Av. Graça Aranha, 1964

 andredecourt's photo de 25/01/04

Av. Graça Aranha em 1964, em primeiro plano temos o edifício Barão de Mauá, sede da Cia Vale do Rio Doce, logo após o prédio do MEC.
A rua ainda tinha trilho de bonde e sua mão de direção tinha o sentido inverso de hoje .
O Barão de Mauá é um projeto de Oscar Niemeyer e tinha o apelido de “noivinha do mec” talvez por ser assentado no chão sem pilotis …
Em 1981, no dia do casamento da princesa Diana, o edifício ardeu em chamas num dos maiores incêndios da cidade, felizmente sem vítimas pois começou de madrugada, o mais impressionante é que o fogo começou num dos últimos andares e DESCEU o prédio queimando todos os pavimentos até a altura do segundo andar sem que os bombeiros conseguissem controla-lo, falou-se muito em falta de equipamentos e falta d’água, mesmas circunstâncias que também ocorreram com o edifício Andorinha na mesma rua, nesse sim uma das maiores carnificinas em incêndios em nossa cidade .
O Barão de Mauá ficou tão avariado que pensou-se em implodi-lo, mas com as modernas técnicas de recuperação de estruturas ele foi salvo, e reformado, apresentando uma fachada diversa de sua original, também projetada por Niemeyer, ele hoje tem uma empena cega e o seu cortain wall protegido por brise soleis

Comments (9)

aqua_man 25/01/04 09:12 …
Mais uma bela aula sobre o nosso Rio! Muito bom saber disso. Eu vou quase todo dia nesta rua, pois frequento um clube aí. Belo registro, meu caro! Grande abraço e um ótimo domingo pra ti!
andredecourt 25/01/04 14:10 …
lenildo @ 2004-01-25 10:11 said: Delete
Bem interessante seu flog, com essas fotos do Rio de antigamente. Mas só há praticamente fotos do Centro e Zona Sul. Há fotos de outras áreas da cidade?
Quando os bondes deixaram de ser usados no Centro?
Eles foram substituídos por ônibus convencionais (movidos a diesel) ou por trolleybus (elétricos)?
Tentamos colocar fotos de todos os lugares da cidade, mas infelizmente fotos das zonas Norte e Suburbana são muito raras .
Os bondes começaram a ser retirados em 1963, primeiramente no Centro e zona Sul, substituidos pelos troley`s numa experiência fracassada, os da zona Norte foram até 1965, em 67 depois de sucessivas interrpções em virtude dos temporais de 66 e 67 a linha do Alto da Boa Vista é a última a parar
marianaslv 25/01/04 17:23 …
pois é, ele é relamente muito simpatico, um pouco atacadinho e elétrico tb! uma gracinha, uma pena que ele tenha complexo de poodle e adore ficar no colo, ele é um pouco pesado demais…rs….
linda foto da noiva do mec!
ccarriconde 25/01/04 21:28 …
Belíssimo registro!
ze_lobato 26/01/04 16:03 …
André, minha cabeça viaja com tuas fotos e aulas, é muito bom mesmo. Tens meu voto para a categoria Patrimonio Flogal.
comida_de_buteco 27/01/04 15:10 …
Era “noivinha do MEC” porque tinha uma escala menor, mais discreta, e a implantação na borda do terreno (pra não competir com o MEU) o dava uma aparência “tímida”, quase brejeira em relação ao imponente MEC.
E dizemos “courtain wall”, ou simplesmente “cortina de vidro”. Abração!
andredecourt 27/01/04 15:39 …
Pois é tenho um livro que fala do termo, e ele (gracinha) coloca as duas grafias, fiquei com preguiça de procurar num dicionário e coloquei a errada…..fazer o que, acontece !
Em relação a escala não me fio muito nela não…, já a implantação no canto do terreno é que era o único disponível, existe um ali do lado, mas ninguém se habilita a fazer nada ali, acho que rola até restrição a gabarito e estilo arquitetônico
marcia.aguiar@emimusic.com 27/01/04 16:00 …
Adorei seu fotolo, pois AMO fotos do Rio Antigo.
Só uma correçãozinha: o Andorinhas ficava na Av. Almirante Barroso. Infelizmente assisti ao incêncio da janela do meu escritório que ficava na Av. Chile. Foi terrível!
Márcia
andredecourt 27/01/04 18:25 …
O Andorinha dava frente para as duas ruas, a portaria principal era na Al. Barrozo, mas a entrada do pátio interno, bem como boa parte de sua fachada eram viradas para a Graça Aranha, tanto que as obras da Torre do Almirante, novo prédio que está sendo levantado no lugar do demolido edifício, tem parte de seus tapumes na Graça Aranha, e nessa empena está sendo realizada um teste da cor dos vidros no novo edifício, para na minha opinião refletirem o Bolo de Noiva que fica do outro lado da rua

2 comentários em “Av. Graça Aranha, 1964”

  1. Adorei essa historia de acontecimentos trágicos antigos do rio de janeiro pois não tinha nenhuma nossao sobre esses acontecidos fiquei satisfeito em fazer parte dessa historia

  2. Trabalhei no edifício Andorinha. Lá conheci meu marido Gilberto Meneghetti. Frequentava com ele a Boate 13, porque ficava no 13º andar. Eu era secretária do sr. Lacombe e ele trabalhava no depto. de Lâmpadas. Ambos da GE. Era amigo do Hermano(Pagadoria) e Lessa. Me lembro da Celeste (Leinha). Acho que quando do incêndio já não havia ninguém mais do meu tempo. Me lembro dos recepcionistas que ficavam imponentes nas recepções. Me lembro do Mr. Hubbard, do Mr. Dion. Minha querida comadre Jurema, já falecida. Me lembro da Babi, da Wanda, da Geni. Do Sigismundo Rocha Spiegel. Do Walter. Do Ernesto. Do Nelson Miranda e de tanta gente mais. Saudades!!!

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