andredecourt's photo de 08/08/06

Av. Central em mais uma das magníficas fotos da coleção do amigo Francisco Patrício.

A foto nos mostra um dos quarteirões mais nobres da velha avenida, bem na esquina com a sua antecessora em fama e sofisticação, a rua do Ouvidor, onde significativos marcos de Belle Époque adornavam o encontro das duas vias.
O prédio com o estreito torreão era a Casa Colombo, um fino magazine, que já tinha sua elegante sede na rua do Ouvidor e foi um dos primeiros estabelecimentos a funcionar na recém aberta avenida.
Ao seu lado temos o enorme prédio do Jornal do Commercio, um dos ícones da Av. Central, tão fotografado à época como os prédios dos Hoteis Avenida e Palece e do altíssimo prédio do Jornal do Brasil.
Colado no prédio do Jornal do Commercio temos o prédio da Cia Equitativa de Seguros, prédio esse que em pouco mais de 10 anos de tirada essa foto seria substituído por um prédio decô, e mais tarde por um de aço e vidro.
Foto: Acervo de Francisco Patrício

Comments (27)

edubt 08/08/06 09:53 …
To vendo ali na porta da Colombo o primo da Dona Sara!
Mas que a Aenida era bonita isso era mesmo!
Vinicius 08/08/06 09:56 …
André, a que prédio pertencia a última torre ao lado da Casa Colombo? Você também saberia me dizer até que ano cada um dos prédios resistiu?
andredecourt 08/08/06 10:11 …
Vinícius, não tenho certeza absoluta de o que funcionou ali, mas esse conjunto de prédios, fora o da equitativa chegou surpreendentemente até aos anos 60, sendo demolidos quase todos juntos
Vinicius 08/08/06 10:36 …
Obrigado André.
triunfodapintura 08/08/06 10:44 …
Parece Paris, incrivel.
Vinicius 08/08/06 11:13 …
André, mais uma pergunta: você teria fotos desse conjunto de prédios já nos anos 60? Fiquei curioso em vé-los inseridos numa Avenida Rio Branco já bem descaracterizada de seu conjunto arquitetônico original.
patrício 08/08/06 11:44 …
Culto e Exemplar Decourt,
Para todos aqueles que gostariam de ter uma imagem em 3D bem próxima ao que seria a Av. Rio Branco (antiga Av. Central) por volta da década de 20/30 – momento em que surgiram as primeiras descaraterizações do projeto original da Adm. Pereira Passos – aconselho visita à Cidade de Buenos Aires.
A “Avenida de Mayo” foi uma fonte de inspiração para a a nossa Av Central (embora esta ultima fosse mais espetacular). Embora decadente, já sem aquele glamour, ainda assim dá uma ideia muito semelhante do que era a Boulevard Carioca nos idos de 30.
Abraço
Rafael Netto 08/08/06 11:46 …
O prédio do Jornal do Commercio devia ser um monstro para a época, junto com o do Jornal do Brasil. Acho que devia ser do porte do Ed. Guinle, o primeiro “arranha-céu” da avenida, na esquina seguinte.
No lugar dele hoje fica o edifício que sediou o Banco Nacional, hoje incorporado pelo Unibanco.
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto
patrício 08/08/06 11:47 …
correção:
” Atualmente decadente, já sem aquele glamour…”
andredecourt 08/08/06 11:52 …
Vinícios tenho um post, em meus arquivos com os prédios nos anos 50, pelo que me lembre não possuo uma foto que mostre todo o conjunto nos anos 60, apenas uma parte do prédio do Jornal do Commercio
Vinicius 08/08/06 12:03 …
Vou tentar procurar.
luiz_d 08/08/06 12:21 …
Conjunto lindíssimo.
Hoje só da Francisco Patricio nos “fotologs” do coração!
fco. patrício 08/08/06 12:25 …
Caro Rafael Netto,
O prédio do Jornal do Commércio não “era um monstro para a época”, mas sim (textualmente): “um dos Palacios mais elegantes da Avenida Central”. Como fiquei em duvida se o prezado amigo estava se referindo ás dimensôes e não á sua estética, acrescento que o mesmo tinha 8 pavimentos, portanto, bem inferior ao Edificio Guinle. A construção original mais alta existente na Avenida Central foi o Edificio do Jornal do Brasil, demolido nos anos 60.
Abraço
Vinicius 08/08/06 12:25 …
Creio que achei a foto: http://www.fotolog.com/andredecourt/?pid=9055494
Muito interessante a avenida Rio Branco na década de 50. Seria um belo conjunto se o mesmo tivesse sido preservado nesse ponto. O que a enfeia hoje, são aqueles prédios de gosto duvidoso construídos a partir da déc. de 60.
jban 08/08/06 13:36 …
A Paris nos trópicos. Pena que se limitava à Avenida propriamente dita. Os quarteirões à direita e à esquerda ainda eram da antiga cidade portuguesa.
Rafael Netto 08/08/06 14:29 …
Patrício, é óbvio que eu estava me referindo apenas às dimensões do prédio.
O edifício do Jornal do Commercio podia ter só 8 pavimentos, mas com os pés-direitos altos, decorações no teto e torre, devia ter o tamanho do Ed. Guinle sim.
Acho que o Jornal do Brasil tinha só 8 pavimentos também, mas era em forma de torre. Ele acabou espremido entre edifícios decô, substituídos nos anos 60 pelos prédios que estão lá hoje. Também gostaria de ver uma foto disso, as imagens que apareceram nos fotologs só mostram pedaços das fachadas.
http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto
Rafael Netto 08/08/06 14:33 …
Falando em “Paris nos trópicos”, vejam esta imagem de São Paulo.
http://ubbibr.fotolog.com/sao_paulo/?pid=16563972
blackbb 08/08/06 16:19 …
uau!!!
lugar de sonho!!!!
sem comentários!! linda foto
patrício 08/08/06 19:56 …
Exemplar Decourt,
O Jornal do Comercio estava anteriormente em um velho edificio na Rua do Ouvidor, se me permite transcrevo trecho publicado á época:
-” A construcção do edificio (na imagem), para a qual foi necessário fazer-se uma dispendiosa expropriação de terreno foi contractada com os Srs António Jannuzi, Irmão e Companhia, pelo preço de Rs. 1.293:000$000. A superficie total do terreno occupadopelo edificio do Jornal é de 1059 metros quadrados, estando o edificio dividido em sete pavimentos, além de três que formam a sua torre, o que tudo sommado dá uma area de construcções superior a 6900 metros quadrados. A disposição interna do edificio comprehende , no sétimo andar, um magnifico salão de festas e concertos”
(Cont)
patrício 08/08/06 20:10 …
Cont
” As communicações dentro do edificio são feitas por quatro ascensores electricos, para transporte de passageiros, e por um serviço especial de tubos pneumáticos para transporte dos originaes de composição, que são por esse meio transmitidos de um andar para o outro, e da redacção para as officinas que funccionam num grande annexo do edificio na Avenida. O serviço de illuminação electrica é feito por uma rêde de canalização de aço alimentando um total de 114 circuitos independentes. Para se formar idéa do pessoal effectivo do Jornal, que é em muito superior, em numero a 500 homens. As edições da folha variam habitualmente entre 12 e 24 páginas de 08 colunnas com 230 linhas por coluna; as ediedições especiaes de anniversário e de Natal têm chegado mesmo a 80 páginas”.
patrício 08/08/06 20:25 …
Concluindo,
O Rafael tem absoluta razão quanto ás dimensões do Edificio, pelo que peço totais desculpas.
Para se ter hoje uma ideia relativa quanto ao preço da construção posso dizer que o custo total do edificio do Jornal “O Paiz” (esquina com 7 Setembro) foi de Rs. 2.000.000$000, embora menôr! Ainda falando em numeros: O Edificio da Casa Colombo (também na imagem) muito elaborado e gigantesco, no. 111. 113, 115 da Avenida Central, custou juntamente com o terreno a mesma cifra do edificio do Paiz, com mais 500.000 em armações e mobiliário. Isto se deve ao fato das construções do lado em que a numeração é par, sempre terem sido mais valorizadas. Alguns tempos atrás , no Fotolog do Derani, inverti estes valôres, pelo qual também aqui me redimo.
Abraço
dani_bessa 08/08/06 21:18 …
Q máximo!!!!!!!!
Parabéns pelo maravilhoso fotolog!
Posso add?
Bjs, Dani
Jason_1900 08/08/06 21:56 …
Cadê as fotos da Dona Sara?
andredecourt 08/08/06 22:05 …
O Patrício mencionou algo muito interessante em sua descrição do edifício do Jornal do Commercio, os “tubos pneumáticos”usados para comunicação interna, quem não se lembra dos velhos desenhos animados que sempre mostrava esses tudos em lugares grandes.
Sempre tive muita vontade de ver uma engenhoca dessas funcionando.
Jason, as fotos da D. Sara irão saindo do forno, devagarinho, para dar mais gosto !!!
riodejaneiro_021 09/08/06 00:55 …
bela construcao
tem um charme incrivel
abs
number41 11/09/06 22:06 …
Nossa: pq demoliram!!!???
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