Trânsito do Rio, anos 50, o "açougue" II

Para fechar a semana de acidentes nos FRAs colocamos esse pequeno embate entre 2 caminhões sendo um deles “chapa branca”.

O local é um dos trechos da Av. Norte que acabou dando origem a Av. Brasil, quando seu traçado original dos anos 20, que iria até os bairros da enseada de Inhaúma foi prolongado até a rodovia Rio Petrópolis e depois até as fronteiras do DF com algumas modificações de traçado e absorção de vias já existentes.
O trecho é o próximo ao cais do porto, nas áreas aterradas de São Cristóvão, onde hoje pelo conjunto de viadutos construídos desde os anos 60 ( Gasômetro e Perimetral) não conseguimos mais ver o céu, vemos o conjuto de postes usados nas largas avenidas da época cmo Park Way de Botafogo e toda a Beira Mar.
O caminhão basculante possivelmente estava a serviço, pois a Av. Brasil era uma das vias operadas e mantidas pelo DER-DF, juntamente com as estradas turísticas, viadutos, túneis e mais algumas vias especiais da cidade.
Podemos também observas que os acidentes diurnos tinham um bom público de curiosos, tradição na cidade….

5 comentários em “Trânsito do Rio, anos 50, o "açougue" II”

  1. Olá André parabéns pelos artigos. Você tem algum material sobre a “construção” da Av. Marquês de Sapucaí sobre o rio papa couve?
    Grande abraço.
    Danielle Inocencio Coimbra.

  2. O caminhão das duas primeiras fotos é um Ford F8 BIG JOB 1951 e o caminhão basculante é um Studebaker 1949/50/51. Lamento pelos acidentes. As fotos são nítidas e bem batidas. O estrago maior do Ford é porque ele pegou a lateral de chapa grossa da carroceria basculante, deslocando o diferencial traseiro do Studebaker. Observem que o lado danificado do Ford é o lado esquerdo. Isto nos indica que o Ford pegou o Studebaker por trás e veio se esfregando no basculante até atingir o paralamas dianteiro do Studebaker. O Studebaker foi empurrado para o meio fio. Os BIG JOB Ford, com rodas raiadas, chegavam a transportar 13 toneladas, no toco ( sem truck ). Podemos ver que este FORD da foto estava transportando cargas embaladas em caixotes. Caminhão pesado, freios ineficientes, velocidade excessiva, direção queixo duro ( não existia direção hidráulica ), o risco de colisões era muito grande.

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