feliz ler alguns depoimentos de ex moradores da Vila Rui Barbosa
    Morei na rua Dídimo 3 desde 1960 até aprox 1971
    Lembro que assisti a Copa de 70 no bar do Machado
    Que saudade! Quem for daquela época, entre em contato para relembrarmos aquela época maravilhosa.

  14. Frequentei a vila principalmente em festas juninas ou hi-fi . Meu primeiro namorado residia lá, a namorada de meu irmão também. O grupo era enorme, alegre e animado. Tive bons amigos e ótimas lembranças desse espaço charmoso e enorme.
    Quando passo por lá me dá uma certa nostalgia e questionamento de onde andam essas pessoas!!!
    Minha irmã foi quem me apresentou esse espaço em 64 para nos apresentarmos na Igreja de Santo Antonio da qual até hoje é o meu santo devoto.Havia uma vitrolinha e Ki Suco que animava nossos bailes. Foi bom enquanto durou !!!

  15. Morei com meus pais na vila aproximadamente de 1945 a 1955, na Travessa Chiquita (lado direito de quem entra pela Rua dos Inválidos). A casa era localizada na extremidade esquerda da entrada da travessa, e tinha um muro externo que dava para a avenida central da vila. Defronte, na extremidade direita, residia o dono bar localizado no meio da vila, próximo à Travessa, o Totonho, com sua esposa Jandira e a filha Pissuca. Residiam nessa época, do outro lado da Travessa(cada Travessa cortava transversalmente a avenida central), Mário Lago e sua mâe (Chiquinha), e a atriz Daisy Lucide , noiva do locutor Luiz Mendes. Ainda na travessa, se encontrava o ponto de bicho do banqueiro Pedro, localizado na casa de seu pai (senho já idoso de nome Pedro). Bastante frequentado pelos moradores. Na entrada da vila (Rua dos Inválidos) outro bar e um salão de beleza, um de cada lado, e também uma quitanda voltada para o interior da vila. Do lado esquerdo da Travessa, Dona Chiquinha (que me apelidou de João Ratão) e do outro lado. Dona Ermelinda, esposa de um barbeiro, ambas viviam às turras com a garotada por causa das peladas que jogávamos com bola feita com jornal e meia de mulher. Gerson

  16. A família da mãe da minha sogra morou lá por muitos anos. Eles eram espanhóis. Concepción Sugrañez e Miguel Mariano Martínez Marmol tinham 4 filhos (Concepción, Emílio, Sebastião e Afonso) além de 1 filha de criação (Iracema). Já na década de 1920 eles moravam lá. A bisa do meu marido faleceu em 25/12/1945 lá. Eles contavam que moravam na mesma vila do pai do Silvio Santos.

  17. Estou fazendo um trabalho para o segundo ano da graduação na faculdade de arquitetura e urbanismo da USP sobre a Vila. Eu e meu grupo estamos pesquisando a história dela e tentando descobrir porque foi demolida e apenas duas casas foram tombadas, se alguém chegar a ler este comentário e puder me ajudar hahahha eu ia agradecer muito!

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